sexta-feira, 1 de maio de 2026

Governo Lula 3 já acumula mais de 7 milhões de empregos criados, diz Luiz Marinho

Ministro destaca criação de 228 mil vagas em março e aponta desafios como desigualdade salarial e saúde mental no trabalho

     Lula e Luiz Marinho - 21/02/2025 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o Brasil já acumula mais de 7,2 milhões de trabalhadores inseridos no mercado de trabalho ao longo dos três anos e três meses do governo do presidente Lula, destacando os dados mais recentes do Novo Caged.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a partir da participação do ministro no programa “Bom Dia, Ministro”, nesta quinta-feira, 30 de abril.

De acordo com o Novo Caged, o país gerou mais de 228 mil empregos com carteira assinada em março e mais de 613 mil no primeiro trimestre de 2026. No acumulado de 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram criados 1,21 milhão de postos formais.

O resultado elevou para 49 milhões o número de vínculos com carteira assinada no Brasil, uma alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Nesses três anos e três meses são mais de 7 milhões e 200 mil trabalhadores e trabalhadoras agregadas no mercado de trabalho brasileiro, motivo de muita satisfação”, afirmou Marinho.

O ministro ressaltou que os dados do Novo Caged consideram apenas empregos formais. Segundo ele, a inclusão de outros vínculos, como os registrados pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), deve ampliar ainda mais esse número.

“A RAIS, que a gente divulga semana que vem, traz os demais formatos de emprego, serviço público, trabalhador doméstico. É um motivo de muita comemoração para os trabalhadores e trabalhadoras”, disse.

⊛ Avanço do emprego feminino e persistência da desigualdade

Durante a entrevista, Marinho também abordou o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, que aponta crescimento na participação feminina no mercado de trabalho formal.

O número de mulheres ocupadas aumentou 11%, chegando a 8 milhões. Entre as mulheres negras, o avanço foi ainda mais expressivo: 29%, totalizando 4,2 milhões de trabalhadoras.

Apesar dos avanços, o ministro destacou que a desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda persiste e exige maior engajamento das empresas.

“Nós temos evoluções importantes, mas temos que insistir muito, temos que chamar a sensibilização das empresas para esse processo. As empresas têm que se sensibilizar e olhar para o seu interior: ‘o que está acontecendo?’”, afirmou.

A diferença salarial média segue em 21,3%, com maior disparidade em cargos de nível superior e em grandes empresas.
Geração de empregos no governo Lula

Marinho também destacou que, embora representem cerca de 41% da força de trabalho, as mulheres concentram pouco mais de 30% da massa salarial.

“Esse é o aspecto que está incomodando muito, mas é preciso que a gente tenha persistência (...). Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, nós vamos furando lentamente esse processo, sem desanimar”, declarou.

⊛ Saúde mental entra na agenda do trabalho

Outro ponto enfatizado pelo ministro foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Segundo Marinho, a medida reforça a obrigação das empresas de implementar políticas voltadas à saúde mental dos trabalhadores.

“A NR1 é a que trata dos impactos psicossociais no ambiente de trabalho e a obrigação das empresas organizarem um processo junto aos seus trabalhadores de orientação para a saúde mental. Isso é muito importante”, disse.

O prazo para adequação das empresas termina em 26 de maio, e, segundo o ministro, não haverá nova prorrogação.

“As empresas vêm pedindo para prorrogar. Já fizemos uma prorrogação no ano passado para isso e não temos disposição de fazer a prorrogação”, afirmou.

Ele explicou que, inicialmente, a fiscalização terá caráter orientador.

“Nesse primeiro momento, a orientação para os nossos auditores é observar e orientar. Não é para sair autuando as empresas (...). Nós precisamos ajudar as empresas a organizar esse processo”, acrescentou.

⊛ Semana do trabalhador terá ações em todo o país

Marinho também destacou a programação da Semana do Trabalhador, que contará com ações em diversas regiões do país.

Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o Ministério do Trabalho promoverá serviços como intermediação de emprego, vacinação e atividades ligadas à economia solidária.

“A gente quer propiciar que as pessoas tenham mais contato com o mundo do trabalho, quais os trabalhos que têm, as políticas que têm, quais os serviços que têm prestado. Esse é um momento das pessoas tomarem conhecimento”, concluiu o ministro.

Fonte: Brasil 247

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