Outras pessoas ao redor acompanham a encenação, o que intensificou a repercussão negativa do caso
Um vídeo que circulou nas redes sociais nesta semana gerou forte repercussão ao mostrar turistas encenando uma situação de tortura em frente ao pelourinho de Mariana, em Minas Gerais. O monumento, localizado na Praça Minas Gerais, remete ao período colonial, quando era utilizado para punições públicas de pessoas negras escravizadas. As informações foram divulgadas pelo portal g1.
Nas imagens, um grupo de mulheres aparece diante da estrutura histórica. Em determinado momento, uma delas segura as argolas de ferro do pelourinho e diz: "me bate", simulando uma cena de violência. Outras pessoas ao redor acompanham a encenação, o que intensificou a repercussão negativa do caso.
O vídeo foi gravado por uma moradora da cidade na última segunda-feira (20), que relatou surpresa com o comportamento das turistas. "Elas disseram frases como 'agora me bate', insinuando que estavam recebendo chicotadas. Em outro momento, uma disse para a outra: 'vai lá, agora é a sua vez de ser escravizada'", afirmou.
A moradora destacou ainda que já havia presenciado visitantes tirando fotos no local, mas sem esse tipo de encenação. "Já presenciei outras pessoas tirando fotos no mesmo lugar, também com as mãos nas argolas, mas foi a primeira vez que ouvi esse tipo de fala e consegui registrar", completou.
A repercussão aumentou após o compartilhamento do vídeo pelo vereador Pedro Sousa, que criticou duramente a atitude. Segundo ele, a encenação é "carregada de estereótipos, dor e desrespeito" e "fere a dignidade do povo preto".
O parlamentar também ressaltou a importância de preservar a memória histórica com responsabilidade. "É preciso lembrar que a escravidão foi um dos maiores crimes contra a humanidade, e que Mariana foi construída com o sangue de pessoas negras. Turistas que tratam esse sofrimento como entretenimento mostram que ainda precisam aprender muito sobre a história", declarou.
Até o momento, a prefeitura e a Câmara Municipal de Mariana não se manifestaram oficialmente sobre o episódio.
Fonte: Brasil 247 com informações do G1
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