“Eu não posso dizer que o filho do presidente, Fábio Luís da Silva, tenha culpa", afirmou
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (16) que não há provaas que permitam responsabilizar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por supostos vínculos com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Ao comentar o andamento da comissão parlamentar de inquérito, Viana reconheceu que a acusação contra o filho do presidente Lula não está amparada, até o momento, por elementos materiais suficientes. “Eu não posso dizer que o filho do presidente, Fábio Luís da Silva, tenha culpa. Por quê? Porque nós não temos a prova. A base do governo não nos deixou quebrar o sigilo, nem nos deixou, por exemplo, ter a lista de viagens pela Anac [Agência Nacional de Aviação Civil]”, declarou.
A fala do senador expõe um ponto central da crise em torno da CPMI: embora integrantes da oposição insistam em associar Lulinha ao esquema investigado, o próprio presidente da comissão admitiu publicamente que não dispõe de provas para sustentar tal acusação. Ainda assim, Viana acusou o governo federal de atuar para impedir o aprofundamento das investigações e de promover uma suposta proteção política ao filho do presidente.
Segundo o senador, a principal referência usada pela comissão contra Lulinha é o depoimento de uma testemunha. “O que nós temos de evidência é uma testemunha que foi clara em dizer que o filho do presidente recebia mesadas do careca do INSS”, afirmou. A declaração indica que, até aqui, a narrativa levantada contra o empresário repousa essencialmente sobre testemunho, sem confirmação documental ou pericial tornada pública.
Fonte: Brasil 247
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