quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

STF retira receitas do Ministério Público do limite do arcabouço fiscal

Decisão de Alexandre de Moraes reconhece autonomia financeira do Ministério Público da União e afasta aplicação do teto de gastos a recursos próprios
    Moraes e Gonet - 02/09/2025 (Foto: Antonio Augusto/STF)

O Supremo Tribunal Federal decidiu, em caráter liminar, que as receitas próprias do Ministério Público da União (MPU) não estão sujeitas ao teto de gastos estabelecido pelo novo arcabouço fiscal. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7922 e reconhece que esses recursos, vinculados ao custeio de atividades específicas do órgão, devem ser excluídos dos limites previstos na Lei Complementar 200/2023, que instituiu o novo regime fiscal.

A ação foi proposta pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, chefe do MPU, que sustentou que o próprio STF já havia firmado entendimento semelhante ao excluir as receitas próprias do Poder Judiciário do teto de gastos, no julgamento da ADI 7641. Segundo ele, a aplicação do mesmo critério ao Ministério Público é necessária para garantir a autonomia financeira da instituição e preservar a simetria constitucional entre o MPU e o Judiciário.

Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes destacou que o novo regime fiscal foi concebido para “afastar dinâmicas de relacionamento predatório entre os Poderes de Estado”, ao mesmo tempo em que busca assegurar o controle da dívida pública sem comprometer a independência institucional. Para o ministro, a própria legislação prevê exceções ao teto quando se trata de receitas próprias destinadas às finalidades institucionais dos órgãos públicos.

O relator lembrou que o Ministério Público da União arrecada recursos provenientes, entre outros fatores, de aluguéis, arrendamentos, multas, juros contratuais, indenizações por danos ao patrimônio público e taxas de inscrição em concursos e processos seletivos. De acordo com Moraes, embora o MPU esteja submetido às regras de responsabilidade fiscal, é preciso considerar os impactos negativos que o bloqueio desses recursos pode gerar para o funcionamento regular da instituição.

Na decisão, o ministro ressaltou ainda que o STF já enfrentou situação “absolutamente análoga” ao julgar a ADI 7641, quando afastou as receitas próprias do Judiciário federal do teto de gastos previsto na LC 200/2023. Para ele, “a mesma compreensão firmada quanto à fiscalidade do Poder Judiciário federal deve prevalecer para o Ministério Público da União”.

Além de excluir as receitas próprias do limite fiscal, a liminar também retira do teto os recursos oriundos de convênios ou contratos firmados pelo MPU com entes federativos ou entidades privadas, desde que destinados ao custeio de suas atividades específicas. A decisão já produz efeitos imediatos, mas ainda será submetida à análise do Plenário do Supremo Tribunal Federal para referendo.

Fonte: Brasil 247

Morte de corretora: veja o momento em que síndico e filho são presos por suspeita de crime (vídeo)

Os desentendimentos entre Daiane e a administração do condomínio começaram ainda em janeiro de 2025

Corpo de corretora estava em área de mata na cidade de Caldas Novas, segundo a polícia (Foto: Reprodução)

A morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, encontrada nesta quarta-feira (28) em Caldas Novas, no sul de Goiás, ocorreu após um longo e documentado histórico de conflitos com o síndico do prédio onde ela morava e possuía outros imóveis. O síndico, que chegou a tentar expulsá-la do condomínio, foi preso pela Polícia Civil e é apontado como figura central nas investigações. O filho do síndico também foi detido.

Os desentendimentos entre Daiane e a administração do condomínio começaram ainda em janeiro de 2025, quase um ano antes do desaparecimento da corretora. Segundo a reportagem, o caso envolve disputas administrativas, acusações criminais e uma escalada de conflitos que terminou de forma trágica.

O primeiro embate formal ocorreu quando o condomínio notificou Daiane sob a alegação de que um de seus apartamentos estaria sendo utilizado como marcenaria, o que violaria as normas internas do edifício. A corretora negou a irregularidade e passou a questionar a conduta do síndico, afirmando ser alvo de perseguição.

Com o agravamento da situação, o síndico chegou a convocar uma reunião condominial com o objetivo de tentar expulsar Daiane do prédio. A iniciativa, no entanto, foi barrada por uma decisão judicial, que suspendeu a medida e impediu qualquer sanção administrativa contra a corretora naquele momento.

Além de residir no local, Daiane era proprietária de outros seis imóveis no mesmo condomínio, que estavam alugados. Segundo os relatos anexados às investigações, o síndico também passou a ameaçar os inquilinos da corretora, criando um ambiente de intimidação e pressão indireta para que ela deixasse o prédio.

Ao longo de 2025, Daiane registrou ao menos 12 boletins de ocorrência contra o síndico. Entre as denúncias constam acusações de perseguição reiterada, ameaças e agressões físicas. Parte desses registros deu origem a investigações formais e a uma denúncia apresentada pelo Ministério Público antes mesmo do desaparecimento da corretora.

A tensão entre as partes se manteve até dezembro, quando Daiane desapareceu dentro do próprio condomínio. Câmeras de segurança registraram a corretora circulando pelas áreas comuns do prédio, mas ela não foi mais vista após descer ao subsolo.

Com a localização do corpo, a Polícia Civil intensificou as apurações e passou a tratar o histórico de conflitos como um dos principais eixos da investigação. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a dinâmica do crime nem se outras pessoas podem ter participado da ação.

Veja o momento da prisão:


Fonte: Brasil 247

Michelle amplia racha com Eduardo Bolsonaro com apoio a deputada para o Senado

Eduardo Bolsonaro quer eleger um aliado ao Senado, mas a ex-primeira-dama articula outra candidatura

Tarcísio de Freitas, Rosana Valle e Michelle Bolsonaro (Foto: Reprodução/Instagram/@rosanavalleoficial)

O movimento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em favor da deputada federal Rosana Valle (PL) como pré-candidata ao Senado por São Paulo provocou um novo foco de atrito com Eduardo Bolsonaro (PL). O filho de Jair Bolsonaro (PL) que deixou o Brasil e passou a residir nos Estados Unidos vinha sendo tratado como nome natural da família para a disputa, mas agora tenta emplacar aliados próximos como alternativa à sua ausência, relata o Metrópoles.

A divergência ocorre porque Eduardo Bolsonaro passou a defender publicamente outros nomes do PL para ocupar o espaço que ele próprio pretendia disputar antes de se tornar alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de obstrução de Justiça ao articular sanções do governo norte-americano contra autoridades do Judiciário brasileiro. Entre os políticos citados pelo ex-deputado estão o deputado estadual Gil Diniz, além de Paulo Mansur, Marco Feliciano e Mario Frias, todos do PL e alinhados ao seu grupo político.

Michelle Bolsonaro, por outro lado, tem atuado para fortalecer o nome de Rosana Valle dentro do partido. A aproximação entre as duas se intensificou no último ano, a partir das atividades do PL Mulher, iniciativa comandada nacionalmente pela ex-primeira-dama e, em São Paulo, pela própria deputada. Integrantes da legenda relatam que foi Michelle quem solicitou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a inclusão do nome de Rosana em pesquisas internas sobre a corrida ao Senado.

Em dezembro, um levantamento da Paraná Pesquisas, contratado pelo partido, indicou Rosana Valle com 8% das intenções de voto. O resultado surpreendeu dirigentes do PL, que avaliavam que a parlamentar teria desempenho mais modesto por sua atuação concentrada na Baixada Santista. Em 2024, ela disputou a Prefeitura de Santos e ampliou sua projeção estadual.

Aliados da deputada argumentam que sua candidatura pode atrair eleitores por representar um perfil feminino, evangélico e próximo a Michelle Bolsonaro, além de adotar um discurso considerado mais moderado em comparação a nomes ligados diretamente a Eduardo. Também há relatos de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mantém boa relação com Rosana e veria sua candidatura com simpatia. Em 2022, ela chegou a ser cogitada como vice na chapa de Tarcísio ao governo estadual, e o governador participou do ato de sua filiação ao PL.

Do outro lado, aliados de Eduardo Bolsonaro questionam a lealdade política de Rosana Valle ao projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em um vídeo publicado recentemente em seu canal no YouTube, Eduardo exibiu o perfil da deputada no Instagram para apontar a ausência de publicações em apoio ao irmão.

A disputa pelo Senado é considerada estratégica para a direita em todo o país. Em São Paulo, outros nomes já se movimentam, como o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública do governo estadual. Cada estado elegerá dois senadores neste ano, o que amplia o leque de possíveis candidaturas. Também circula entre aliados de Jair Bolsonaro o nome do vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo (PL), amigo do ex-presidente.

Segundo interlocutores do PL, após ouvir as lideranças partidárias, caberá a Jair Bolsonaro a decisão final sobre quem representará o grupo na disputa, mesmo estando preso na Papudinha. Fora do núcleo mais próximo de Tarcísio e Eduardo, outros nomes da direita tentam se viabilizar, como o deputado e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo) e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade).

No campo da esquerda, o cenário também é de indefinição. O PT avalia, de forma preliminar, os nomes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), embora aliados considerem remota a possibilidade de ambos entrarem na corrida. Outra alternativa é a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que pode deixar a Rede e disputar o Senado por PSB, PSol ou PT. Já Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento, é defendida por aliados do presidente Lula como possível candidata, com setores do PT apostando que uma composição mais ao centro poderia ter maior apelo junto ao eleitorado paulista, historicamente inclinado a posições conservadoras.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Congresso inicia 2026 sob impacto do caso Master e do calendário eleitoral

Investigações, disputas políticas e projetos estratégicos dividem espaço com as eleições na agenda do Congresso

      Congresso Nacional (Foto: EBC)

O Congresso Nacional dá início a 2026 no próximo dia 2 de fevereiro com uma agenda marcada por investigações sensíveis, disputas políticas e a influência direta do calendário eleitoral. O caso Master tende a ocupar posição central nos debates, ao lado da organização das eleições que renovarão parte expressiva do Parlamento, especialmente no Senado. A combinação desses fatores deve moldar tanto o ritmo quanto as prioridades dos trabalhos legislativos ao longo do ano.

Nesta quarta-feira (28), líderes da Câmara dos Deputados se reúnem na residência oficial do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em um encontro que deve tratar do avanço do caso Master nas esferas judicial e legislativa, informa o G1.

No Legislativo, há diferentes iniciativas em análise para tratar do caso. Estão em debate a criação de uma comissão parlamentar mista, com deputados e senadores, além de colegiados específicos no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. A instalação dessas instâncias depende de decisão dos presidentes do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta. Apesar disso, parlamentares favoráveis às comissões admitem que existe resistência interna à instalação dos colegiados, o que pode retardar o processo.

Enquanto não há definição, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado decidiu se antecipar e criou um grupo de trabalho para acompanhar o caso Master. A iniciativa partiu do presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que pretende instalar oficialmente o grupo no dia 4 de fevereiro. O colegiado poderá convocar autoridades e investigados, requisitar informações oficiais e elaborar propostas legislativas relacionadas ao tema, mas não terá poder para quebrar sigilos bancário, fiscal ou telefônico.

Ano eleitoral impõe cautela ao Congresso

A proximidade das eleições tende a afetar diretamente o ritmo das votações no Congresso. Tradicionalmente, anos eleitorais são marcados por maior cautela na tramitação de propostas, especialmente aquelas consideradas polêmicas. Projetos com impacto direto sobre o eleitorado, nas áreas social, econômica e de segurança pública, costumam ganhar prioridade, enquanto temas mais sensíveis ficam fora da pauta.

Além disso, parlamentares que disputarão cargos eletivos passam a se deslocar com maior frequência para seus estados de origem, o que pode reduzir o quórum em sessões deliberativas. O cenário é particularmente relevante no Senado, onde, neste ano, cada estado elegerá dois senadores. Ao todo, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, o equivalente a dois terços da Casa.

Para a oposição, o Senado tem papel estratégico por ser responsável pela sabatina e aprovação de autoridades indicadas ao Supremo Tribunal Federal, além de ter competência para abrir e analisar processos de impeachment contra magistrados. Já para o governo, ampliar ou manter uma base aliada robusta na Casa é visto como movimento estratégico. A avaliação é de que uma maioria governista pode reduzir “solavancos” em um eventual quarto mandato do petista.

Projetos prioritários e segurança pública

Apesar das limitações impostas pelo calendário eleitoral, a expectativa entre parlamentares e integrantes do governo é de que algumas matérias avancem ainda no primeiro semestre. Entre elas, destacam-se projetos ligados à segurança pública, como o projeto de lei Antifacção e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

A PEC, de iniciativa do governo, cria mecanismos para integrar as forças de segurança no combate ao crime organizado. O texto enfrenta resistência de governadores e da oposição e ainda precisa ser aprovado na comissão especial antes de seguir para o plenário da Câmara. Caso avance, será encaminhado ao Senado.

Já o projeto de lei Antifacção foi aprovado pela Câmara, mas, como sofreu alterações no Senado, terá de ser novamente analisado pelos deputados. O texto aprovado pelos senadores propõe atualizar a Lei das Organizações Criminosas, em vez de criar uma nova legislação. A mudança atendeu a um pleito do Ministério da Justiça e da Polícia Federal, que viam risco de brechas jurídicas na versão anterior. O relator retomou a diferenciação entre organizações criminosas, facções e milícias, prevendo penas distintas, e incluiu o fim das visitas íntimas para presos provisórios ou condenados por envolvimento com esses grupos.

Acordo Mercosul–União Europeia e jornada de trabalho

Outro tema que deve ganhar espaço na agenda é o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A expectativa é de que o tratado comece a ser analisado pelo Congresso ainda no primeiro semestre. O presidente da Câmara afirmou acreditar em uma tramitação célere. “Vou tratar desse assunto na próxima reunião de líderes e estou certo de que o espírito na Casa é amplamente favorável à rápida aprovação do acordo, pelos impactos positivos que terá para o Brasil e para todos os demais participantes”, declarou à GloboNews.

O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas que incidem sobre mais de 90% do comércio entre os blocos, além de estabelecer regras comuns para setores como bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para entrar em vigor, no entanto, o texto ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países signatários.

Também deve avançar o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, considerada prioridade pelo governo. Há propostas tanto na Câmara quanto no Senado, e o tema deve chegar ao plenário. Atualmente, a jornada máxima é de 44 horas semanais. A mudança enfrenta resistências em diferentes campos políticos, com argumentos sobre possíveis impactos negativos na economia e para os empregadores. Embora já tenha sido discutida em outras ocasiões, a proposta nunca foi votada em definitivo pelas Casas legislativas.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

No Panamá, Lula defende soberania da Venezuela e diz que terá conversa "olho no olho" com Trump em março

Presidente diz que Brasil e Estados Unidos precisam dialogar diante de desafios à democracia e ao multilateralismo

Brasília (DF) - 10/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende se reunir com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, no início de março, durante uma viagem a Washington. Segundo ele, o encontro presencial é fundamental para que os dois países mantenham um diálogo direto em meio a um cenário internacional marcado por instabilidade política e tensões diplomáticas.

“Eu conversei com o Trump ontem, eu conversei com o Macron hoje, eu conversei com o Boric hoje e depois vou conversar com mais gente porque eu estou discutindo a questão do multilateralismo, a questão da democracia no mundo inteiro e eu espero marcar com o presidente Trump, no começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, sabe, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou Lula, de acordo com o G1.

O presidente também disse acreditar em uma retomada do equilíbrio internacional. “Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, afirmou.

◎ Viagens e reforma da ONU

Antes da possível ida aos Estados Unidos, Lula tem viagens previstas para a Índia e a Coreia do Sul, em fevereiro. Somente após essas agendas é que os governos do Brasil e dos EUA devem definir oficialmente a data da visita a Washington.

A expectativa do governo brasileiro é que Lula aproveite o contexto internacional para reiterar a defesa de uma reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), com ampliação do número de membros permanentes, pauta defendida pelo presidente desde seu primeiro mandato.

◎ Venezuela e soberania nacional

Questionado no Panamá sobre a presença de militares estadunidenses no Caribe, Lula afirmou que pretende conversar com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e disse esperar que “ela consiga dar conta do recado”.

O presidente brasileiro defendeu que a solução para a crise venezuelana deve partir do próprio país. “Vamos ver o que vai acontecer. Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano. Não será o Brasil, não será os Estados Unidos, será a Venezuela. E nós temos que ter paciência e ajudar com que o povo venezuelano possa cuidar do seu destino”, afirmou.

◎ Diálogo entre Brasil e Estados Unidos

De acordo com o Palácio do Planalto, na segunda-feira (26), Lula e Donald Trump conversaram por telefone durante 50 minutos. Foi o primeiro contato entre os dois desde os acontecimentos recentes na Venezuela, após a ação militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro do poder.

◎ Conselho da Paz e ONU

Outro tema tratado na conversa com Donald Trump foi o convite para que o Brasil integre o Conselho da Paz, criado pelo presidente dos Estados Unidos. Lula não confirmou se aceitará a proposta e afirmou que o órgão deveria ter foco humanitário, especialmente na situação da Faixa de Gaza, além de prever a participação da Palestina nos debates. Segundo a avaliação da diplomacia brasileira, há preocupação com iniciativas estruturadas de forma unilateral e com presidência fixa dos Estados Unidos.

◎ Economia e cooperação bilateral

Lula e Trump também trocaram informações sobre a situação econômica de Brasil e Estados Unidos. De acordo com o Planalto, ambos avaliaram que há boas perspectivas para as economias dos dois países. Trump afirmou que o crescimento de Brasil e Estados Unidos é positivo para toda a região das Américas.

Os dois presidentes destacaram ainda o avanço no relacionamento bilateral, que resultou na retirada de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros. Lula manifestou interesse em ampliar a cooperação nas áreas de combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, além do congelamento de ativos de grupos criminosos e do intercâmbio de dados financeiros. Segundo o governo brasileiro, a iniciativa foi bem recebida pelo presidente dos Estados Unidos.

Fonte: Brasil 247

Visita de Lula a Trump pode ser “vacina” contra interferência dos EUA nas eleições

Planalto vê movimento como estratégico para posicionar Lula como interlocutor confiável ao norte-americano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos durante encontro em Kuala Lumpur, Malásia - 26/10/2025 (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em Washington, é interpretada no Palácio do Planalto como um movimento estratégico para diminuir o risco de interferências externas no processo eleitoral brasileiro. A avaliação interna é de que o encontro pode funcionar como uma espécie de “vacina” política, capaz de inibir iniciativas que busquem questionar a legitimidade das eleições ou influenciar o debate público no país. As informações são da CNN Brasil.

Segundo auxiliares do governo, a expectativa é de que Lula utilize a agenda para reafirmar a Trump que o Brasil mantém um sistema eleitoral transparente e confiável, além de se apresentar como um interlocutor institucional sólido, mesmo diante de divergências políticas entre os dois governos.

Na leitura de integrantes do Executivo, o diálogo direto entre os presidentes ajudaria a reduzir tentativas de “contaminação” do cenário político brasileiro por grupos da direita que mantêm proximidade com o entorno do presidente dos Estados Unidos. Ainda que a articulação internacional do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do empresário Paulo Figueiredo tenha perdido força após a reaproximação entre Lula e Trump, a avaliação é de que setores conservadores seguirão buscando respaldo externo na disputa pelo Planalto.

O receio do governo brasileiro está associado à postura da política externa americana para a América Latina, especialmente em temas como a Venezuela e o apoio a lideranças conservadoras alinhadas aos interesses de Trump na região. Soma-se a isso o histórico recente das eleições nos Estados Unidos: em 2024, Lula manifestou apoio à democrata Kamala Harris, derrotada por Trump, o que torna previsível um alinhamento político distinto entre os dois presidentes.

Mesmo sem sinais públicos de apoio explícito de Trump a adversários de Lula, a preocupação central recai sobre a influência indireta dos Estados Unidos por meio das big techs, incluindo o uso de redes sociais e ferramentas de inteligência artificial no debate político. Para o Planalto, esse tipo de atuação pode ter impacto relevante no ambiente eleitoral brasileiro.

Lula e Trump conversaram por cerca de 50 minutos por telefone na segunda-feira (26) e, ao final do contato, acertaram uma visita do presidente brasileiro a Washington, prevista para março. No Itamaraty, a prioridade da agenda envolve temas comerciais, como a retirada de tarifas sobre produtos brasileiros, além da situação na Venezuela e do convite para o Brasil integrar o Conselho de Paz proposto por Trump para a reconstrução da Faixa de Gaza.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Kassab diz ter "acordo" com Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite para a Presidência

"No início de abril, o PSD vai escolher o melhor candidato", afirma o líder do partido

          Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. (Foto: Reprodução/X/@ronaldocaiado)

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou que a legenda já estabeleceu um entendimento interno para definir quem será seu candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Segundo ele, há um acordo firmado com os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, todos filiados ao partido e colocados como pré-candidatos ao Palácio do Planalto, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.

De acordo com Kassab, o compromisso prevê que a escolha do nome que representará o PSD na disputa presidencial ocorrerá no início de abril. “Foi feito um acordo. No início de abril, o PSD vai escolher o melhor candidato. Será um dos três”, afirmou o dirigente partidário, em declaração literal.

Os três governadores ocupam atualmente cargos executivos em seus estados e, conforme o entendimento descrito por Kassab, deverão deixar as funções para se tornarem aptos a concorrer ao cargo máximo do Executivo federal. A renúncia aos mandatos está prevista para o mesmo período em que o partido pretende bater o martelo sobre a candidatura.

Ronaldo Caiado foi o último a ingressar oficialmente no PSD. O governador de Goiás anunciou sua filiação à sigla na noite de terça-feira (27), reforçando o movimento interno do partido para ampliar o leque de opções na corrida presidencial.

O PSD, que hoje conta com governadores em estados estratégicos do país, busca se posicionar como um ator central no tabuleiro político de 2026. A definição antecipada de um método para escolha do candidato indica a tentativa da legenda de organizar sua estratégia eleitoral com antecedência e reduzir disputas internas no processo eleitoral.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Comandante do Exército autoriza Mauro Cid a ir para a reserva

Tomás Paiva assinou portaria que inclui o tenente-coronel na cota compulsória, com oficialização prevista no Diário Oficial no fim do mês

       Mauro Cid - 09/06/2025 (Foto: Ton Molina/STF)

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi autorizado a passar para a reserva do Exército. A decisão permite que o militar deixe a ativa antes de completar o tempo regular de serviço, mantendo a patente de tenente-coronel. As informações são do UOL.

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, assinou na noite de terça-feira (27) a portaria que autoriza a inclusão de Cid na chamada cota compulsória. A medida será oficializada no próximo dia 31, data em que tradicionalmente o Diário Oficial da União publica promoções e passagens de militares para a reserva.

Mauro Cid havia solicitado formalmente, em agosto do ano passado, sua inclusão na cota compulsória, mecanismo que permite ao militar pedir a passagem para a reserva antes de completar os 35 anos de serviço exigidos. Quando assumiu o comando do Exército, em janeiro de 2023, Tomás Paiva chegou a sugerir que Cid optasse por esse caminho, mas o então assessor preferiu permanecer na ativa naquele momento, mesmo após ter sido afastado de suas funções.

O tenente-coronel foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por participação na trama golpista, mas já está em liberdade. Ele chegou a ficar detido por alguns meses e, posteriormente, foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, medida imposta após a assinatura do acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, em 2023.

Em novembro do ano passado, a tornozeleira foi retirada durante audiência no Supremo Tribunal Federal. Mauro Cid não recorreu da condenação no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a determinar o agendamento da audiência para retirada do equipamento. Com isso, ele se tornou o primeiro condenado por tentativa de golpe de Estado a ficar sem o monitoramento eletrônico.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Moraes nega reportagem do Metrópoles sobre suposto encontro na mansão de Vorcaro: “segue padrão criminoso”

Em nota, o STF afirma o ministro não se reuniu com o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa

       Alexandre de Moraes (Foto: Antonio Augusto/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou nesta terça-feira (27) que não teve um encontro com o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, na casa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, instituição investigada pela Polícia Federal (PF) em um esquema de fraudes financeiras, que, segundo a corporação, pode ter movimentado até R$ 17 bilhões.

“Essa reunião não ocorreu e, lamentavelmente, segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal”, diz a nota enviada pela assessoria de imprensa do STF.

“A matéria do Portal Metrópoles sobre uma suposta reunião do Ministro Alexandre de Moraes, acompanhado por um assessor, com o então Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro é falsa e mentirosa”, diz a nota.

Segundo informações publicadas na coluna de Andreza Matais, a suposta reunião entre Moraes e os dois empresários ocorreu após Vorcaro pedir que Paulo Henrique fosse até seu endereço, no Lago Sul, área nobre de Brasília (DF), porque “o homem estava lá”.

O encontro serviria para Daniel Vorcaro mostrar à classe política e ao Judiciário o poder do próprio empresário. Já o ministro Alexandre de Moraes havia dito que nem ele nem o escritório de advocacia da sua esposa trabalharam para reverter a liquidação do Banco Master, por meio da compra da instituição bancária pelo BRB.

Leia a íntegra da nota divulgada pelo STF:

A matéria do Portal Metrópole sobre uma suposta reunião do Ministro Alexandre de Moraes, acompanhado por um assessor, com o então Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro é falsa e mentirosa. Essa reunião não ocorreu e, lamentavelmente, segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna de Andreza Matais, no Metrópoles

Justiça italiana marca data da audiência de extradição de Carla Zambelli

Corte de Apelação também vai decidir se mantém magistrados antes de julgar pedido do Brasil

Brasília - 24/09/2025 - Reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara para ouvir a deputada federal Carla Zambelli (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A Justiça da Itália marcou para o dia 11 de fevereiro uma audiência extraordinária que vai tratar do processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A sessão ocorrerá na mesma data em que será analisado o futuro de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também submetido a julgamento no país europeu.

Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, antes da audiência principal, a Corte de Apelação italiana deverá examinar, na véspera, um pedido apresentado pela defesa de Zambelli para a substituição dos magistrados responsáveis pelo caso.

⊛ Audiência é marcada após pedido do Brasil

A audiência extraordinária foi marcada após solicitação dos advogados que representam o Estado brasileiro no processo. A defesa contratada pela Advocacia-Geral da União protocolou um memorial em resposta ao pedido feito pelos representantes da ex-deputada.

No documento, os advogados argumentaram que as providências adotadas pela Corte eram necessárias para evitar o risco de paralisação do processo por um longo período, o que poderia comprometer o andamento do julgamento da extradição.

⊛ Defesa questiona imparcialidade dos magistrados

Os advogados de Carla Zambelli alegam falta de imparcialidade por parte do colegiado responsável pelo caso. De acordo com a defesa, decisões proferidas ao longo do processo indicariam um posicionamento favorável à extradição, o que motivou o pedido de substituição dos juízes. As alegações de parcialidade, contudo, não foram bem recebidas por integrantes do Judiciário italiano, segundo interlocutores que acompanham o caso.

⊛ Governo avalia pedido como medida desesperada

Do lado do governo brasileiro, a avaliação é de que a iniciativa da defesa representa uma “medida desesperada”. Autoridades envolvidas no acompanhamento do processo afirmam que o “cerco está se fechando” em relação à situação da ex-deputada.

⊛ Processo já teve quatro adiamentos

O julgamento sobre a extradição de Carla Zambelli já foi adiado quatro vezes desde o início da tramitação na Justiça italiana. Independentemente do resultado da audiência marcada para fevereiro, ainda existe a possibilidade de recurso à Corte de Cassação, instância máxima do Judiciário da Itália.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Café Serra de Apucarana conquista selo de indicação geográfica e amplia oportunidades para os produtores

Reconhecimento nacional valoriza a qualidade dos grãos, fortalece a identidade regional e projeta o café local para novos mercados no Brasil e no exterior


O café que é cultivado na região de Apucarana agora tem selo de origem, importante reconhecimento nacional que atesta a autenticidade, o sabor único e a qualidade dos grãos produzidos, tendo como requerente a Associação dos Cafeicultores de Apucarana (ACAP). O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu ao Café Serra de Apucarana o registro de Indicação Geográfica (IG), reconhecendo oficialmente a qualidade superior do produto e as características únicas, colocando o município no mapa dos cafés especiais do Brasil.

O prefeito Rodolfo Mota celebrou a conquista, lembrando a ligação histórica da cidade com a cafeicultura. “A história de Apucarana está intrinsecamente ligada à produção de café. O selo é uma conquista que beneficia todos, garantindo um padrão de qualidade para o consumidor, gerando mais renda aos cafeicultores e um valor agregado”, pontuou.

Segundo o prefeito, o reconhecimento chega em um momento simbólico para o setor. “Logo após a região alcançar o primeiro lugar na categoria Café Natural do 23º Concurso Café Qualidade Paraná 2025, essa nova conquista representa a abertura de novos mercados, dentro e fora do país, valorizando o trabalho e a resiliência dos nossos produtores”, completou.

O secretário municipal de Agricultura, Wendel Metta, ressaltou a importância econômica da cafeicultura e da certificação. “O café segue como uma atividade estratégica para Apucarana. A Indicação Geográfica fortalece ainda mais os produtores, que já entregam um produto premiado, reconhecido e com alto padrão de qualidade”, destacou.

Tiago Cunha, consultor do Sebrae e responsável pelo escritório de Apucarana, explicou que o processo foi um trabalho coletivo. “Foi um trabalho desenvolvido pelo Sebrae em parceria com a Prefeitura, o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR) e a Associação dos Cafeicultores de Apucarana. Criamos uma governança e elaboramos todo o caderno de especificações técnicas necessárias para o pedido”, detalhou.

De acordo com Tiago Cunha, o Brasil possui atualmente 152 Indicações Geográficas reconhecidas, sendo 31 Denominações de Origem (DO) e 120 Indicações de Procedência (IP). “Agora Apucarana faz parte desse seleto grupo, com o Café reconhecido como Denominação de Origem — um reconhecimento que agrega valor e projeta o café de Apucarana nacional e internacionalmente”, avaliou.

O consultor esclareceu como os produtores poderão usar o selo. “A IG pode ser utilizada por todos os produtores da região, desde que atendam a todas as exigências do caderno de especificações. O comitê gestor fará a avaliação. O selo é para o café já processado, torrado e moído. O produtor segue as orientações de manejo, preparo do café e, após avaliação do comitê, pode receber o selo”, explicou.

O reconhecimento levou em conta um conjunto de fatores naturais e de manejo que tornam o café da região único. Entre eles estão o clima, a altitude e as características do solo, que influenciam diretamente na qualidade do grão e no perfil da bebida.

A concessão da Indicação Geográfica do Café Serra de Apucarana foi publicada na Revista da Propriedade Intelectual, editada pelo INPI. Além de Apucarana, o reconhecimento abrange também propriedades localizadas em Cambira e Arapongas, ampliando o alcance territorial da certificação e fortalecendo uma identidade regional.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Unidade Poupatempo Paraná de Apucarana inicia capacitação da equipe para inauguração em fevereiro

Programa estadual gerenciado em parceria com a prefeitura começa a operar a partir de 23 de fevereiro e vai ofertar mais de 200 serviços públicos em um único espaço no centro da cidade


O prefeito Rodolfo Mota acompanhou nesta semana, nas dependências da Agência do Trabalhador de Apucarana, o início do treinamento da equipe que vai atuar no atendimento da unidade Apucarana do Poupatempo Paraná. Ao todo, são 23 profissionais contratados através da agência para atuarem na linha de frente do programa estadual, que será gerenciado localmente em parceria com a Prefeitura de Apucarana.

Conquistada em outubro do ano passado, a unidade deve ser inaugurada no dia 23 de fevereiro em sede que está sendo construída na Rua Nagib Daher, 450, área central. Ao conversar com a equipe em treinamento, o prefeito destacou que o Poupatempo Paraná é uma importante iniciativa do Governo Ratinho Júnior, que reúne em um só espaço mais de 200 serviços públicos, incluindo a emissão da nova Carteira de Identidade, atendimentos do Detran-PR, Receita Estadual, serviços da Copel e Sanepar, consultas da Cohapar, cadastro no Programa Casa Fácil Paraná e encaminhamento de solicitações de seguro-desemprego e vagas de emprego das Agências do Trabalhador.

“A nossa agência é a responsável pelo recrutamento e capacitação dos profissionais. Através do superintendente do Trabalho, Neno Leiroz, a prefeitura tem dado todo suporte na organização e preparação da equipe, garantindo um serviço ágil, eficiente e humanizado desde o início das atividades”, afirma Rodolfo Mota.

O superintendente Neno Leiroz explica que a equipe que irá atuar na unidade é composta por 18 atendentes, um gerente, um supervisor, um administrativo, um profissional de Tecnologia da Informação (TI) e um de recursos humanos. “Essa preparação técnica da equipe é uma etapa importante para assegurar a qualidade dos serviços prestados na nova unidade, um modelo de atendimento integrado do Governo do Paraná que reúne diversos serviços públicos em um único local, facilitando o acesso da população, reduzindo o tempo de espera e centralizando atendimentos essenciais”, reforça Leiroz, pontuando que entre os serviços previstos para a unidade estão atendimentos ligados à área do trabalho, como intermediação de vagas de emprego e seguro-desemprego, além de orientações ao cidadão, emissão e regularização de documentos e serviços de órgãos públicos parceiros. A unidade funcionará de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, mediante atendimento agendado.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Entrega de kits da 63ª Prova Pedestre 28 de Janeiro começa nesta terça-feira

 Maior edição da história da corrida contará com mais de 5,4 mil atletas e integra a programação dos 82 anos de Apucarana

A Prefeitura de Apucarana, por meio da Secretaria Municipal de Esportes, iniciou nesta terça-feira (27/01) a entrega dos kits para a 63ª Prova Pedestre 28 de Janeiro, tradicional corrida de rua que será realizada no próximo sábado (31/01). Considerada a maior edição da história do evento, a prova já conta com 5.445 atletas confirmados, reforçando o caráter esportivo, turístico e comemorativo do aniversário do município.

A retirada dos kits acontece no Cine Teatro Fênix, das 10 às 20 horas, na terça-feira (27/01), quinta-feira (29/01) e sexta-feira (30/01). Na quarta-feira (28/01), não haverá atendimento em razão do feriado municipal. Para os atletas que não conseguirem retirar o material durante a semana, especialmente os vindos de outros municípios, a organização fará a entrega no sábado (31/01), das 8 às 13 horas, também no Cine Teatro Fênix.

Para a retirada do kit e do chip de cronometragem, é necessário apresentar apenas o CPF do atleta. No momento da entrega, será confirmada a situação do pagamento ou da isenção da inscrição. A Secretaria Municipal de Esportes informa ainda que não haverá troca do tamanho da camiseta no ato da retirada. O atleta que trocar ou vender sua inscrição será automaticamente desclassificado da prova e ficará suspenso de todas as atividades promovidas pela secretaria pelo período de dois anos.

O prefeito Rodolfo Mota destacou a importância do evento e o crescimento expressivo do número de participantes. “Esta já é a maior edição da nossa corrida. No ano passado, somando inscritos pagantes e isentos, tivemos 4.188 corredores. Neste ano, antecipamos a Vinteoitinha para o período da manhã, ampliamos as premiações, criamos um bônus para os atletas apucaranenses e passaremos a pagar via Pix. Como resultado, alcançamos 5.445 inscritos. O aniversário de Apucarana será muito especial”, afirmou.

O lançamento oficial da 63ª Prova Pedestre 28 de Janeiro acontece na quinta-feira (29/01), às 19 horas, no salão nobre da Prefeitura de Apucarana. O tradicional evento esportivo será realizado no sábado (31/01), com largada e chegada na Praça Rui Barbosa, integrando a programação oficial dos 82 anos de Apucarana. A prova da Vinteoitinha terá início às 9 horas, seguida da corrida de 5 quilômetros, às 19 horas, e da prova de 10 quilômetros, com largada prevista para 20h15.

A Prefeitura de Apucarana convida a população a prestigiar o evento, que promove esporte, saúde, integração comunitária e celebra a história do município.

Fonte: Prefeitura de Apucarana


Rapaz torturado com tatuagem na testa em 2017 volta a ser preso


      Em 2017, um jovem teve a testa tatuada contra sua vontade. Foto: Reprodução

Ruan Rocha da Silva, 25, foi detido nesta terça-feira (27) por guardas-civis municipais de Diadema, no ABC paulista. Ele ficou conhecido nacionalmente em 2017, quando teve a testa tatuada à força com a frase “sou ladrão e vacilão” após uma tentativa de furto de bicicleta em São Bernardo do Campo. Desta vez, segundo relato dos agentes, ele é suspeito de furtar uma lavadora de alta pressão da Unidade Básica de Saúde Jardim Casa Grande.

Acionados por rádio para atender a uma ocorrência de invasão, os guardas encontraram a UBS fechada, com alarme disparado. Pacientes relataram ter visto um homem deixando o local com o equipamento. Após buscas no entorno, Silva foi localizado portando a lavadora, identificado pelo aplicativo Muralha e confessou o furto, afirmando que pretendia revender o objeto para comprar crack. A fiança, fixada em um salário mínimo, não foi paga.

Silva tem histórico de prisões por furto e já passou por tratamento contra dependência química. Em 2017, aos 17 anos, foi vítima de tortura. Dois homens foram presos e indiciados após gravarem a tatuagem forçada, motivada pela alegação de que o “adolescente tentou roubar uma bicicleta”, versão não confirmada pela polícia.

O caso de Ruan Rocha da Silva foi bastante comentado na época, em meio a um período em que formadores de opinião, entre eles a apresentadora Rachel Sheherazade, então no SBT, defendiam publicamente a ideia de justiçamento popular, em discursos associados à criminalização de pessoas pobres e negras.

Anos depois, Ruan enfrenta a dependência química e retorna ao sistema penitenciário, evidenciando a permanência de trajetórias marcadas pela exclusão e pela ausência de políticas de reintegração efetivas.

Fonte: DCM

“Vale-peru”: Moraes barra benefícios extras impostos pelo TST aos Correios


      Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Alexandre de Moraes suspendeu trechos de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que obrigavam os Correios a conceder benefícios extras a empregados, como o chamado “vale-peru”, adicional de 70% nas férias e pagamento de 200% por trabalho em dias de repouso. A medida foi tomada após pedido da estatal e ainda será analisada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão do TST havia sido proferida no fim do ano passado, no contexto de um dissídio coletivo aberto após greve da categoria. Além de reajuste salarial de 5,1%, a corte trabalhista determinou a concessão de benefícios que ultrapassariam os percentuais previstos na legislação trabalhista, segundo argumentação apresentada pelos Correios ao STF.

No recurso, a empresa alegou que o TST “fixou normas coletivas extrapolando o seu poder normativo”. Entre os pontos suspensos está o pagamento de um ticket alimentação extra, estimado pela estatal em impacto de R$ 213 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2,5 mil por empregado.

Correios. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Também foi suspensa a cláusula que atribuía aos Correios a responsabilidade integral pela manutenção do plano de saúde dos funcionários. A estatal calcula custo anual de R$ 1,4 bilhão, além de uma obrigação pós-emprego que exigiria provisionamento de R$ 2,7 bilhões até setembro de 2025.

Outro trecho barrado previa adicional de 200% para trabalho em dias de repouso, percentual considerado excessivo pela empresa. Da mesma forma, Moraes suspendeu a determinação de pagamento de adicional de férias de 70%, acima dos 30% previstos na Consolidação das Leis do Trabalho, cujo impacto foi estimado em R$ 272,9 milhões.

Na decisão, Moraes afirmou que as alegações apresentadas pelos Correios “sinalizam indevida extrapolação do poder normativo da Justiça do Trabalho”, justificando a suspensão provisória das cláusulas até que o plenário do STF analise o caso.

Fonte: DCM