segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Haddad critica Campos Neto e diz que Galípolo “herdou” caso Master e “descascou o abacaxi”


O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda (19) que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, herdou o problema envolvendo o Banco Master da gestão anterior. A declaração foi feita em entrevista ao portal UOL, na qual o ministro detonou o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto.

Segundo o ministro, o Banco Master foi estruturado e expandido durante a administração passada. “Eu acredito que ele Galípolo herdou um problema que é o Banco Master. Todo ele constituído na gestão anterior. O Banco Master não cresceu na gestão atual. Mas nesse ano, o Galípolo descascou o abacaxi”, afirmou Haddad.

Haddad elogiou a atuação do atual presidente do BC e disse que voltaria a convidá-lo para integrar o Ministério da Fazenda. Também declarou que indicaria novamente Galípolo para o comando da autoridade monetária, apontando que o caso foi enfrentado “com grande competência”.

O ministro afirmou ainda que as críticas dirigidas ao governo podem indicar interesses ocultos. “Por que a oposição está fazendo isso? Está com medo do quê? O que eles estão com medo da fiscalização? Por quê? Qual é o sinal que eles estão dando? Pelo jeito, tem muita gente preocupada com o que nós estamos fazendo”.

Na avaliação de Haddad, a chamada desancoragem das expectativas econômicas foi, em grande parte, consequência da condução da política monetária na gestão anterior. Ele disse que a transição entre os governos foi atípica e marcada por tensões institucionais.

“Não foi uma transição normal. Vamos lembrar que é a primeira vez que a gente tem um presidente nomeado pelo governo anterior, que queria, o governo anterior, sabotar esse governo. Trabalhou para sabotar o tempo inteiro”, declarou o ministro durante a entrevista.

Haddad afirmou que costuma opinar quando é questionado sobre a taxa básica de juros. Segundo ele, há espaço para redução da Selic e esse entendimento já começa a ser reconhecido pelo próprio mercado financeiro.

Fonte: DCM com informações do UOL

Haddad: economia pode não ser decisiva nas eleições de 2026

"Outros temas galgaram degraus, como a segurança pública e o combate à corrupção”, destaca o ministro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF - 24/09/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), avaliou que a economia, embora relevante, não será o fator decisivo para definir os rumos das próximas eleições presidenciais no Brasil e em outros países. Para ele, o desempenho econômico deixou de ocupar o centro das decisões eleitorais, mesmo permanecendo como um tema sensível para parte da população. A declaração foi feita em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19).

Segundo Haddad, o ambiente econômico tem influência no debate político, mas não é suficiente, por si só, para garantir vitórias ou derrotas nas urnas atualmente. “A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição”, afirmou o ministro.

Ao comentar a percepção da sociedade sobre o tema, Haddad destacou dados recentes de pesquisas de opinião que apontam uma redução significativa da preocupação dos brasileiros com a economia. De acordo com ele, levantamentos indicam que o assunto perdeu espaço no ranking dos principais temores nacionais ao longo do último ano.

O ministro citou especificamente um levantamento do Datafolha que mostrou a queda do percentual de brasileiros que consideram a economia o maior problema do país. “Nós estamos falando que um a cada 10 considera a economia o principal problema”, declarou Haddad, ao observar que esse índice recuou de 22% para 11% entre abril e dezembro. "Outros temas galgaram degraus, como a segurança pública e o combate à corrupção. Então, isso para dizer que eu não acredito que a economia vai derrotar o governo e pode ser que não eleja o governo".

Apesar da diminuição apontada pela pesquisa, Haddad ponderou que o número pode variar conforme a metodologia utilizada, especialmente em questionários que permitem múltiplas respostas. Ainda assim, ele reiterou a avaliação de que o tema econômico, embora relevante, já não ocupa o papel central que teve em disputas eleitorais anteriores.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL por meio de entrevista

Defesa de Bolsonaro pede liberação para visita de Tarcísio na Papudinha

Decisão cabe ao ministro do STF Alexandre de Moraes

Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seja autorizado a visitá-lo no local onde está detido, em Brasília. Bolsonaro cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado e encontra-se sob custódia judicial no complexo conhecido como Papudinha.

A Solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, a quem cabe decidir sobre a autorização para a visita, já que qualquer acesso ao ex-presidente depende de aval judicial.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão e está detido desde a última quinta-feira no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado junto ao Complexo Penitenciário da Papuda. Antes da prisão preventiva, ele se encontrava em regime de prisão domiciliar, condição na qual havia sido autorizada uma visita de Tarcísio de Freitas.

O encontro entre o governador paulista e o ex-presidente estava marcado para o dia 10 de dezembro, na residência de Bolsonaro. A autorização havia sido concedida pelo próprio ministro Alexandre de Moraes cerca de dez dias antes, mas acabou sendo automaticamente suspensa após a mudança do regime de custódia.

Com a prisão preventiva, todos os compromissos presenciais de Bolsonaro com aliados políticos e amigos foram cancelados. Ainda assim, a defesa decidiu formalizar novo pedido para que a visita possa ocorrer nas atuais condições de detenção.

Além de Tarcísio de Freitas, o requerimento inclui os nomes de Diego Torres Dourado e Bruno Scheid, vice-presidente do Partido Liberal em Rondônia. O documento apresentado ao STF não detalha as razões específicas para as visitas e se limita a solicitar a autorização formal do relator do processo.

Fonte: Brasil 247

Após assédio, Globo rescinde contrato de Pedro e o trata como expulso do BBB 26

Emissora decide não pagar cachê ao participante após conduta considerada gravíssima no reality show

         Pedro saiu do BBB neste domingo, após apertar o botão "desistir" (Foto: Reprodução)

 A TV Globo decidiu enquadrar Pedro Henrique, participante do BBB 26 que deixou o programa no domingo (18), como expulso do reality show para todos os efeitos legais. A medida levou ao encerramento imediato do contrato firmado com o vendedor ambulante e à perda de qualquer valor relacionado à sua participação na atração, informa o F5.

A emissora formalizou a rescisão contratual nesta segunda-feira (19). Segundo o acordo padrão do programa, participantes que deixam a competição nessas condições não recebem cachê nem valores proporcionais aos dias de confinamento.

A Globo avaliou que o caso de Pedro não se tratou de uma simples desistência. A direção do programa entendeu que houve uma “conduta inadequada gravíssima”, uma vez que o participante acionou o botão de saída após perceber que poderia ser expulso pelas regras do BBB. Em situações consideradas apenas como desistência, o processo jurídico costuma ser menos rígido, e há precedentes de manutenção contratual, como ocorreu com Lucas Penteado no BBB 21.

Além do rompimento do vínculo com o reality, a emissora também encerrou o contrato de representação comercial de Pedro Henrique nas redes sociais, que era intermediado pela ViU, agência de influenciadores digitais ligada à Globo. O e-mail de contato profissional foi retirado de seus perfis logo após a notificação oficial.

A decisão foi tomada após um episódio envolvendo Jordana Morais, colega de confinamento. Durante o programa ao vivo, a Globo exibiu imagens em que Pedro encurrala Jordana na despensa da casa e tenta beijá-la. A participante relatou o ocorrido aos demais brothers, descrevendo a situação em detalhes.

“Eu estava procurando o baby liss. O Pedro falou: ‘Na despensa deve ter mais’. Eu falei: ‘Vou ver’. Todo solícito, ele abriu e eu fui procurar. Eu não vou ficar excluindo ele, enfim... Ele pegou e entrou comigo na despensa, me pegou pelo pescoço e tentou me beijar. Eu falei: ‘Você tá louco?’ e ele falou: ‘Tô fazendo o que tô com vontade’”, contou Jordana.

Na edição exibida no domingo, Pedro também falou no confessionário sobre o episódio. “Eu estava há dias querendo me segurar para não cobiçar as meninas, a Jordana principalmente, porque é parecida com minha esposa. Hoje eu acabei caindo nisso. Daí hoje eu acabei caindo nisso, olhei para ela, cobicei ela, desejei ela e achei que ela tinha dado moral também, tinha sido recíproco”, afirmou.

O apresentador Tadeu Schmidt explicou à casa que a produção já havia decidido pela expulsão caso Pedro não deixasse o programa espontaneamente. “Porque atitudes assim são inaceitáveis. Não apenas no BBB, mas em qualquer lugar. E as pessoas precisam entender isso. Esse tipo de atitude é inaceitável”, disse o jornalista durante a conversa com os confinados.

A área jurídica da Globo prepara um relatório sobre o comportamento de Pedro para encaminhamento às autoridades. A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para investigar o caso como importunação sexual. Como consequência editorial, Pedro Henrique também foi retirado da vinheta oficial do BBB 26, que estreia na edição desta terça-feira (20), marcando sua exclusão definitiva do material promocional do programa.

Fonte: Brasil 247 com informaçõeas da coluna F5, no UOL

Moraes autoriza médico de Bolsonaro a acompanhar exames na Papudinha

Resultado dos exames pode levar o ex-presidente preso a hospital penitenciário

Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no quarto dia do julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (19) a indicação do médico Cláudio Augusto Vianna Birolini como assistente técnico do ex-presidente preso Jair Bolsonaro. A medida atendeu a pedido da defesa e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Bolsonaro foi condenado no caso da trama golpista a 27 anos e três meses, pelo STF.

"Nos termos do art. 159, § 4º, do Código de Processo Penal, HOMOLOGO a indicação do assistente técnico, Dr. CLÁUDIO AUGUSTO VIANNA BIROLINI, CRM-SP 69.514, indicado pela defesa", diz o despacho de Moraes.

Mais cedo, o ministro Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro se manifestasse sobre a indicação do profissional de saúde, no contexto dos exames médicos aos quais o ex-presidente está sendo submetido no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. As avaliações antecedem a formalização do cumprimento da pena na unidade e irão subsidiar a definição sobre a eventual transferência para um hospital penitenciário, segundo Moraes.

Fonte: Brasil 247

Moraes manda PF avaliar se prisão domiciliar é "melhor alternativa" para Bolsonaro

Avaliação médica vai indicar se prisão domiciliar é alternativa ao regime atual

                   Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução | ABR)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) avalie questionamentos apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) sobre sua condição de saúde e a possibilidade de substituição do regime de prisão. As perguntas integram o processo de avaliação médica que deverá ser realizada por peritos da corporação.

De acordo com o jornal O Globo, a PF terá de responder se a permanência de Bolsonaro na prisão representa “risco aumentado, concreto e previsível de agravamento” de suas doenças e se a prisão domiciliar seria a “melhor alternativa” para “preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana”.

⊛ Defesa questiona riscos à saúde

Na semana passada, ao decidir pela transferência do ex-mandatário, Moraes também ordenou a submissão de Bolsonaro a uma junta médica da Polícia Federal. O objetivo é avaliar se ele reúne condições clínicas para continuar cumprindo a pena no atual regime. O ministro estabeleceu o prazo de dez dias para a apresentação do laudo.

Na sexta-feira anterior, os advogados de Bolsonaro protocolaram uma lista com 39 quesitos direcionados aos peritos. Nesta segunda-feira (19), Moraes determinou o envio formal das perguntas à PF. “Encaminhem-se cópia dos quesitos formulados pela defesa à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, para que sejam respondidos pelos peritos no prazo assinalado”, decidiu.

⊛ Moraes determina laudo médico da PF

Bolsonaro foi transferido na semana passada para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como Papudinha, após permanecer por quase dois meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A mudança ocorreu após críticas de familiares e aliados do ex-presidente às condições das instalações da PF.

Ao analisar as reclamações, Alexandre de Moraes contestou os argumentos apresentados, mas afirmou que isso não impedia a transferência “para uma Sala de Estado Maior com condições ainda mais favoráveis”.

⊛ Transferência para batalhão da PM-DF

Segundo o ministro, o batalhão da PM-DF oferece melhores condições estruturais, permitindo “o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de ‘banho de sol’ e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta”.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Com Tarcísio acovardado, Ratinho Jr. cresce o olho na disputa pela Presidência

Os governadores de São Paulo e do Paraná, Tarcísio de Freitas e Ratinho Jr., durante reunião do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste). Foto: Ricardo Rimoli


O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), disse a aliados que está decidido a ser candidato à Presidência e que a postura de Tarcísio de Freitas (Republicanos), cada vez mais voltada para a reeleição em São Paulo, pode ajudá-lo na disputa pelo Planalto, conforme informações do UOL.

Segundo pessoas próximas, Ratinho vinha vendo o governador paulista como um entrave e passou a se sentir mais confortável para entrar no páreo com a sinalização de que Tarcísio deve permanecer em São Paulo. Agora que o colega de São Paulo se acovardou diante do clã Bolsonaro, o filho do animador de auditório do SBT cresceu o olho.

Ratinho Jr. afirmou que deixará o governo do Paraná em abril para disputar a eleição. A legislação eleitoral exige a desincompatibilização até abril para quem pretende concorrer, e o governador está no segundo mandato, o que o impede de tentar a reeleição ao Palácio Iguaçu.

O movimento que muda o cenário para Ratinho ocorre em um contexto em que Tarcísio, citado pela direita como principal nome para a disputa nacional, não deve entrar na corrida caso Flávio Bolsonaro (PL) mantenha sua candidatura à Presidência.

Na semana passada, Tarcísio reafirmou que vai tentar a reeleição em São Paulo e declarou apoio a Flávio: “O Flávio é um grande nome, já falei que ele é meu candidato, que vai ter o nosso apoio”.

Aliados de Ratinho dizem que ele não lançaria sua candidatura se Tarcísio estivesse no páreo, por entenderem que os dois poderiam dividir votos do centro e da direita, já que representam projetos parecidos.

Disposição para enfrentar Flávio

Ratinho Jr. diz a aliados que está disposto a enfrentar Flávio. Apesar da boa relação com a família Bolsonaro, ele não dependeria da bênção do ex-presidente, como seria o caso de Tarcísio.

O governador paranaense vê espaço para se consolidar como candidato da centro-direita e, segundo seu entorno, poderia atrair eleitores que rejeitam tanto o presidente Lula (PT) quanto o bolsonarismo, representado por Flávio, se o cenário atual se mantiver.

Aliados também afirmam que Ratinho tem a simpatia de empresários e da Faria Lima, além de boa avaliação entre o eleitorado paranaense.

Minha candidatura não tem volta", diz Flávio Bolsonaro após visitar o pai na prisão - Folha PE
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Reprodução

Kassab, PSD e cenário ainda sujeito a mudanças

Segundo aliados, Ratinho já recebeu o aval de Gilberto Kassab, presidente do PSD, após reunião no início do mês, em São Paulo, para acertar a candidatura. Kassab deu um sinal público de apoio na semana passada ao divulgar um vídeo em que Ratinho comenta a possibilidade de concorrer: “Se meu nome for escolhido internamente, fico muito honrado e, obviamente, vou aceitar o desafio”.

Secretário de Governo de Tarcísio em São Paulo, Kassab vinha defendendo uma candidatura unificada de centro-direita e, em novembro, disse que Ratinho não se candidataria se o governador paulista entrasse na disputa presidencial.

Apesar disso, o quadro segue em aberto. Se Flávio decidir sair da disputa, Tarcísio tende a reassumir protagonismo e redesenhar o cenário político. Além dele, outros governadores de perfil conservador manifestam interesse em concorrer à Presidência, como Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO).

Embora tente se apresentar como um nome de centro, Ratinho Jr. já sinalizou aproximação com o bolsonarismo. Em abril de 2025, ele recebeu Bolsonaro para um almoço em Curitiba e participou de um ato em São Paulo em defesa da anistia.

Fonte: DCM com informações do UOL

Saiba quem é a argentina que imitou macaco em ação racista no Rio de Janeiro

Com cerca de 80 mil seguidores nas redes sociais, Agostina Páez construiu presença digital principalmente no TikTok e no Instagram

Agostina Páez acumula 80 mil seguidores nas redes sociais. Ela é acusada de injúria racial contra gerente de bar no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)

A advogada e influencer argentina Agostina Páez, de 29 anos, é investigada pela Justiça do Rio de Janeiro por suspeita de injúria racial contra um gerente de bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense. O episódio ocorreu na última quarta-feira (14) e ganhou repercussão após a circulação de vídeos nas redes sociais. As informações foram publicadas inicialmente pelo portal Metrópoles.

Com cerca de 80 mil seguidores nas redes sociais, Agostina Páez construiu presença digital principalmente no TikTok e no Instagram, plataformas que, após o caso, tiveram seus perfis desativados ou suspensos. Além da atuação como criadora de conteúdo, ela exerce a profissão de advogada e é natural de Santiago del Estero, no norte da Argentina.

De acordo com o relato do caso, a discussão que culminou na acusação de injúria racial teria sido motivada por um suposto erro no pagamento da conta do bar. Durante o desentendimento, a turista teria feito gestos ofensivos direcionados ao gerente do estabelecimento. Um vídeo que circula nas redes mostra o momento em que Agostina é repreendida por amigas que a acompanhavam no local.

No sábado (17), a Justiça do Rio determinou a apreensão do passaporte da suspeita como medida cautelar. No entanto, como Agostina Páez entrou no Brasil utilizando apenas o documento de identidade, a retenção do passaporte não foi efetivada. Ainda assim, a Justiça impôs o uso de tornozeleira eletrônica, além de outras restrições enquanto o caso é apurado

A influencer também chama atenção por seu histórico familiar. Ela é filha de Mariano Páez, empresário do setor de transportes na Argentina, que responde a processos por violência de gênero em seu país. Segundo a imprensa argentina, Mariano foi preso em novembro, acusado de agressão e ameaças contra a ex-companheira, a advogada Estefanía Budan.

Em dezembro, a Justiça argentina concedeu liberdade provisória ao empresário, impondo medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima e monitoramento constante. As investigações sobre o caso seguem em andamento no país vizinho.

Agostina Páez também mantém conflitos judiciais relacionados à ex-companheira do pai. Conforme noticiado pelo jornal argentino La Nación, a influencer apresentou uma queixa contra Estefanía Budan, acusando-a de assédio, difamação e violência digital.

O caso de injúria racial no Rio de Janeiro segue sob investigação, e as autoridades brasileiras analisam os vídeos, depoimentos de testemunhas e demais provas para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e definir eventuais responsabilidades penais.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Emendas parlamentares deixam rastro de obras fantasmas

Operações da PF revelam suspeitas de desvios milionários em emendas, obras inexistentes e pagamentos irregulares envolvendo políticos e empreiteiras

      Emendas parlamentares deixam rastro de obras fantasmas (Foto: Abr)

Uma ampla investigação da Polícia Federal expôs um esquema de supostos desvios de recursos públicos oriundos do chamado orçamento secreto, com indícios de obras que nunca saíram do papel, serviços mal executados e pagamentos suspeitos a agentes públicos em estados do Nordeste. As apurações envolvem emendas parlamentares destinadas a municípios da Bahia, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte, além de empresas contratadas para executar obras de infraestrutura que permanecem inacabadas ou inexistentes. As informações fazem parte de uma reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, que acompanhou operações policiais, documentos apreendidos e relatos de trabalhadores e gestores públicos afetados pelo esquema.

⊛ Mandados, bloqueios e rastreamento de emendas

Por determinação do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um deputado federal em Brasília e na Bahia. A decisão também autorizou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas associadas a investigados. Paralelamente, a PF rastreou o envio de milhões de reais em emendas parlamentares destinadas a municípios baianos.

De acordo com a investigação, recursos vinculados ao deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) teriam sido repassados a pelo menos três cidades da Bahia. Em Boquira, o valor identificado foi de R$ 4 milhões; em Ibipitanga, quase R$ 13 milhões; e em Paratinga, pouco mais de R$ 8 milhões.

Em junho de 2025, policiais apreenderam documentos e o telefone celular de Marcelo Gomes, assessor do parlamentar. O material inclui conversas com o empresário Evandro Baldino, nas quais são mencionados pagamentos relacionados aos municípios beneficiados pelas emendas.

Em uma das mensagens, Marcelo questiona: “Vai ser PIX ou papel?”. Evandro responde: “Ibipitanga é PIX. Paratinga é PIX. Estou tentando falar aqui com o Alan para ver como vai ser o dele”. No dia seguinte, ele envia outra mensagem: “Alan, Boquira, 40 mil”, perguntando se a transferência havia sido realizada. Em diálogos posteriores, os dois comemoram a chegada dos valores. “Ibipitanga está cheio de platita”, escreveu Marcelo. “Tu conferiu se la platita caiu?”, respondeu Evandro.

⊛ Defesa do parlamentar e silêncio de investigados

O deputado Félix Mendonça Júnior afirmou que nunca negociou a execução de emendas parlamentares nem indicou ou intermediou a contratação de empresas para obras em municípios. Segundo ele, há colaboração com as investigações e expectativa de que os fatos sejam esclarecidos rapidamente. As defesas de Marcelo Gomes e Evandro Baldino não foram localizadas pela reportagem.

⊛ Asfalto que não chega e convênios sob suspeita

A investigação também se conecta à Operação Overclean, deflagrada em dezembro de 2024. Na ocasião, o Fantástico esteve em Campo Formoso, na Bahia, onde moradores aguardavam o asfaltamento de uma estrada que, um ano depois, segue inexistente. Parte dos recursos veio de uma emenda de 2021 do orçamento secreto, sem identificação do autor.

O projeto resultou em um convênio entre a prefeitura e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A estatal informou que R$ 8 milhões seriam a contrapartida municipal, mas apontou inconsistências graves após fiscalização, o que comprometeu a continuidade da obra.

À época, o prefeito de Campo Formoso era Elmo Nascimento (União), irmão do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA). O então superintendente regional da Codevasf, Miled Cussa Filho, indicado para o cargo, afirmou ter comunicado irregularidades aos órgãos de controle. “Encaminhei para o Ministério Público Federal, CGU [Controladoria-Geral da União], relatando todas as irregularidades dos convênios e aí eu fui demitido”, declarou.

Um relatório da Polícia Federal cita auditoria da CGU que, a partir de planilhas de emendas, atribuiu o envio dos recursos ao deputado Elmar Nascimento. Procurado, ele não concedeu entrevista e, por mensagem, negou ter destinado emendas às obras em Campo Formoso.

⊛ Trabalhadores sem estrada e sem salário

Além das obras inacabadas, trabalhadores relatam prejuízos financeiros. O caminhoneiro Jaelson Brito, morador de Campo Formoso, foi contratado para atuar na obra e afirma não ter recebido pelo serviço. “No início, a empresa pagou o primeiro mês. No segundo mês, a gente trabalhou. Depois, ficamos fazendo as medições e sempre atrasando. Passou dois, três meses, aí não recebemos. Eu não recebi. Meu prejuízo ficou em R$ 28 mil”, disse.

A responsável pela obra era a Allpha Pavimentações. Em dezembro de 2024, os proprietários da empresa foram presos no aeroporto de Salvador com malas de dinheiro. Dados do Portal da Transparência indicam que, nos últimos quatro anos, a empreiteira recebeu R$ 67 milhões em recursos federais, majoritariamente do orçamento secreto. Segundo a PF, o esquema investigado na Operação Overclean movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão em quatro anos.

⊛ Alagoas, Ceará e o avanço das apurações

As investigações também alcançaram Rio Largo, em Alagoas, município que recebeu quase R$ 100 milhões em emendas nos últimos seis anos. Apesar disso, a cidade enfrenta problemas estruturais, como falta de saneamento e obras paralisadas. Um dos exemplos é a Estrada das Canas, pavimentada com recursos de uma emenda de quase R$ 6 milhões do deputado Arthur Lira (PP-AL). O asfalto, porém, afundou em diversos trechos.

Arthur Lira afirmou que ainda falta a remoção de postes de energia e que houve atraso em desapropriações, acrescentando que a prefeitura teria mais de R$ 4 milhões reservados para concluir o serviço.

Em Estrela de Alagoas, obras anunciadas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), ao custo de R$ 25 milhões, foram interrompidas após as eleições de 2024. As estradas ficaram apenas parcialmente executadas. O então prefeito, Aldo Lira (PP), aparece em vídeo agradecendo a Arthur Lira pela obra. O deputado disse que a responsabilidade é do DNOCS.

As duas obras foram contratadas com a empreiteira Construmaster, atualmente chamada Vieira Infraestrutura, alvo da operação Fake Road. A PF e a CGU identificaram indícios de fraudes, superfaturamento e serviços mal executados no Ceará e no Rio Grande do Norte, com prejuízo estimado em R$ 18 milhões.

⊛ Emendas, familiares e decisões do STF

Segundo a Polícia Federal, o deputado federal Robério Monteiro (PDT-CE) teria destinado emendas a municípios cearenses governados por seu filho e por sua esposa. Ao autorizar a operação Fake Road, o ministro Flávio Dino, do STF, afirmou que “foi identificado o uso de fotos falsas para comprovar a realização das obras”, classificando a prática como “grave irregularidade que compromete a transparência e a confiabilidade do processo de fiscalização”.

A decisão menciona dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), segundo os quais o dono da Construmaster transferiu recursos a um irmão do deputado, e parte do dinheiro teria chegado ao parlamentar. Robério Monteiro não foi alvo da operação e afirmou que a obra é de responsabilidade do DNOCS, negando irregularidades e dizendo que as transferências ao irmão referem-se a relações comerciais.

⊛ Orçamento secreto e falta de transparência

Desde 2020, o orçamento secreto consumiu cerca de R$ 38 bilhões dos cofres públicos. O STF proibiu o mecanismo ainda naquele ano, apontando falta de transparência e critérios. Após a decisão, parlamentares passaram a ampliar o uso de emendas de comissões da Câmara e do Senado, que somaram R$ 8,6 bilhões em 2025 e também são alvo de críticas.

Com as investigações em curso, a Polícia Federal busca esclarecer o funcionamento desse sistema e o papel de órgãos como o DNOCS e a Codevasf, frequentemente citados nos inquéritos. A Codevasf declarou que executa seus recursos conforme a lei e orientações dos órgãos de controle. O DNOCS afirmou que parte dos contratos já foi executada e que desconhece comprovação de superfaturamento apontada pela PF. A Allpha Pavimentações não foi localizada para comentar.

Fonte: Brasil 247 com informações reveladas pelo programa Fantástico, da TV Globo

Os esquemas envolvendo a organização que mantém parceria com médico que assassinou seus colegas em Alphaville

Carlos Alberto foi preso em flagrante e segue à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações

O autor dos disparos, identificado como Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, foi preso em flagrante (Foto: Reprodução)

A empresa representada pelo médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, preso por matar a tiros dois colegas de profissão na Grande São Paulo, mantém contratos com uma organização social de saúde investigada por suspeita de corrupção. A Cirmed Serviços Médicos possui acordos milionários firmados com a Fundação ABC, entidade que administra hospitais em São Bernardo do Campo e foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 2025.

As informações foram divulgadas pelo Metrópoles, que revelou a ligação contratual entre a empresa do médico e a organização social citada em investigações sobre um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo recursos públicos da saúde.

A Fundação ABC foi um dos alvos da Operação Estafeta, deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2025. Na ocasião, o então prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), chegou a ser afastado do cargo por decisão judicial. A investigação apura o desvio de recursos públicos por meio de contratos de gestão firmados pela OS com a prefeitura.

Embora a Cirmed Serviços Médicos não seja citada diretamente na investigação, Carlos Alberto figura como representante legal da empresa e é o signatário dos contratos firmados com a Fundação ABC. Segundo apuração, a Cirmed foi contratada para administrar diferentes unidades hospitalares ao longo dos últimos anos, com valores expressivos envolvidos.

Um dos contratos, firmado em março de 2024, previa o repasse de R$ 6,8 milhões por ano para atuação no Centro Obstétrico e de Parto Normal. Já outro acordo, assinado em maio do mesmo ano, estabelecia o pagamento de R$ 4 milhões anuais para a prestação de serviços no Hospital de Clínicas Municipal.

Na representação que deu origem à Operação Estafeta, a Polícia Federal descreveu um suposto esquema de distribuição de dinheiro entre servidores públicos e agentes políticos. “É relevante notar que a Fundação ABC, sendo uma entidade de direito privado e sem fins lucrativos, atua na gestão da saúde pública em São Bernardo do Campo por meio de repasses de dinheiro público, administrando uma rede de serviços através de ‘contratos de gestão’ firmados com a Prefeitura”, afirmou a PF no documento.

Ainda segundo a investigação, “Paulo Iran e Antonio Rene (apontados como operadores) são os agentes centrais de arrecadação e distribuição dos recursos, operando uma grande rede de contatos e um expressivo fluxo de recursos financeiros, sob a coordenação de Marcelo Lima Fernandes”.

Após o duplo homicídio, a Cirmed Serviços Médicos divulgou nota afirmando que o episódio envolvendo Carlos Alberto se tratou de um problema de ordem pessoal. “A empresa esclarece que o ocorrido não corresponde aos valores e princípios da instituição. Os fatos pessoais e isolados do sócio não se confundem com suas atividades institucionais, assistenciais, operações, contratos ou rotinas internas”, declarou a empresa.

O delegado Andreas Schiffmann, responsável pelo caso, afirmou que Carlos Alberto e uma das vítimas, Luís Roberto Pellegrini Gomes, eram donos de empresas concorrentes na área de gestão hospitalar. “Eles disputavam esses contratos”, disse o delegado ao Metrópoles, sem detalhar quais acordos estariam no centro do conflito.

Além de Luís Roberto, também foi morto Vinicius dos Santos Oliveira, funcionário da empresa da vítima. Os dois estavam em um restaurante de luxo no bairro Alphaville Plus, em Barueri, na noite de sexta-feira (16), quando Carlos Alberto chegou ao local.

Câmeras de segurança registraram o início da discussão dentro do restaurante. As imagens mostram Carlos Alberto cumprimentando os colegas e, em seguida, iniciando uma briga que termina com agressões físicas. Do lado de fora, outra gravação flagrou o momento em que o médico aparece por trás das vítimas no estacionamento e efetua os disparos.

De acordo com a decisão judicial que decretou a prisão preventiva, a Guarda Civil Municipal chegou a ser acionada antes do crime, após a informação de que havia um homem armado no local. Durante a abordagem, nenhuma arma foi encontrada. Carlos Alberto apresentava marcas de agressão e disse que deixaria o estabelecimento, mas retornou minutos depois e efetuou os disparos. Segundo testemunhas, a arma teria sido entregue a ele por uma mulher.

Carlos Alberto foi preso em flagrante e segue à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações para esclarecer a motivação do crime e eventuais conexões com disputas empresariais na área da saúde.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Tebet pode ameaçar reeleição de Tarcísio em São Paulo, aponta pesquisa

Apelo de identidade e desejo de renovação podem abrir caminho para a ministra

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, fala em evento na Cidade do México - 27/08/2025 (Foto: REUTERS/Henry Romero)

Uma informação aparentemente simples — o fato de São Paulo nunca ter sido governado por uma mulher — mostrou potencial para alterar o comportamento do eleitorado paulista e introduzir um novo elemento na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, relata o jornal O Estado de São Paulo. O dado, apresentado a eleitores durante uma pesquisa recente, levou parte dos entrevistados a rever a intenção de voto, abrindo espaço para o crescimento do nome da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB).

O levantamento foi conduzido pelo cientista político Jairo Pimentel, da consultoria Quanti.Lab, e indica impactos diretos sobre o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já sinalizou a intenção de buscar a reeleição. A pesquisa quantitativa ouviu mil eleitores por telefone entre os dias 22 e 23 de dezembro de 2025 e não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o estudo, cerca de 40% dos entrevistados desconheciam que o Estado jamais foi comandado por uma mulher. Quando informados sobre esse histórico, aproximadamente um quarto afirmou que o dado influenciaria sua escolha eleitoral. A comparação entre os cenários antes e depois da informação revelou queda no desempenho de Tarcísio e avanço de Tebet, especialmente entre as mulheres, grupo no qual a ministra chega a empatar tecnicamente com o governador. A deputada federal Erika Hilton (Psol) também apresentou crescimento, embora em patamar inferior.

Segundo Jairo Pimentel, a informação funciona como um elemento decisivo no processo de escolha do eleitor. “É uma informação bastante valiosa, um atalho informacional na decisão de voto, especialmente entre as mulheres. Isso pode pesar ao longo da campanha. Se Simone for candidata e se apresentar a partir do fato de que São Paulo nunca teve uma governadora, cria-se um apelo de identidade. Hoje, ela ainda é pouco conhecida pela maior parte do eleitorado, mas esse fator histórico pode gerar tração, sobretudo entre as mulheres”, afirmou.

Paralelamente, um estudo qualitativo coordenado por Nilton Tristão, diretor da GovNet & Opinião Pesquisa, analisou em profundidade a reação do eleitorado a candidaturas fora do espectro tradicional, com foco especial em nomes femininos. Encomendadas por apoiadores de Tebet que preferiram não se identificar, as pesquisas não partiram de iniciativa direta da ministra, que não vem se articulando publicamente para disputar o governo paulista.

Os dados qualitativos mostram que a imagem de Tebet é majoritariamente positiva: 48% dos participantes a avaliaram de forma favorável, 28% disseram ter dificuldade em julgá-la e 24% manifestaram opinião negativa. O resultado sugere baixa rejeição, mas aponta o desconhecimento como principal obstáculo. Quando estimulados a citar mulheres com potencial para governar São Paulo, 65% mencionaram algum nome. Tebet foi lembrada espontaneamente por 15%, seguida pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 10%, e pela deputada federal Tabata Amaral (PSB), com 8%.

Nilton Tristão observa que parte dos entrevistados projeta na ministra atributos específicos. Segundo ele, Tebet foi percebida como uma “liderança competente, empática e conciliadora”, associada à mulher que “pensa, organiza e conduz com equilíbrio e decoro os interesses públicos”. No levantamento, 60% afirmaram que aceitariam votar nela para governadora, incluindo eleitores decididos, parcialmente decididos e volúveis.

A eventual candidatura também dialoga com outro dado central da pesquisa quantitativa: a maioria dos eleitores paulistas deseja algum grau de mudança na condução do governo estadual, ainda que de forma parcial e segura. Esse sentimento é mais intenso entre as mulheres, o que, segundo Pimentel, favorece Tebet. “O eleitor paulista quer mudança, mas não uma mudança radical; quer uma mudança segura”, disse o pesquisador, acrescentando que essa noção de segurança está ligada à experiência administrativa.

Para ele, a presença da ministra poderia alterar a dinâmica do pleito. “Tarcísio tem chance de vencer no primeiro turno contra Haddad ou Alckmin porque nenhum dos dois oferece um elemento surpresa. São nomes com alto recall, já conhecidos do eleitor. Para evitar uma vitória no primeiro turno é preciso um candidato que traga informações novas e surpreenda. Tebet surge como essa novidade: atrai um voto diferente, tira votos de Tarcísio e pode ser fundamental para impedir a definição já no primeiro turno”, completou.

A relação de Tebet com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também gera percepções distintas. Para parte do eleitorado, a aliança reflete convergência ética e trajetória política; para outros, especialmente críticos, é vista como oportunismo ou traição. Tristão ressalta que o potencial da ministra depende do arranjo partidário e afirma que uma candidatura formalmente vinculada ao PT elevaria significativamente sua rejeição.

No campo político, apesar de setores do PT defenderem o nome de Tebet, lideranças petistas ainda consideram Fernando Haddad e Geraldo Alckmin os quadros mais consolidados para a disputa em São Paulo. Além disso, uma eventual candidatura exigiria a saída da ministra do MDB, partido que integra a base de apoio de Tarcísio no Estado.

Em entrevista ao Estado de São Paulo, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou que Tebet indicou outro caminho. “Claro que essas especulações acontecem, a gente acompanha. Acho que isso só engrandece o nome da Simone. Mas, conhecendo a Simone como eu conheço, acredito que ela não estaria falando em ser candidata pelo Mato Grosso do Sul se tivesse outra ideia”, disse, ao relatar que a ministra manifestou intenção de disputar o Senado por seu Estado de origem.

Enquanto Tebet evita declarações públicas sobre o futuro político e afirma a aliados que só tomará uma decisão após conversar com Lula, as pesquisas indicam que sua simples presença no debate já é suficiente para introduzir incertezas em uma eleição considerada, até agora, amplamente favorável à reeleição de Tarcísio de Freitas.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Vídeo: influenciadora argentina é presa após gestos racistas contra funcionário em bar de Ipanema

Justiça apreende passaporte e impõe tornozeleira eletrônica a Agostina Páez, que diz ter reagido após confusão na conta e relata assédio de garçons

      Influenciadora argentina presa no Rio (Foto: Reprodução X)

A influenciadora e advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, foi presa no Rio de Janeiro no sábado, 17 de janeiro de 2026, após ser acusada de fazer gestos racistas contra um funcionário de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense.

A informação foi divulgada pelo site RT Brasil, com base em relato publicado pelo jornal O Dia, após o caso ganhar repercussão nas redes sociais por causa de um vídeo gravado por uma testemunha e encaminhado às autoridades.

Segundo a reportagem, a decisão judicial determinou a apreensão do passaporte de Páez e a imposição de tornozeleira eletrônica. O episódio teria começado depois de uma discussão envolvendo um suposto erro no pagamento da conta.

⊛ Vídeo registra ofensas com imitação de macaco

As imagens mostram a argentina ao lado de duas amigas imitando gestos e sons de macaco. De acordo com o relato da vítima, os sinais e a postura foram direcionados ao funcionário do estabelecimento, que também afirma ter sido alvo de linguagem racista e intimidação, incluindo o gesto de apontar o dedo.

A denúncia foi registrada e investigada pelas autoridades locais, e o caso avançou rapidamente, com medidas cautelares determinadas em menos de 24 horas após o ocorrido, conforme a própria influenciadora relatou depois.

⊛ Versão da influenciadora aponta cobrança abusiva e acusações de assédio

Entrevistada pelo portal argentino Info del Estero, Agostina Páez apresentou sua versão, afirmando que o bar teria cobrado um valor excessivo pelas bebidas e impedido o grupo de deixar o local. Segundo ela, apesar de se sentirem enganadas, decidiram pagar.

Na entrevista, ela também acusou garçons do estabelecimento de comportamento abusivo. “Começaram a tocar em suas partes íntimas, como se insinuassem que algo ruim iria acontecer”, disse, ao afirmar que o grupo foi ridicularizado, filmado e provocado.

A influenciadora reconheceu que sua reação foi inadequada. “Eu não deveria ter reagido dessa forma”, declarou.

⊛ Intimação por WhatsApp e redes sociais desativadas

Ainda de acordo com a entrevista, Páez contou que recebeu uma intimação pelo WhatsApp menos de 24 horas depois do incidente. “Eu contratei um advogado aqui no Brasil que já solicitou as imagens das câmeras de segurança”, afirmou, dizendo que tenta reunir registros que sustentem sua versão.

Ela também disse que desativou suas contas nas redes sociais após receber insultos e ameaças. “Estou presa, apavorada”, declarou ao portal argentino.

⊛ Caso reacende debate sobre racismo e responsabilização

O episódio ocorre em um contexto de crescente vigilância social e institucional sobre crimes de racismo no Brasil, especialmente quando situações são registradas em vídeo e ganham grande circulação. A imposição de medidas como apreensão de passaporte e tornozeleira eletrônica aponta para a gravidade atribuída ao caso e para o entendimento de que a investigação exige garantias de cumprimento das determinações judiciais.

Fonte: Brasil 247