sábado, 20 de dezembro de 2025

Malafaia se revolta após ação da PF contra Sóstenes, acusa Alexandre de Moraes e diz: "pode mandar me prender"

Empresário da fé ataca ministro do STF e sua esposa após operação contra deputado do PL

Malafaia se revolta após ação da PF contra Sóstenes, acusa Alexandre de Moraes e diz: "pode mandar me prender"

O empresário da fé Silas Malafaia voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, em um vídeo publicado em suas redes sociais na sexta-feira (19). Na gravação, ele acusa o casal de tráfico de influência e de envolvimento em um contrato que classifica como “escandaloso” com o Banco Master, cobrando investigação e o afastamento do magistrado da Corte.

As declarações foram reportadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que detalhou o conteúdo do vídeo e o contexto político em que o ataque foi feito. Segundo Malafaia, o contrato do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados com o Banco Master, que poderia chegar a R$ 129 milhões, seria “prova de corrupção” e de “tráfico de influência”. Ele ainda afirmou: "pode mandar me prender".

No vídeo, o empresário da fé questiona o valor do acordo e afirma que não haveria justificativa para honorários dessa magnitude. “Não existe honorário advocatício nesse valor em um contrato genérico”, diz. Em tom agressivo, Malafaia ainda questiona a legitimidade do ministro para exercer suas funções no STF. “Que moral esse cara tem para julgar alguém?”, afirma.

Defesa de Sóstenes e ataque ao STF

O discurso de Malafaia ocorre no mesmo dia em que o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal, em uma operação autorizada pelo ministro Flávio Dino. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos da cota parlamentar por meio de contratos de locação de veículos.

Em reação à operação, Sóstenes acusou o STF e o governo do presidente Lula de promoverem uma “cortina de fumaça” para esconder investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e o vice-líder do governo no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), ambas relacionadas a desvios no INSS.

No vídeo, Malafaia sai em defesa do deputado do PL e sustenta que a investigação seria uma armação para “denegrir” a direita. Segundo ele, a prática investigada seria comum no Congresso e não ilegal, sendo adotada inclusive por parlamentares de esquerda. O pastor, no entanto, não comenta a apreensão de R$ 430 mil em espécie no apartamento de Sóstenes.

Acusações diretas a Alexandre de Moraes

Ao ampliar o ataque ao Supremo, Malafaia acusa a Corte de promover uma blindagem ao ministro Alexandre de Moraes e afirma que o magistrado estaria em silêncio por não conseguir se defender das acusações. “Quem cala consente, quem cala deve”, diz o pastor, desafiando Moraes a se manifestar publicamente sobre o caso.

O contrato citado por Malafaia veio à tona após a Polícia Federal encontrar documentos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de 36 meses, o que poderia totalizar R$ 129 milhões. O escritório reúne Viviane Barci de Moraes e dois filhos do casal.

Desde a revelação do contrato, segundo a Folha de S.Paulo, nem o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, nem o Banco Master, nem o escritório de advocacia se manifestaram publicamente sobre o caso.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Bolsonaro mantinha armas em cofres no Palácio da Alvorada; entenda

 

Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: Divulgação
Dois cofres encontrados no Palácio da Alvorada teriam sido utilizados para guardar armas do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (19) pelo SBT News, com base em apuração própria da emissora.

Segundo a reportagem, Bolsonaro mantinha fuzis e pistolas recebidos como presentes de chefes de Estado estrangeiros. A instalação dos cofres teria ocorrido após o então presidente receber um fuzil do governo dos Emirados Árabes Unidos, durante visita oficial realizada em 2019.

Na quinta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes aceitou pedido da Polícia Federal para interrogar Bolsonaro sobre o conteúdo dos cofres localizados na residência oficial da Presidência da República.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sério
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) – Reprodução
A oitiva está marcada para o dia 30 de dezembro, entre 9h e 11h, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. O interrogatório deverá tratar da origem e da propriedade dos bens encontrados.

De acordo com a Polícia Federal, os cofres foram abertos em junho deste ano, mais de dois anos após Bolsonaro deixar o Palácio da Alvorada. No interior, foram localizados “documentos pessoais” do ex-presidente e “outros bens”, conforme registro oficial da corporação.

Em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal, a PF afirmou: “Tendo em vista terem sido encontrados documentos pessoais do ex-Presidente Jair Messias Bolsonaro, junto a outros bens, faz-se necessária a realização de oitiva do mesmo, para que se manifeste sobre a propriedade e origem de tais bens.” A investigação segue em andamento.

Fonte: DCM com informações do SBT News

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Lulinha processará quem associou seu nome à fraude no INSS, diz advogado

    O empresario Fabio Luis, o Lulinha, filho do presidente Lula. Foto: Greg Salibian/Folhapress

O advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou nesta quinta-feira (19) que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, pretende buscar reparação judicial após ter o nome associado a investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o advogado, Lulinha não é investigado no caso e não figura em nenhum inquérito em andamento. Com informações da Clarissa Oliveira na CNN.

A declaração ocorre após o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar, protocolar requerimentos de convocação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, a menção ao nome de Lulinha se baseia em suposições sem respaldo nos autos da investigação. O advogado afirmou que o filho do presidente não constituiu defesa no caso justamente por não ser investigado.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A citação a Lulinha surgiu a partir de sua relação com a empresária Roberta Luchsinger, que é investigada pela Polícia Federal. Segundo a defesa, mensagens monitoradas pela PF indicam que a relação entre a empresária e um dos investigados ocorreu no contexto de um contrato voltado ao desenvolvimento de negócios com canabidiol no Brasil, sem vínculo com as fraudes apuradas.

A operação da Polícia Federal sobre o esquema no INSS envolve mais de 50 mandados de busca e apreensão e mais de 15 prisões, incluindo um secretário executivo de ministério. A investigação apura irregularidades na concessão de benefícios previdenciários.

Questionado sobre o assunto, o presidente Lula declarou que, caso seu filho tenha envolvimento em qualquer irregularidade, deve ser investigado. Tanto o presidente quanto o advogado de Lulinha reiteraram que Fábio Luís não é alvo do inquérito que apura as fraudes no INSS.

Fonte: DCM com informações da CNN Brasil

Justiça reconhece que Dilma foi torturada na ditadura e fixa indenização em R$ 400 mil

Justiça reconhece perseguição política e tortura praticadas por agentes do Estado durante o regime militar

     Dilma Rousseff (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Justiça Federal decidiu que a ex-presidente Dilma Rousseff deve ser indenizada em R$ 400 mil pelos danos morais decorrentes das violações sofridas durante a ditadura militar. A decisão reconhece que ela foi alvo de perseguição política, com prisões ilegais e práticas sistemáticas de tortura física e psicológica, resultando em prejuízos permanentes à sua integridade física e psíquica.

No documento, o desembargador federal João Carlos Mayer Soares detalhou os fundamentos jurídicos que embasaram o reconhecimento da responsabilidade civil do Estado pelas violações cometidas por agentes públicos durante o regime militar. As informações são do UOL.

◎ Prisões ilegais e tortura reconhecidas pela Justiça

No voto, o relator descreve que Dilma foi submetida a “reiterados e prolongados atos” de violência institucional. Segundo o magistrado, ficaram comprovadas “prisões ilegais e práticas sistemáticas de tortura física e psicológica”, que produziram efeitos duradouros sobre a vida da ex-presidente. De acordo com o desembargador, esses episódios tiveram “repercussões permanentes sobre sua integridade física e psíquica, aptas a caracterizar grave violação a direitos fundamentais e a ensejar reparação por danos morais”.

◎ Diferença entre indenização e reparação econômica

Além da indenização por danos morais, a decisão assegura a Dilma o direito a uma reparação econômica mensal e permanente. O valor deverá ser calculado com base no salário do cargo que ela ocupava à época em que foi afastada em razão da perseguição política.

O relator ressaltou que a reparação econômica não deve ser confundida com a indenização. Segundo ele, os fundamentos jurídicos são distintos, uma vez que a indenização tem natureza compensatória, enquanto a reparação mensal decorre do reconhecimento do prejuízo profissional causado pelo afastamento ilegal do serviço público.

A decisão também estabelece que a reparação econômica pode ser acumulada com a remuneração decorrente da reintegração ao cargo, já que se tratam de verbas de naturezas diferentes.

◎ Responsabilidade civil do Estado por crimes da ditadura

Para a definição do valor da prestação mensal, o tribunal determinou que sejam consideradas informações fornecidas por empresas, sindicatos, conselhos profissionais ou entidades da administração indireta. Esses dados deverão refletir a remuneração que a ex-presidente receberia caso não tivesse sido alvo de perseguição política.

No entendimento do desembargador João Carlos Mayer Soares, a responsabilidade civil do Estado se configura quando há dano e nexo causal entre esse prejuízo e a atuação da administração pública ou de seus agentes. No caso analisado, segundo ele, os atos de perseguição, prisão e tortura por motivos políticos caracterizam grave violação à dignidade da pessoa humana e a direitos fundamentais, impondo o dever de indenizar.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Gleisi agradece a Motta e Alcolumbre pelas conquistas do governo Lula em 2025

Segundo a ministra, a medida 'mais relevante do governo Lula foi, sem dúvida, a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, com taxação dos mais ricos'

Brasília (DF) - 30/09/2025 – A ministra Gleisi Hoffmann (Relações institucionais) (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, agradeceu aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por algumas conquistas do governo Lula (PT) em 2025.

“Agradeço a todos que participaram desse esforço pelo país: deputados e deputadas, senadores e senadoras, lideranças do Governo, partidos e bancadas, dirigentes das comissões e os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Encerramos o ano com a aprovação do Orçamento da União para 2026”, escreveu Gleisi na rede social X.

Segundo a ministra, o governo terminará "o ano legislativo com a aprovação de um conjunto de medidas muito importantes para o país”. “A mais relevante, sem dúvida, foi a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, com a taxação dos mais ricos, proposta pelo presidente Lula e aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado”, disse.

“Também aprovamos o Consignado do Trabalhador, o Luz do Povo, a reforma do Fundo Social, os recursos para garantir o Luz do Povo, a regulamentação final da Reforma Tributária e uma importante redução das isenções de tributos de grandes empresas”.

De acordo com a ministra, “além dessas mudanças a favor da economia popular e da justiça tributária, tivemos a importantíssima aprovação do ECA Digital, as cotas para negros, quilombolas e indígenas em concursos públicos e cotas para mulheres nos conselhos de administração, entre outras medidas de impacto social”.

“O Congresso também respondeu à mobilização contra o tarifaço de Bolsonaro e Trump, aprovando a Lei da Reciprocidade proposta pelo governo”, continuou. “Que o próximo ano seja de diálogo e compartilhamento de responsabilidades entre Governo e Congresso, na construção de novas conquistas para o povo brasileiro”.

 

Fonte: Brasil 247

Moraes nega prisão domiciliar a Bolsonaro, mas autoriza cirurgia de hérnia

Ministro do STF manteve prisão preventiva e liberou procedimento médico após laudo da Polícia Federal apontar piora no quadro de saúde

       Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução | STF )

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira, 19, o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para a concessão de prisão domiciliar, mas autorizou a realização de uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal. A decisão foi tomada após a Polícia Federal encaminhar ao STF o resultado de uma perícia médica que confirmou a necessidade do procedimento.

Segundo o laudo médico elaborado pela Polícia Federal, Bolsonaro apresenta hérnia inguinal bilateral e precisa passar por intervenção cirúrgica. O documento aponta ainda que houve uma “piora progressiva” no quadro clínico do ex-presidente.

O relatório detalha as possíveis causas do agravamento do problema. De acordo com o texto, a condição pode estar relacionada ao “aumento da pressão intraabdominal decorrente dos soluços e da tosse crônica”, o que teria intensificado o quadro de saúde.

A defesa de Bolsonaro já havia informado ao STF, no dia 9 de dezembro, que o ex-presidente necessitava de uma cirurgia imediata. Diante da alegação, Alexandre de Moraes determinou, dois dias depois, a realização de uma perícia médica pela Polícia Federal para verificar a veracidade e a urgência do pedido.

Mesmo com a autorização para o procedimento cirúrgico, Moraes decidiu manter a prisão preventiva. Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025, por determinação do próprio ministro, no âmbito das investigações conduzidas pelo Supremo.

A decisão reforça a linha adotada por Moraes de separar as garantias relacionadas à saúde do investigado da análise jurídica sobre a manutenção da prisão, que segue em vigor enquanto o processo tramita no STF.

Fonte: Brasil 247

Deputado Ricardo Arruda é condenado por ofensas à ministra Gleisi Hoffmann

As declarações foram proferidas durante a 37ª Sessão Plenária Ordinária da Assembleia Legislativa do Paraná, em 12 de maio de 2025

      Foto: Divulgação

A 21ª Vara Cível de Brasília condenou o deputado estadual do Paraná, Ricardo Arruda, por falas ofensivas e inverídicas dirigidas à ministra Gleisi Hoffmann. As declarações foram proferidas durante a 37ª Sessão Plenária Ordinária da Assembleia Legislativa do Paraná, em 12 de maio de 2025.

Na ocasião, o parlamentar fez acusações falsas, associando indevidamente o nome de Gleisi Hoffmann a supostos crimes e fraudes. Além disso, o deputado referiu-se à ministra utilizando termos pejorativos, o que foi enquadrado como um ataque misógino e odioso com o objetivo de humilhá-la publicamente em razão de gênero.

O deputado foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 8 mil. Também deverá esclarecer a falsidade das informações e realizar retratação pública da ofensa pessoal em sessão do Parlamento ao qual pertence, no prazo de até duas sessões após o trânsito em julgado da decisão, sob pena de multa de R$ 5 mil.

Esta não é a primeira condenação do parlamentar por conduta semelhante. Ricardo Arruda já havia sido julgado pela 18ª Vara Cível de Brasília e condenado por ataques considerados vexatórios, misóginos e ofensivos, reforçando um padrão reiterado de comportamento.


VÍDEO – Jordy é detonado pelo irmão após operação da PF: “Vagabundo, traficante”

Renan e Carlos Jordy. Foto: Reprodução

Circula nas redes sociais um vídeo do irmão do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), o deputado estadual Renan Jordy (PL), zomba dele após operação da Polícia Federal. Sem citar nomes, ele diz que o parlamentar é “vagabundo” e já esteve envolvido com tráfico de drogas.

“Mais um dia de trabalho aqui na Alerj [Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro] em defesa da população de bem e sua tranquilidade de nunca ter sido um vagabundo desde criança, de nunca ter me envolvido com droga, nunca ter sido um traficante, líder de torcida, violento, ladrão, um criminoso contumaz”, afirmou Renan.

No vídeo, ele ainda diz que Carlos “saiu corrido de Niterói para o Sul e voltou de lá com o rabinho entre as pernas, não fez nada de bom com a própria vida”.

“Voltou de lá vagabundo também, sem emprego e sem nada. E agora se coloca como paladino da moralidade, que faz o que faz com as próprias emendas. A gente precisa perguntar ao chefe de gabinete dele, que é um ladrãozinho que já trabalhou até com Eduardo Paes”, completou.


Os irmãos Jordy já foram próximos e aliados políticos, mas romperam nos últimos anos. O deputado federal, que já disse que Renan é “leal” e que nunca o trairia, chegou a pedir na Justiça para que o paramentar da Alerj deixasse de usar o sobrenome.

Carlos foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta sexta (19) em investigação que apura esquema de desvio de recursos de cota parlamentar. Além dele, Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, também foi alvo da ação.

O deputado federa disse ser vítima de perseguição e “fishing expedition”, termo em inglês usado para se referir a uma investigação especulativa. Seus pais também foram alvo de busca e apreensão.

Fonte: DCM

VÍDEO – Lula promete dar “surra” na extrema-direita em 2026


O presidente Lula durante discurso na cerimônia de Natal na ExpoCatadores, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Foto: Reprodução

O presidente Lula afirmou nesta sexta (19) que vai dar uma “surra em quem se meter a achar que a extrema-direita vai voltar a governar esse país” nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante um evento de Natal com catadores, realizado na ExpoCatadores 2025, no pavilhão do Anhembi, em São Paulo.

Lula disse que o enfrentamento será feito por comparação de resultados. “Que venham. Que venham. Porque nós vamos desafiar, não é com palavras, não é com xingatório. Eu quero comparar o que eles fizeram nesse país com o que nós fizemos”, afirmou.

O presidente também falou sobre disposição pessoal para continuar na vida política. “Eu estou com 80 anos, mas se eles soubessem o tesão que eu tenho pra governar esse país, eles não brincariam. Eu digo pra todo mundo: sabe por que eu não vou envelhecer? Porque eu tenho uma causa”, prosseguiu.

Ao mencionar o governo Jair Bolsonaro, Lula disse que o país não pode permitir o retorno da “extrema-direita fascista, negacionista, responsável pela morte de mais de 700 mil pessoas”. Ele afirmou que bolsonaristas atuam com “mentira pela internet”.


Lula também citou a condenação de Bolsonaro e seus comparsas. “Pela primeira vez na história desse país, nós temos um presidente preso por tentativa de golpe. Há quatro generais de quatro estrelas presos nesse país pela tentativa de golpe” e mencionou investigações sobre planos para matá-lo junto do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

No discurso, o presidente voltou a afirmar que pretende vetar o projeto de lei que reduz penas de condenados pelo STF nos casos do 8 de Janeiro e da trama golpista, o PL da Dosimetria. “Eu vou vetar. E se eles quiserem que derrubem o meu veto”, afirmou.

“A gente tem que ensinar esse pessoal a respeitar”, disse o presidente. Ele lembrou derrotas eleitorais anteriores. “Eu perdi três eleições nesse país. Perdia as eleições e voltava para casa. Nunca houve tentativa de golpe nosso. Eles têm que aprender que na democracia vence quem tem mais voto”.

O evento contou com a presença da primeira-dama Rosângela da Silva e de ministros como Guilherme Boulos, Fernando Haddad, Alexandre Padilha e Esther Dweck.

Fonte: DCM

Comissão do Congresso aprova Orçamento de 2026

O projeto segue agora para análise dos deputados e senadores em sessão conjunta no plenário do Congresso Nacional

       Moedas de real (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

BRASÍLIA, 19 Dez. (Reuters) - A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou nesta sexta-feira o Orçamento de 2026, prevendo um superávit primário de R$34,5 bilhões no próximo ano, ligeiramente acima da meta fiscal de R$34,3 bilhões, que equivale a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

O projeto segue agora para análise dos deputados e senadores em sessão conjunta no plenário do Congresso Nacional. Há previsão de votação ainda nesta sexta-feira, antes de os parlamentares entrarem em recesso de fim de ano.

O relator do projeto, o deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), apresentou um complemento de voto minutos antes da votação pelo colegiado com ajustes em recursos de emendas parlamentares e recomposição de verbas para o Ministério da Defesa.

O texto do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano estabelece a aplicação de R$110,8 bilhões em investimentos, bem acima do piso de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) exigido pelo arcabouço fiscal, que corresponde a R$83 bilhões.

Serão destinados para emendas parlamentares cerca de R$61 bilhões, rubrica que terá liberação acelerada no primeiro semestre de 2026, ano eleitoral, após regra aprovada neste mês na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O arcabouço fiscal define uma margem de tolerância de 0,25% do PIB para que a meta fiscal seja considerada cumprida. No ano que vem, essa banda ficará entre déficit zero e superávit de R$68,5 bilhões.

O governo já conseguiu autorização do Legislativo para seguir mirando o piso da margem de tolerância da meta ao fazer suas avaliações fiscais periódicas. Isso evitará contenções mais vultosas de recursos de ministérios caso o Executivo observe um descompasso entre arrecadação e despesas.

O relator definiu no texto uma despesa primária total de R$2,393 trilhões no próximo ano. O valor segue o teto previsto pelo arcabouço fiscal de alta real de 2,5%, respeitando a regra que limita o crescimento da despesa a 70% da alta nas receitas.

(Por Bernardo Caram)

Alvo da PF, líder do PL declarou só R$ 4,9 mil em 2022

Patrimônio informado à Justiça Eleitoral contrasta com apreensão de R$ 430 mil feita pela Polícia Federal nesta sexta-feira

         Alvo da PF, líder do PL declarou só R$ 4,9 mil em 2022 (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (19/12). Registros oficiais mostram que, nas eleições de 2022, o parlamentar informou à Justiça Eleitoral possuir apenas R$ 4,9 mil em bens, valor considerado irrisório para um deputado federal em exercício. As informações são do Metrópoles.

Conforme a declaração apresentada por Sóstenes à Justiça Eleitoral, todo o patrimônio informado estava concentrado em duas contas correntes: uma com saldo de R$ 4,3 mil e outra com cerca de R$ 600. Não havia registro de imóveis, veículos ou outros bens relevantes em seu nome naquele período.

☉ Apreensão de dinheiro em Brasília

Três anos após a prestação de contas eleitoral, a Polícia Federal apreendeu, nesta sexta-feira (19), cerca de R$ 430 mil em espécie em um flat alugado pelo deputado na região central de Brasília, onde ele reside durante a semana. A apreensão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Sóstenes afirmou que o dinheiro encontrado tem origem lícita e seria resultado da venda de um imóvel realizada após as eleições de 2022. Segundo ele, a operação financeira ocorreu posteriormente à declaração de bens, o que explicaria a ausência do valor nos registros eleitorais.

“Aprendam uma coisa: dinheiro de corrupção não aparece lacrado, identificado e recolhido oficialmente na sua residência. Quem quer viver de corrupção, bota em outro lugar. Vendi um imóvel, o imóvel me foi pago com dinheiro lícito, está lacrado, tem a origem, então não tenho nada a temer”, disse o deputado.

Histórico patrimonial do deputado

A declaração apresentada em 2022 contrasta com informações de eleições anteriores. Em 2018, quando também se elegeu deputado federal, Sóstenes Cavalcante informou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 134,6 mil. A maior parte desse valor correspondia a um veículo modelo Tucson, avaliado em R$ 122 mil.

☉ Operação Galho Fraco

A ação da Polícia Federal faz parte da Operação Galho Fraco, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos relacionados ao uso de cotas parlamentares. Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo da investigação. Ao todo, a Polícia Federal cumpriu sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, com ações realizadas no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Exportações de carne bovina crescem 50% e sinalizam recorde histórico para o ano

Foi o terceiro melhor resultado do ano, com receitas que devem superar a marca de US$ 18 bilhões. Em volume, a movimentação aumentou 30%

Funcionário carrega pedaços de carne em açougue de São Paulo 10/10/2014 REUTERS/Nacho Doce (Foto: Marcos Brindicci - Reuters)

A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) informou nesta sexta-feira (19) que as exportações do setor de carne bovina, em novembro de 2025, cresceram 50% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mantendo o elevado ritmo de crescimento que vem sendo observado ao longo do ano. No mês, as vendas externas de carne bovina in natura e industrializada, miudezas comestíveis e outros subprodutos alcançaram US$ 1,874 bilhão. Foi o terceiro melhor resultado do ano, sinalizando para um novo recorde em 2025, com receitas que devem superar a marca de US$ 18 bilhões. Em volume, a movimentação foi de 361.885 toneladas (+ 30%).

A ABRAFRIGO compilou as estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No ano passado, em novembro, as exportações tiveram receita de US$ 1,249 bilhão e movimentação de 279.207 toneladas.

Faltando ainda contabilizar as vendas do mês de dezembro, com o final das tarifas punitivas aplicadas pelos Estados Unidos à carne bovina brasileira e manutenção do ritmo de compras pela China, além do crescimento de outros mercados como México, Rússia, União Europeia e Chile, as exportações totais de carne bovina em 2025 deverão ultrapassar US$ 18 bilhões e se aproximar de 4 milhões de toneladas embarcadas. No acumulado até novembro, segundo a Abrafrigo, a receita já atingiu US$ 16,530 bilhões (+37,5%) e 3,510 milhões de toneladas (+19%).

As vendas para a China, nosso principal comprador, cresceram 48% até novembro de 2025, em relação aos primeiros 11 meses do ano anterior, somando US$ 8,029 bilhões, com embarques de 1,499 milhão de toneladas (+23,65%).

A participação das exportações de carne bovina in natura para o mercado chinês, em relação ao total exportado, aumentou para 54% na parcial até novembro de 2025, ante uma participação de 51% no mesmo período do ano anterior. Os valores médios de exportação de carne bovina in natura para a China subiram 19,5% neste ano, passando de US$ 4.482 por tonelada (média de janeiro a novembro de 2024) para US$ 5.355 por tonelada (média de janeiro a novembro de 2025).

Esse aumento nos preços médios de exportações reflete movimentos nos preços do boi gordo no Brasil, que vêm subindo em virtude de fatores como uma mudança no ciclo pecuário, que sinalizam para uma oferta mais restrita da matéria prima e preços mais elevados no próximo ano.

Também há preocupações no mercado com possíveis restrições ao comércio que venham a ser decretadas pelo governo chinês em razão do processo de investigação de salvaguardas que vem sendo conduzido pelo Ministério do Comércio (MOFCOM) do país asiático, previsto para ser concluído no dia 26 de janeiro de 2026, após 2 prorrogações ocorridas em agosto e novembro deste ano.

As vendas para os Estados Unidos, segundo maior destino das exportações de carne bovina, ainda não se recuperaram das tarifas adicionais que vigoraram entre agosto e novembro deste ano. Em novembro, as exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos recuaram 58,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, contabilizando US$ 62 milhões.

No mesmo mês, as vendas de carne bovina industrializada recuaram 48%, para US$ 22,2 milhões, enquanto as vendas de sebo industrializado caíram 56,8%, para US$ 8,094 milhões. Apesar disso, as vendas totais para o país norte-americano cresceram 26,65% no período de janeiro a novembro de 2025, frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 1,889 bilhão. A expectativa é de que as vendas mensais de carne bovina para os Estados Unidos voltem a crescer a partir deste mês de dezembro, após a retirada total das tarifas adicionais por parte governo de Donald Trump.

A União Europeia, considerando um único mercado, é o terceiro maior comprador da carne bovina brasileira. As vendas para o bloco europeu aumentaram 70,9% em receitas e 52% em volume no período de janeiro a novembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram US$ 946,9 milhões e 116,3 mil toneladas embarcadas para aquele mercado, com valores médios de exportação que alcançaram US$ 8.380 por tonelada de carne bovina in natura embarcada.

O bloco europeu representou, de janeiro a novembro deste ano, 3,3% em volume e 5,7% em receitas com exportações de carne bovina. Há expectativas positivas para o setor com a possibilidade de assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, com perspectiva de ocorrer em janeiro de 2026. Mas, essas expectativas são acompanhadas de preocupações com as duras regras de salvaguardas previstas no acordo e que vêm sendo objeto de novas discussões na Comissão Europeia, em função da pressão realizada pelos produtores europeus, os quais temem perder espaço para a carne do Mercosul, de melhor qualidade e maiores volume e competitividade.

As regras de salvaguarda que já eram excessivamente restritivas em versões anteriores do acordo podem ficar ainda piores e dificultar as vendas de carne bovina para o mercado europeu, anulando em parte os possíveis ganhos com o tratado, que já vem sendo negociado há mais de 20 anos, e frustrando as expectativas do mercado.

A isso se somam inúmeras outras dificuldades para exportar para o bloco europeu, como a dificuldade de aprovação de novas áreas para exportações, sendo que atualmente o Brasil é livre de febre aftosa sem vacinação – com reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), e novas exigências como a EUDR, lei europeia que exige a comprovação de que o produto exportado (no caso de carne bovina, desde o nascimento do bezerro) não provém de áreas desmatadas a partir de janeiro de 2020, mesmo que de forma legal, conforme dispõe a legislação brasileira.

No terceiro lugar como país individual veio o Chile, com compras de 96.896 toneladas e receita de US$ 461,2 milhões em 2024, até novembro. Em 2025 as aquisições foram a 118.326 toneladas (+22,1%), proporcionando uma receita de US$ 654,6 milhões (+ 41,9%).

A quarta posição foi ocupada pelo México, que saiu de uma movimentação de 43.153 toneladas e receita US$ 201 milhões no ano passado para 113.378 toneladas (+ 162,7%) e receita de US$ 619 milhões (+207%) em 2025.

Em quinto lugar entre os 20 maiores importadores veio a Rússia que adquiriu 79.083 toneladas com receita de US$ 281,2 milhões em 2024 e comprou 117.279 toneladas (+48,3) e pagou por elas US$ 500 milhões (+ 77,8%).

Ressalte-se, em 2025, além do México, o crescimento da Indonésia que saiu de 9.668 toneladas e receita de US$ 44,3 milhões em 2024 para 38.501 toneladas (+ 298,2%) e receita de US$ 139, 3 milhões em 2025 (+ 214,3%). No total, foram 179 países compradores da carne bovina brasileira, sendo que 137 países tiveram crescimento nas suas importações, enquanto outros 42 diminuíram suas aquisições.

Fonte: Brasil 247

'Coisa de ditadura', afirma jornalista após prisão de ativista a favor de cotas raciais em universidades

'Momento de muita tensão', alertou Amanda Miranda em vídeo nas redes sociais

        Amanda Miranda e um carro da Polícia Militar de Santa Catarina (Foto: Reprodução )

A jornalista Amanda Miranda denunciou nesta sexta-feira (19), pelas redes sociais, a gravidade da prisão de Vanessa Brasil, ativista do movimento Vida Além do Trabalho (VAT). A detenção ocorreu durante uma ação de panfletagem contra o fim das cotas raciais na Praça XV de Novembro, no centro de Florianópolis (SC).

“Muito grave”, disse Amanda. “A gente não está vivendo em uma democracia. Momento de muita tensão para quem é de esquerda, para quem luta pelos direitos humanos, ao lado das minorias. PL Anti-Costa, de natureza racista. Estamos vivendo em um estado com uma Constituição própria”, continuou.

A jornalista esclareceu que Vanessa Brasil foi liberada após ser presa. “Mas não vamos nos calar! O que aconteceu em Florianópolis, na tarde desta quinta-feira, foi coisa de ditadura!”, complementou.

Fonte: Brasil 247