domingo, 7 de dezembro de 2025

João Cezar de Castro Rocha: “Escolas militares são uma fraude e terreno fértil para o fascismo"

Professor denuncia militarização do cotidiano escolar, ausência de projeto pedagógico e uso das cívico-militares como laboratório da extrema direita

João Cezar de Castro Rocha: “Escolas militares são uma fraude e terreno fértil para o fascismo" (Foto: Divulgação )

Para João Cezar de Castro Rocha, o modelo de escolas cívico-militares instalado em vários estados brasileiros não passa de uma operação ideológica travestida de solução para a educação pública. Ele afirma que, do ponto de vista didático, essas instituições não oferecem avanço real de aprendizagem e funcionam, na prática, como espaços de disciplinamento autoritário e de naturalização da violência.

“A estrutura da escola cívico-militar, do ponto de vista pedagógico, é uma fraude, porque não existe rigorosamente nada que seja importante”, resume.As críticas foram feitas em entrevista ao Boa Noite 247. Na conversa, o professor detalha por que considera o modelo um instrumento de avanço da extrema direita e um elemento central de um projeto mais amplo de “retrocesso civilizacional” no Brasil.

Logo ao responder sobre as imagens de violência dentro de uma escola cívico-militar, João Cezar é taxativo: “O que existe é uma militarização do cotidiano dos alunos. É um moralismo. Nem sequer é uma moralização, é o moralismo que não faz o menor sentido e é uma violência e é uma espécie de legitimação do bully em todos os níveis”. Ele lembra que não se trata de casos isolados: “Não somente nós vimos cenas de professores batendo em alunos, mas espancando alunos, como toda a gramática da escola cívico-militar é absolutamente fascista”.

O professor chama atenção para a expansão desse modelo em estados governados por forças conservadoras. “É muito preocupante porque em estados como Paraná as escolas cívico-militares são dominantes”, diz. Em seguida, faz um recorte político da região: “Aliás, o Paraná é um estado muito peculiar, porque embora ele não seja tão visível e tão eloquente quanto Santa Catarina, do ponto de vista das instituições, o fascismo avançou muito mais no Paraná do que em Santa Catarina”.

Como exemplo, ele cita o papel da “República de Curitiba”: “Pensemos que bem ou mal foi no Paraná que surgiu a República de Curitiba e o conluio entre um procurador e um juiz de primeira instância que levaram o Brasil à beira do colapso”. Para João Cezar, o verdadeiro conteúdo dessas escolas não é pedagógico, e sim ideológico. “O que realmente é preocupante é isso, é que não há nenhuma proposta pedagógica”, repete.

Em seu lugar, segundo ele, se impõe “um tipo de mentalidade preconceituosa, intolerante, incapaz de lidar com autoridade e que reforça todos os preconceitos característicos da sociedade brasileira”. A escola cívico-militar, insiste, é “tema muito grave” porque atua na “cabecinha das crianças”, preparando-as para aceitar hierarquias autoritárias como algo natural. O professor recorda que o próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou de forma crítica em relação a esse modelo.

“Se eu não me engano, a primeira palavra do Supremo foi desfavorável a essa implantação das escolas cívico-militares, mas alguns estados, como o estado de São Paulo, desconsideraram a indicação do Supremo e começaram a implementar escolas cívico-militares, o mesmo em Santa Catarina e no Paraná”, afirma. A desobediência ao espírito da decisão, na leitura dele, mostra o grau de enraizamento político da agenda militarizante.

Para explicar a gravidade do que está em curso, João Cezar faz um paralelo histórico com o pós-Segunda Guerra Mundial, a partir de um texto clássico de Antonio Candido, “Direito à literatura”. Ele lembra que, em 1988, o crítico via os direitos humanos como um consenso civilizatório irreversível: “Os direitos humanos hoje são aceitos em todo mundo como direitos inquestionáveis e ninguém mais tem coragem de abertamente defender pena de morte, tortura, autoritarismo em lugar de direitos humanos e democracia”, resume, citando a síntese daquele momento.

Hoje, diz o professor, o quadro é o oposto: “Nós tivemos um retrocesso civilizacional notável”. Esse retrocesso aparece, segundo ele, na reconfiguração do discurso da extrema direita, que opõe “direitos humanos” a “humanos direitos”.

“Os humanos direitos são aqueles humanos que não cometem crime. É isso que quer dizer humano”, explica, ironizando o velho bordão da “gente de bem”. Ao negar a universalidade dos direitos, esse discurso legitima práticas seletivas de violência estatal, criminalização da pobreza e naturalização de abusos — terreno em que as escolas cívico-militares operam como laboratório simbólico. Debates recentes sobre fascismo histórico e extrema direita contemporânea, como os organizados por pesquisadores como Guilherme Casarões, também apontam para essa combinação de autoritarismo, moralismo e instrumentalização da educação.

João Cezar descreve ainda um cenário parlamentar que qualifica como “teatro dos horrores”. “A Câmara hoje no Brasil é um exemplo de teratologia. O que que é Paulo Bilinski? Tem um deputado que se chama Capitão Caveira, tem um delegado Palumbo, tem o coronel Crisóstomo que grita o tempo todo, tem o Gilvan da Federal que anda sempre envelopado numa bandeira do Brasil. É uma coisa, é teratológico, é um teatro dos horrores”, critica.

Para ele, a proliferação de figuras que exploram símbolos militares e patrióticos está diretamente ligada ao ambiente cultural que essas escolas ajudam a formar. Na visão do professor, o objetivo estratégico é mais amplo: “Nós enfrentamos de fato uma ameaça muito séria de um retrocesso ao século XIX. É esse o projeto de Trump e companhia. É um retrocesso ao século XIX”, afirma, ao situar o Brasil num tabuleiro geopolítico em que a extrema direita tenta recolonizar regiões inteiras.

Ele lembra que “o que os Estados Unidos desejam desesperadamente é voltar à política do big stick, à doutrina Monroe e tornar a América Latina um quintal para os Estados Unidos”, e considera o Brasil “o fiel da balança” nesse processo. Nessa mesma linha, analistas como João Santana têm chamado atenção para o fato de que a extrema direita cresce ocupando o vazio deixado por uma esquerda que perdeu capacidade de comunicação e mobilização, inclusive na disputa por corações e mentes no campo educacional.

Ao final, João Cezar insiste que a discussão sobre escolas cívico-militares não pode ser tratada como detalhe administrativo ou mera escolha de modelo de gestão. Em sua leitura, trata-se de uma frente decisiva da batalha política contemporânea, na qual se decide se a escola pública brasileira será um espaço de formação cidadã e crítica ou um instrumento de adestramento autoritário, preparado para alimentar, desde cedo, um projeto de extrema direita que se pretende duradouro. Assista:

 

Fonte: Brasil 247

Aldo Rebelo será candidato a presidente em 2026, diz jornalista

Rebelo é ex-ministro e criador do que chama de "Quinto Movimento"

      Brasília (DF) - 22/05/2024 - Aldo Rebelo (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Aldo Rebelo será candidato a presidente nas eleições de 2026 pelo partido Democracia Cristã, afirmou neste domingo (7) o jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

Rebelo foi presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro de quatro pastas em governos do PT. Atualmente, ele é filiado ao MDB.

Rebelo também é criador do que chama de "Quinto Movimento", que segundo ele é "um manifesto verdadeiro de defesa do país".

Fonte: Brasil 247

STM confirma condenação de oficial que maltratou cachorro de rua

Cachorro foi maltratado depois de atacar o coelho de estimação do oficial

   STM (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Conjur - O Superior Tribunal Militar manteve por unanimidade a condenação de um capitão do Exército por maltratar um cachorro de rua, delito previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998).

O oficial havia sido sentenciado em primeira instância pela Auditoria da 7ª Circunscrição Judiciária Militar, em Recife, a três meses de detenção, com sursis de dois anos.

O artigo 32 da Lei 9.605/98 criminaliza a prática de maus-tratos contra animais silvestres, domésticos ou domesticados, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.

O caso ocorreu em 5 de outubro de 2021, no 7º Grupo de Artilharia de Campanha, em Olinda (PE).

De acordo com a denúncia, dois cães de rua que circulavam pelo quartel teriam entrado na residência do oficial e matado seu coelho de estimação. Cinco dias depois, o militar saiu em busca dos animais com uma machadinha e vestido com roupa de faxina. Ao localizar um dos cães — de pelagem branca com manchas pretas —, amarrou-o com uma corda, levou-o para casa, colocou-o no banco traseiro do seu carro e dirigiu até uma rodovia no município de Igarassu (PE). O cachorro nunca mais foi visto.

Durante a tentativa de localizar o segundo cão, o oficial chegou a discutir com soldados da guarda.

Após a sindicância e a denúncia pelo Ministério Público Militar, o colegiado de primeiro grau reconheceu a prática de maus-tratos e condenou o capitão. Ele teve o direito de recorrer em liberdade.

◉ Defesa

Na apelação ao STM, o militar sustentou a inexistência de maus-tratos. Alegou legítima defesa, estado de necessidade e falta de medidas administrativas da unidade, e que a punição seria desproporcional diante das consequências que já estava enfrentando.

O relator do processo, ministro Celso Luiz Nazareth, rejeitou integralmente essas teses. Em seu voto, ressaltou que vários militares que estavam de serviço no dia dos fatos prestaram depoimentos uníssonos e afirmaram que o capitão perseguiu, laçou e arrastou o cão até removê-lo da unidade.

Segundo o ministro, os relatos não deixaram “dúvidas razoáveis” sobre a materialidade e a autoria do delito, além de evidenciarem que a conduta se enquadrou com precisão no tipo penal imputado. Ele destacou que o próprio acusado admitiu em juízo ter laçado o animal, retirado-o do quartel e soltado-o em local desconhecido, o que, por si só, caracteriza abandono — conduta igualmente prevista na legislação como maus-tratos.

Nazareth enfatizou que as testemunhas relataram a utilização de um “nó de enforca-gato” ou “nó de forca”, técnica capaz de causar estrangulamento e grande sofrimento ao cão, que demonstrou sinais evidentes de desconforto ao ser puxado contra a própria vontade.

Ele observou ainda que o animal jamais retornou ao quartel e não há qualquer prova de que tenha sido realocado em segurança. Para o ministro, a ausência de evidências reforça a suspeita de que o cachorro tenha sido morto.

◉ Raiva e vingança

O ministro também refutou a alegação de legítima defesa ou estado de necessidade. Ainda que o coelho do oficial tenha sido morto, observou, havia meios adequados e administrativos para o correto manejo dos cães, como o acionamento de órgãos municipais ou de procedimentos já adotados pela unidade militar em casos semelhantes.

Em sua análise, o relator destacou que a reação do acusado foi movida pela emoção e pela vingança: “O réu, abalado ao saber da morte de seu coelho, deixou-se levar pela raiva e adotou um comportamento impulsivo e agressivo, sem qualquer preocupação com o bem-estar do animal”.

O magistrado também citou declarações ofensivas do capitão para a guarda da unidade, o que, segundo o juiz, “revela um estado emocional alterado incompatível com a alegação de conduta moderada ou necessária”.

O STM concluiu que o capitão agiu com dolo, submeteu o animal a sofrimento desnecessário e violou a legislação ambiental. Por unanimidade, os ministros mantiveram a condenação e reconheceram a materialidade e a autoria do crime. Também consideraram correta a pena fixada em três meses de detenção, em regime inicial aberto, com concessão de sursis.

Fonte: Brasil 247

Governo Lula tenta garantir renda mínima a entregadores de aplicativos


O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, fala no Planalto junto a representantes de entregadores por aplicativo

O governo Lula está empenhado em regularizar a situação dos entregadores de aplicativos, com a criação de um grupo de trabalho que visa garantir, entre outras coisas, um ganho mínimo para esses trabalhadores. Com informações da Folha de S.Paulo.

O projeto ainda enfrenta resistência por parte das empresas, como iFood e 99Food, que rejeitam a implementação de um piso remuneratório. O grupo, formado por representantes do governo, entregadores e parlamentares, deve apresentar resultados em até 60 dias.

O governo também busca implementar uma proteção social para os entregadores, com uma previdência semelhante à dos trabalhadores formais, e aumentar a transparência dos algoritmos utilizados pelos aplicativos.

Segundo o ministro Guilherme Boulos, os entregadores enfrentam uma situação de exploração, trabalhando longas horas sem garantir o suficiente para suas necessidades básicas. O pedido de um valor mínimo por entrega ainda gera discordâncias, com a proposta de R$ 10 por entrega sendo contestada por parlamentares e empresas.

“Hoje, [os entregadores] trabalham demais e ganham pouco”, afirmou o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. “Qualquer aplicativo de delivery ganha pelos restaurantes, que deixam o seu cardápio digital lá, ganha com a entrega e precisa remunerar decentemente esses trabalhadores, que muitas vezes levam comida para nossa casa, com fome, porque o salário não é suficiente para que comam nos restaurantes que eles transportam.”

Entregador de delivery do ifood. Foto: Sérgio Lima/Poder360
Além disso, o grupo de trabalho se propõe a discutir a possibilidade de uma transparência maior nos algoritmos dos aplicativos, que, de acordo com relatos, punem os entregadores que desligam o aplicativo para fazer refeições ou pausas.

O tema está relacionado à reeleição de Lula em 2026, com a estratégia de atrair a classe de entregadores e motoristas de aplicativo, que já representa mais de 3 milhões de pessoas no Brasil.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Haddad e Alckmin: as apostas antibolsonaristas para enfrentar Tarcísio em SP


       Escolhas do PT para SP: Geraldo Alckminn ou Hadd. Foto: Folhapress.

Lideranças do PT em São Paulo indicam que os principais nomes para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2026 são Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

O cenário ganhou força com o anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, o que garantiria a permanência de Tarcísio no cargo, considerando sua possível reeleição.

Petistas acreditam que, para enfrentar um candidato com grande potencial de votos, a oposição precisa lançar um nome de peso nacional, como Haddad ou Alckmin. Ambos os nomes ainda precisam de confirmação de Lula e conversas internas no PT.

       O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – Reprodução

O deputado Jilmar Tatto, do PT, afirmou que Haddad e Alckmin são as melhores opções para enfrentar Tarcísio, que, segundo ele, tem problemas de gestão em seu governo, como os pedágios e a relação ruim com prefeitos.

Já o deputado Antonio Donato acredita que, para vencer, basta diminuir a diferença de 6% que Haddad obteve em 2022, quando perdeu para Tarcísio. O deputado Paulo Fiorilo reforça que a crítica ao governo de Tarcísio será um foco da campanha, uma vez que será mais fácil vincular os problemas da gestão dele aos desafios enfrentados pelos eleitores em 2026.

Além disso, a disputa pelo governo de São Paulo será um palco importante para o projeto de reeleição de Lula, e os petistas querem uma candidatura forte para dar suporte a essa estratégia.

Em 2022, Haddad teve uma campanha bem-sucedida, mesmo derrotado, com a aproximação entre as candidaturas de Lula e Haddad.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Datafolha: Só 8% defendem Flávio como escolhido de Bolsonaro para 2026


     Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução

De acordo com a mais recente pesquisa do Datafolha sobre a sucessão presidencial de 2026, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o nome menos preferido pelos brasileiros para ser indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a disputa pela presidência. Com informações da Folha de S.Paulo.

Apenas 8% dos entrevistados consideram o senador como o candidato ideal, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, têm mais apoio, com 22% e 20%, respectivamente.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 4 de dezembro de 2025, antes do anúncio de Flávio Bolsonaro de que seria o candidato do clã à presidência. A sondagem revelou que, desde julho de 2025, o apoio a Michelle e Tarcísio oscilou ligeiramente. Michelle passou de 23% para 22%, enquanto Tarcísio caiu de 21% para 20%. Outros nomes, como Ratinho Jr. (PSD-PR) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também mostraram oscilações, com Ratinho subindo de 10% para 12% e Eduardo caindo de 11% para 9%.

Além disso, 50% dos eleitores afirmaram que não votariam em um candidato apoiado por Bolsonaro, enquanto 26% disseram que com certeza votariam em um bolsonarista e 21% indicaram que poderiam votar. No campo da espontaneidade, Bolsonaro apareceu como o segundo nome mais lembrado para a presidência, com 7%, enquanto Lula lidera com 24%. Tarcísio e Ratinho Jr. empataram com 2% e 1%, respectivamente.

A pesquisa também revelou que, dentro do eleitorado bolsonarista, Michelle é vista como a melhor opção, com 35% dos entrevistados apoiando a ex-primeira-dama. Tarcísio é o segundo mais citado, com 30%. Outros nomes, como Eduardo Bolsonaro, são menos favorecidos, com apenas 14% dos entrevistados preferindo o ex-deputado. Flávio Bolsonaro ficou atrás de Eduardo, com 9% de apoio, e os governadores Caiado (União Brasil-GO) e Zema (Novo-MG) aparecem com 4% e 2%, respectivamente.

Michelle, Jair Bolsonaro e Tarcísio. Foto: Reprodução
A pesquisa também evidenciou que, com o ex-presidente Jair Bolsonaro impossibilitado de disputar a eleição de 2026 devido à sua inelegibilidade, o foco da direita se voltou para os filhos do ex-presidente, principalmente Flávio, Tarcísio e Michelle. No entanto, o nome de Flávio ainda enfrenta resistência, e ele terá que convencer os fiéis do bolsonarismo para garantir sua candidatura.

A escolha de Flávio também gerou discussões dentro do campo político, uma vez que seu nome não é unanimidade, mesmo entre os eleitores mais ligados ao bolsonarismo.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Moraes nega uso de slides da defesa de Filipe Martins em julgamento no STF

Ministro considerou material parcialmente impertinente e defesa acusa tutela indevida da advocacia

18/11/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante o julgamento da Ação Penal 2696 referente ao Núcleo 3 da trama golpista (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o uso de uma apresentação em slides que seria utilizada pela defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), na sessão de julgamento marcada para a próxima terça-feira, 9.

Filipe Martins é um dos réus do chamado “núcleo 2” da investigação que apura a tentativa de golpe de Estado. Segundo o despacho de Moraes, a apresentação enviada pela defesa continha documentos e imagens que não tinham relação direta com o objeto da ação penal em análise.

De acordo com o ministro, os materiais apresentados pelas defesas de outros réus foram aceitos. “Os materiais audiovisuais encaminhados pelas Defesas de Fernando de Sousa Oliveira, Mário Fernandes e Marília Ferreira de Alencar, são pertinentes e relevantes, diferentemente do material apresentado pela Defesa de Filipe Garcia Martins Pereira, que é parcialmente impertinente, constituindo-se de diversos documentos e imagens que não estão juntadas aos autos e não dizem respeito ao objeto da presente Ação Penal 2.693/DF, nem tampouco com as teses defensivas trazidas nas alegações finais”, afirmou Moraes em sua decisão.

Já os advogados de Filipe Martins contestaram a decisão do ministro e afirmaram que o material rejeitado era composto por “trechos dos autos, decisões já proferidas e pontos debatidos ao longo da investigação, funcionando como um resumo visual das provas e teses reunidas nas alegações finais”. Segundo a defesa, os slides serviriam para organizar e sintetizar a exposição durante a sustentação oral.

Em nota, os advogados alegaram que Moraes solicitou previamente o envio da apresentação sob o argumento de verificar a “adequação técnica”, mas sustentam que houve interferência indevida no exercício da advocacia.

A defesa também declarou que pretende acionar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e reapresentar o material com identificação detalhada de cada documento, imagem e vídeo. “Alexandre de Moraes está querendo dizer o que a defesa pode ou não apresentar na defesa de seu cliente”, disseram os advogados.

Alexandre de Moraes determinou que a defesa apresente a nova versão dos slides até o dia 8, às 15h.

Fonte: Brasil 247

Julgamento no STF define futuro dos réus do “núcleo 2” da trama golpista

Silvinei Vasques, Fernando de Sousa Oliveira, Filipe Martins, Marcelo Costa Câmara, Marília Ferreira de Alencar e Mário Fernandes: o núcleo 2 do golpe. Foto: reprodução


O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (9) o julgamento de seis réus do núcleo 2 da tentativa bolsonarista de golpe de Estado.

Os acusados são Filipe Garcia Martins, Mário Fernandes, Silvinei Vasques, Fernando de Sousa Oliveira, Marcelo Costa Câmara e Marília Ferreira de Alencar, todos envolvidos em um plano golpista contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Eles respondem por crimes como organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O julgamento poderá levar à condenação dos réus, com penas que incluem prisão, perda de cargos e mandatos, além de inelegibilidade, conforme as punições previstas pela Constituição, o Código Penal e a Lei da Ficha Limpa.

O então presidente Jair Bolsonaro e seu ex-assessor especial, Filipe Martins. Reprodução
Caso sejam absolvidos, o caso será arquivado. A decisão final do STF também poderá estabelecer a reparação de danos causados, com valores a serem definidos, além da perda de direitos políticos, incluindo a impossibilidade de voto ou candidatura.

Os réus foram acusados de orquestrar o golpe, com participação de militares e ex-integrantes de altos cargos do governo Bolsonaro. O caso já está sendo analisado pelo STF desde abril, e após coleta de provas e depoimentos, a Primeira Turma decidirá sobre a condenação.

Em caso de condenação, também será definida a pena específica e as consequências administrativas para os envolvidos.

Além das punições penais, os réus podem perder seus cargos públicos e funções, especialmente se a pena for superior a quatro anos.

Os dois militares do grupo podem ser alvo de processos no Superior Tribunal Militar, que decidirá sobre a perda de suas patentes e postos. A decisão final poderá ter grande impacto não apenas para os acusados, mas também para os rumos da política brasileira.

Fonte: DCM

sábado, 6 de dezembro de 2025

Após dizer que sairia do Brasil caso Lula vencesse, Luciano Hang anuncia novas lojas da Havan


     Foto de perfil em redes sociais do empresário Luciano Hang

Em 2022, Luciano Hang declarou que poderia interromper investimentos no país se Jair Bolsonaro perdesse a eleição. “Vou repensar a minha vida se uma desgraça dessa acontecer”, declarou.

“Eu vou repensar a minha vida, como fizeram os empresários venezuelanos e argentinos que quando viram que o barco estava afundando, pararam seus negócios, venderam e foram embora”.

Três anos depois, a empresa anuncia uma das maiores expansões de sua história.
A Havan confirmou que prepara seis novas megalojas para 2026, distribuídas em diferentes regiões, com previsão de gerar mais de mil empregos diretos.

Grande apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Luciano Hang

Nilton Hang, diretor de expansão, percorreu Vila Velha (ES), Campos dos Goytacazes (RJ), Macapá (AP), Boa Vista (RR), Ariquemes (RO) e Caldas Novas (GO) para reuniões com prefeitos, apresentação dos projetos e vistoria dos terrenos.

Em Vila Velha (ES), o terreno já passa por preparação. A unidade, de cerca de dez mil metros quadrados, será a segunda no estado e a primeira da região metropolitana. Em Campos dos Goytacazes (RJ), a rede avalia o município como aposta forte de crescimento.

Em Macapá (AP), a primeira loja do estado ficará perto da praça do Marco Zero. Boa Vista (RR) também deve receber sua primeira unidade, com negociações bem encaminhadas. Em Ariquemes (RO), a abertura está prevista para o primeiro semestre de 2026. Em Caldas Novas (GO), o projeto avança para a etapa final de contrato, com expectativa de inauguração no próximo ano.

Luciano Hang afirma que quer encerrar 2026 com duzentas megalojas abertas. Cada filial exige investimento próximo de R$ 100 milhões e gera cerca de duzentos empregos diretos.

A rede já tem oito inaugurações confirmadas para o primeiro semestre de 2026: Goiânia (GO), Curitiba (PR), Maringá (PR), Garibaldi (RS), Taquara (RS), Blumenau (SC), Ariquemes (RO) e Tijucas (SC).

Fonte: DCM

Dono do 'Antagonista' defende que Bolsonaro "apodreça na cadeia"

Pedro Cerize afirma que Jair Bolsonaro usa candidatura de Flávio para fazer "chantagem" por anistia

Brasília (DF) - 22/11/2025 - Manifestação em frente à sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Pedro Cerize, dono do site de direita 'O Antagonista', tornou pública uma reação contundente às movimentações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em favor de uma anistia para Jair Bolsonaro (PL).

Em postagem nas redes sociais neste sábado (6), Cerize critica abertamente a estratégia por trás da candidatura de Flávio à Presidência da República, escolhido por seu pai, Jair Bolsonaro. Para ele, o objetivo de Bolsonaro é usar a candidatura de Flávio para tentar reverter sua situação. “Ele [Jair Bolsonaro] só está usando a candidatura [de Flávio Bolsonaro à Presidência] para chantagem pela anistia. Agora eu é que sou contra a anistia. Que apodreça na cadeia”, afirmou. Jair Bolsonaro cumpre pena superior a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral para o presidente Lula (PT) em 2022.

A declaração de Cerize veio um dia após o senador confirmar que foi escolhido por Jair Bolsonaro como representante do bolsonarismo na corrida presidencial. Flávio já anunciou que inicia imediatamente tratativas políticas por um perdão ao ex-presidente. Em mensagem publicada na rede X (antigo Twitter), Flávio escreveu: “Tomada a decisão ontem, hoje começo as negociações! O primeiro gesto que eu peço a todas as lideranças políticas que se dizem anti-Lula é aprovar a anistia ainda este ano!”. Em seguida, insistiu: “Espero não estar sendo radical por querer anistia para inocentes. Temos só duas semanas, vamos unir a direita!”.

A movimentação política provocou tensões imediatas no mercado financeiro. A divulgação da pré-candidatura — associada à leitura de um enfraquecimento de articulações em torno de uma alternativa supostamente mais moderada, como a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — derrubou o Ibovespa em mais de 4%, impulsionou alta de cerca de 3% no dólar e elevou as taxas dos DIs em mais de 50 pontos-base, refletindo a preocupação de investidores com o novo cenário eleitoral.

Fonte: Brasil 247

PF apreende os arquivos da festa da cueca na 13ª Vara de Curitiba

A festa da cueca implica Moro em um caso de suposta extorsão enquanto atuava como juiz, segundo o delator Tony Garcia

Brasília (DF) - 04/05/2024 - O senador Sergio Moro (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A Polícia Federal apreendeu o vídeo da festa da cueca na 13ª Vara Federal de Curitiba, informou a jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, neste sábado (6). A festa da cueca foi o episódio em que autoridades participaram de uma festa extravagante e acabaram gravadas em uma armação.

De acordo com a reportagem, além do vídeo, os agentes federais apreenderam versões físicas de processos e documentos referentes a investigações.

A coleta ocorreu no âmbito da operação da PF, deflagrada na quarta-feira (3), tendo a vara da Lava Jato como alvo. A operação seguiu uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e as delações do empresário e ex-político Tony Garcia, que revelou originalmente ao 247 a denúncia implicando o ex-juiz suspeito e hoje senador, Sergio Moro, além de uma série de outras irregularidades.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Ratinho Júnior vira aposta do Centrão e do PSD como alternativa à "polarização de 2026

Lideranças veem “janela de oportunidade” com a entrada de Flávio Bolsonaro na disputa

Brasília-DF - 04.07.2023 - O governador do Paraná, Ratinho Jr. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026 abriu um novo rearranjo na centro-direita brasileira e reacendeu a avaliação de que existe um espaço político para uma alternativa fora do eixo de polarização que deve marcar a sucessão presidencial. A informação foi publicada pelo G1, no blog do jornalista Gerson Camarotti.

Segundo o portal, dirigentes do Centrão e do PSD avaliam que o cenário criado com a entrada do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fortalece a possibilidade de uma terceira via, especialmente pela sinalização de que a disputa tende a se organizar entre o presidente Lula, representando a esquerda, e Flávio Bolsonaro, identificado como candidato da extrema-direita e do legado bolsonarista.

Lideranças veem campo aberto para nome moderado

A percepção de líderes do Centrão é de que, diante da consolidação dessa polarização, existe espaço para uma candidatura que não seja nem Lula nem Bolsonaro — cenário apontado por diferentes pesquisas de opinião mencionadas pelo G1.

Sem a presença de Tarcísio de Freitas na disputa, apontam essas lideranças, haverá uma “busca natural” por um nome capaz de atrair o eleitorado que rejeita os dois nomes. É neste contexto que Ratinho Júnior, governador do Paraná, começa a ganhar destaque.

Uma liderança influente ouvida pelo blog sintetizou o momento do paranaense: Ratinho Júnior deve “jogar parado”. Segundo essa fonte, não é hora de entrar em disputas e polêmicas que possam contaminá-lo com a lógica da polarização.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Fifa anuncia horário e local da final da Copa do Mundo 2026

Decisão do título será no mesmo palco da estreia do Brasil

    MetLife Stadium, em Nova Jersey, EUA (Foto: Reuters/Mike Segar)

Por Juliano Justo, repórter da Agência Brasil - A Fifa anunciou neste sábado (6) o horário da final da Copa do Mundo 2026. O time que irá erguer a taça de campeão do mundo de 2026 será conhecido a partir das 16h (horário de Brasília) do dia 19 de julho no estádio MetLife em Nova Jersey, o mesmo palco da estreia do Brasil na competição no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília) contra o Marrocos.

O evento da tarde deste sábado em Washington (Estados Unidos) também confirmou que o jogo de abertura da Copa (México e África do Sul) ocorrerá no dia 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, às 16h (horário de Brasília).

Passando como líder da chave C na fase de grupos, o Brasil enfrentará o segundo colocado do grupo F (Holanda, Japão, Tunísia e o vencedor da repescagem entre Ucrânia, Suécia, Polônia e Albânia), no dia 29 de junho, no estádio NRG em Houston. Passando na segunda posição da chave, o Brasil, também em 29 de junho, enfrentará o líder do grupo F no estádio El Gigante de Acero, em Monterrey (México).

O caminho até a grande decisão da Copa do Mundo de 2026 ainda terá os jogos da segunda fase (previstos para o período de 28 de junho a 3 de julho de 2026). As oitavas de final acontecerão de 4 a 7 de julho de 2026; as quartas de final, de 9 a 11 de julho; as semifinais, 14 e 15 de julho, e a disputa do terceiro lugar, em 18 de julho, no Estádio Hard Rock (Miami).

Fonte: Brasil 247

Datafolha: reprovação a Lula cai 8 pontos entre novos isentos do IR


Pesquisa mostra efeito imediato da ampliação da faixa de isenção e dos descontos no imposto para rendas até R$ 7.350

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de sanção do projeto que isenta quem ganha R$ 5 mil por mês do pagamento do Imposto de Renda (IR), no Palácio do Planalto, em Brasília-DF - 26 de novembro de 2025 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A nova pesquisa Datafolha revela que a recente mudança no Imposto de Renda — proposta e sancionada pelo governo Lula (PT), que isentou trabalhadores com renda de até R$ 5 mil e concedeu descontos a quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 — já produz impacto eleitoral mensurável.

Segundo a Folha de São Paulo, a taxa de reprovação ao presidente entre os beneficiados diretos da medida caiu de 47% para 39%, uma redução de oito pontos percentuais, indicando que a política tributária começa a repercutir de forma positiva nesse segmento estratégico da população.

No conjunto da amostra, a avaliação geral do governo permanece praticamente estável: a aprovação oscilou de 33% em setembro para 32%, enquanto a desaprovação passou de 38% para 37%. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.

● Gênero

Entre homens, 32% consideram o governo ótimo ou bom, e 39% o avaliam como ruim ou péssimo; 28% classificam como regular. A piora desse grupo se concentrou em 2023, quando a rejeição chegou a 29%.

Entre mulheres, 33% aprovam a gestão e 34% a rejeitam. No levantamento anterior, a aprovação era de 34%, e a reprovação, de 35%. A margem de erro para os dois grupos é de três pontos.

● Religião

Entre católicos, a avaliação positiva permanece em 40%, mesma taxa registrada na rodada anterior. A reprovação também segue estável, agora em 31%.

No segmento evangélico, persiste o cenário mais desafiador para o governo: 49% de rejeição e 21% de aprovação, dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais.

● Renda

O impacto da nova política do Imposto de Renda é mais evidente no grupo que recebe de dois a cinco salários mínimos. A aprovação é de 29%, e a rejeição recuou oito pontos, de 47% para 39%, após a entrada em vigor da isenção e dos descontos ampliados.

Entre os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, 36% aprovam o governo, e 31% o reprovam. Esse grupo já havia atingido 46% de aprovação em outubro de 2024, caído para 29% em fevereiro de 2025 e voltado a crescer ao longo do ano.

Nos estratos superiores de renda, o governo encontra maiores dificuldades. Entre quem recebe de cinco a dez salários mínimos, 53% consideram a gestão ruim ou péssima, e 24% a avaliam positivamente. Acima de dez salários mínimos, 40% reprovam o governo, enquanto 27% aprovam — mesma taxa registrada na pesquisa anterior. As margens de erro variam de 4 a 11 pontos conforme o grupo.

● Critério étnico-racial

Entre pessoas brancas, a aprovação se mantém em 27%, com rejeição de 45%. Entre pardos, o apoio caiu de 37% para 33%, enquanto entre pessoas pretas houve crescimento da avaliação positiva, de 32% para 38%. As margens de erro oscilam entre três e cinco pontos.

● Região

A maior rejeição continua concentrada no Sul (45%). O Nordeste apresenta o menor índice de reprovação, com 24%. Centro-Oeste e Norte registram 40% de avaliação negativa, mesma taxa do Sudeste. As margens regionais variam de três a seis pontos percentuais.

Os dados indicam que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e os novos descontos para rendas até R$ 7.350 tendem a reforçar a percepção positiva do governo entre trabalhadores de renda média, um dos grupos mais sensíveis às mudanças na política tributária.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo