quarta-feira, 4 de junho de 2025

Luizianne denuncia “parceria perigosa” entre big techs e PL em evento com Bolsonaro

Deputada do PT pede apuração sobre seminário do PL que treinou militantes com IA, deepfakes e impulsionamento digital para eleições

           Deputada federal Luizianne Lins (PT), em Brasília (Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) protocolou nesta quarta-feira (4/6) uma representação junto à Procuradoria-Geral Eleitoral do Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal, cobrando esclarecimentos sobre a participação das empresas Meta, Google e CapCut no 2.º Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal (PL), realizado em 30 de maio em Fortaleza (CE).

O evento, que teve a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, parlamentares da sigla e representantes das três plataformas digitais, foi dedicado ao treinamento de quadros do PL em técnicas digitais avançadas para fins eleitorais.

Entre os temas abordados, estavam oficinas sobre impulsionamento via WhatsApp Business, uso de automação por inteligência artificial e produção de deepfakes de áudio para fins de mobilização política e ataques a adversários.

“Estamos diante de um caso grave de possível transferência de know-how técnico de empresas privadas para um único partido político, com indícios de favorecimento eleitoral e manipulação em larga escala”, afirmou Luizianne. A deputada considera que as ações desenvolvidas no seminário colocam em risco a igualdade de condições entre candidaturas e ferem os princípios que sustentam o processo democrático.

Na peça enviada às autoridades, Luizianne solicita a abertura imediata de investigação para apurar se houve doação ilegal de bens e serviços — prática proibida pela legislação eleitoral — e a adoção de medidas cautelares para impedir que eventos semelhantes ocorram até o pleito de 2026. A parlamentar também cobra a requisição de documentos e esclarecimentos das empresas envolvidas.

A denúncia se insere em um contexto de crescente preocupação com o uso de tecnologias digitais e de inteligência artificial no processo político-eleitoral. Luizianne integra a Comissão Especial sobre Inteligência Artificial da Câmara dos Deputados, instalada no último dia 20 de maio, que discute o Projeto de Lei 2338/23 para regular o uso da IA no país.

“As plataformas não podem ser instrumentos de manipulação nem atuar como atores privilegiados no jogo eleitoral. É preciso estabelecer limites claros”, declarou a deputada, reforçando seu compromisso com o uso ético e responsável da tecnologia no ambiente democrático.

A atuação de empresas como Meta e Google em atividades partidárias levanta questionamentos sobre o papel das big techs no processo eleitoral brasileiro. Segundo a petista, a presença dessas corporações em um evento voltado à capacitação exclusiva de filiados do PL ultrapassa os limites do aceitável e configura um possível desequilíbrio que deve ser contido pelas instituições de controle.

Fonte: Brasil 247

Apucarana inicia recuperação de nascentes com apoio do programa Itaipu Mais que Energia

Acompanhada de perto por técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Apucarana (Commap), a recuperação dos primeiros cinco vertedouros ocorreu na Chácara Fenato, na região do Contorno Norte


De valor imensurável e essencial para a sustentabilidade do planeta, a proteção dos recursos hídricos está no plano de ação ambiental da Prefeitura de Apucarana. Com recursos do programa Itaipu Mais que Energia, teve início nesta semana um trabalho de recuperação de 20 nascentes em propriedades rurais localizadas na bacia do Rio Pirapó.

Acompanhada de perto por técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Apucarana (Commap), a recuperação dos primeiros cinco vertedouros ocorreu na Chácara Fenato, na região do Contorno Norte. “Trata-se de uma ação importante dentro deste relevante programa da Itaipu Binacional, que aprovou o projeto enviado pela prefeitura e financia esta intervenção que beneficia comunidades rurais, garantindo acesso à água potável e contribuindo para a segurança hídrica”, observa o prefeito, pontuando que também há contrapartida municipal na ação. “Uma empresa ambiental especializada foi contratada para o serviço”, explica.

O diretor da Secretaria de Meio Ambiente, Sérgio Bobig, afirma que a técnica utilizada para a recuperação das nascentes é a chamada de solo-cimento. “A técnica envolve a vedação do manancial com pedra e uma mistura de solo e cimento, isolando-o de impurezas externas e permitindo a captação da água por tubulações”, explica Bobig. De acordo com ele, a empresa contratada segue com a recuperação das demais 15 nascentes. “Todas estão georreferenciadas nesta região do Contorno Norte, no distrito do Pirapó e na Comunidade Rural do Barreiro”, esclarece.

O trabalho na Chácara Fenato também foi acompanhado de perto pela proprietária Maria Teresa Fenato, que não escondeu a satisfação com o projeto. “Este programa da Itaipu e da prefeitura é uma bênção. Estas minas nunca secaram e, agora, com esse trabalho maravilhoso, certamente o volume vai aumentar ainda mais, beneficiando não só a nossa propriedade, mas também a de muitos vizinhos que se servem destas nascentes, que desembocam no Córrego Indaiá”, relata a proprietária, destacando que a paixão pelo meio ambiente é herança familiar. “A preservação das nascentes e da mata ciliar sempre foi uma preocupação para o meu pai, o pioneiro Paulo Fenato. Ele sempre respeitou os 50 metros legais, e há locais com até 70 metros de mata no entorno da nascente. Água é vida, e vou zelar por esses recursos aqui enquanto eu estiver viva”, afirmou.

O secretário de Meio Ambiente, Diego da Silva, relata que o investimento na recuperação das 20 nascentes é da ordem de R$ 17 mil, via programa Itaipu Mais que Energia. “A maior iniciativa de apoio a projetos sociais, ambientais e de infraestrutura da história da empresa”, explica Silva. Pelo convênio, a Itaipu Binacional repassa cerca de R$ 2 milhões à Prefeitura de Apucarana que, somados à contrapartida municipal prevista (R$ 361.308,00), totalizam investimentos da ordem de R$ 2.408.720,00, que serão aplicados em obras de pavimentação, recuperação de nascentes, instalação de biodigestores e geração de energia fotovoltaica (usina solar).

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Filho de Zambelli tem Instagram bloqueado por decisão de Moraes

Carla e o filho João Zambelli. Foto: reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio do Instagram de João Zambelli, filho de 17 anos da deputada Carla Zambelli (PL-SP), junto com as redes sociais da parlamentar. A decisão, que não apresentou justificativa específica sobre o adolescente, foi tomada no mesmo ato que decretou a prisão preventiva da deputada.

Moraes estabeleceu multa diária de R$ 100 mil para plataformas que não cumprirem a ordem em duas horas. João mantinha um perfil ativo no Instagram com críticas ao governo Lula e a políticos de esquerda, conteúdo que também era compartilhado pela mãe. O jovem chegou a publicar, em maio, sobre uma possível candidatura a vereador em 2028.

A medida do STF incluiu o perfil do adolescente entre as contas a serem bloqueadas, junto com as plataformas da deputada no Gettr, Meta, LinkedIn, TikTok, X, Telegram e YouTube.

Carla Zambelli reagiu com indignação à decisão que atingiu seu filho. “Uma medida dessa gravidade jamais poderia ser tomada de forma monocrática. Com isso, não atacou apenas a deputada, atacou uma mãe”, declarou. A parlamentar foi condenada a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Fonte:  DCM

Deputado italiano pede extradição de Zambelli: “Não pode usar cidadania para escapar”

O deputado italiano Angelo Bonelli e Carla Zambelli (PL-SP). Foto: Reprodução

O deputado italiano Angelo Bonelli, membro da coalizão Aliança Verde e Esquerda (AVS), pediu oficialmente a extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) do país. Ele enviou nesta quarta-feira (4) um ofício a três ministros do governo, Antonio Tajani (dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional), Carlo Nordio (Justiça) e Matteo Piantedosi (Interior).

No texto, o parlamentar pede que autoridades considerem alterar uma lei e permitir “revogar a cidadania daqueles que tenham sido condenados por crime de golpe ou tentativa de golpe, por crimes contra a humanidade, por incitação à subversão violenta da ordem econômica ou social estabelecida no Estado ou à repressão violenta da ordem política e jurídica do Estado”.

A deputada anunciou sua fuga do Brasil na terça (3) e disse que pretende ficar no interior da Itália. Zambelli alegou que possui cidadania no país e, por isso, não poderia ser extraditada. Ela chegou a desafiar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a acionar a Interpol.

Em vídeo publicado nas redes, Bonelli afirmou que a declaração da bolsonarista é “uma vergonha” e lembrou que ela foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo no mês passado, apontando que a fuga serve para evitar a punição.

“Não se pode usar a cidadania italiana para escapar de uma condenação. A Itália corre o risco de se tornar um paraíso para gente condenada. Aguardamos uma resposta clara do governo italiano”, disse o deputado europeu.

O italiano pediu ao governo “medidas urgentes” contra a deputada e ainda lembrou que ela é julgada por outros crimes na Corte: porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso pode condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão.

Bonelli já havia questionado, em março deste ano, se a primeira-ministra Giorgia Meloni havia concedido cidadania ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado. Na ocasião, ele disse que seria uma “gravidade inaudita conceder a cidadania à família Bolsonaro, considerando as acusações na Justiça brasileira contra o ex-presidente”

Fonte: DCM

Moraes dá 24h para bancos bloquearem contas de Zambelli

Carla Zambelli, deputada bolsonarista que fugiu do Brasil. Foto: Lula Marques/EBC

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (4) o bloqueio imediato de todas as contas bancárias e bens da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), incluindo salários, verbas parlamentares e ativos financeiros.

A medida foi tomada no mesmo dia em que o ministro decretou a prisão preventiva da bolsonarista, que deixou o Brasil na terça-feira (3) após ser condenada a 10 anos e 6 meses de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A decisão de Moraes ordena que instituições financeiras congelem, em até 24 horas, todas as contas em nome de Zambelli, incluindo transferências via Pix e o uso de cartões de crédito e débito.

Além disso, o ministro determinou o bloqueio de bens físicos, como imóveis, veículos, embarcações e aeronaves, bem como ativos financeiros — ações, criptomoedas, títulos públicos e privados, e demais aplicações.

A Câmara dos Deputados também foi instruída a suspender imediatamente qualquer repasse de verba ao gabinete da parlamentar.

Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: reprodução

Em entrevista à CNN, Zambelli afirmou estar nos Estados Unidos e que pretende se estabelecer na Itália, onde possui cidadania. “Seria intocável em território italiano”, declarou, sugerindo que não teme ser extraditada. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o STF avaliam que sua saída do país configura tentativa de escapar da Justiça brasileira.

Moraes foi incisivo em sua decisão, classificando as ações da deputada como “atabalhoadas e confusas” e afirmando que ela “pretende insistir nas condutas criminosas”. O ministro também determinou:

• – Bloqueio de passaportes;
• – Suspensão de salários e verbas parlamentares;
• –Multa diária de R$ 50 mil por postagens que “reiterem condutas criminosas”;
• – Inclusão do nome de Zambelli na lista de procurados da Interpol.

Zambelli foi condenada em maio por invasão ao CNJ em conjunto com o hacker Walter Delgatti Neto, incluindo a inserção de documentos falsos no sistema. A pena inclui multa de R$ 2 milhões por danos morais coletivos, perda de mandato e inelegibilidade.

Além desse caso, a deputada responde a outro processo no STF por perseguir o jornalista Luan Araújo com arma em punho em outubro de 2022. Quatro ministros já votaram pela condenação (5 anos e 3 meses de prisão), mas o julgamento foi suspenso.

Com a decisão, a Polícia Federal deve solicitar à Interpol a inclusão de Zambelli na “lista vermelha” de procurados internacionalmente. A Itália, no entanto, não é obrigada a extraditá-la devido ao tratado bilateral que protege cidadãos italianos.

Fonte: DCM

Professor explica como pesquisa Quaest mostra a recuperação de Lula

O presidente Lula durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, nesta terça (3). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (4), que mostra que o presidente Lula tem 57% de rejeição e manteve 40% de aprovação, “não é fim da linha” para o governo, segundo Dawisson Belém Lopes, professor de Política Internacional e Comparada na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Hoje é dia de o discurso antigovernista sair da toca e tentar criar clima de ‘fait accompli’ [fato consumado]. Bobagem. O jogo ainda está no começo. Parelho, disputado, mas com todas as possibilidades em aberto. Regra de bolso: 40% de aprovação ao governo não é fim da linha”, afirmou o especialista em post no X.

No levantamento anterior, divulgado em abril, o presidente tinha uma taxa de 56% de rejeição e 41% de aprovação, ou seja, os índices oscilaram um ponto no período.

O professor apontou que o índice de percepção de piora na economia, que caiu de 56% para 48%, pode ser visto como um “copo um pouquinho cheio”. “Sugere que, debaixo da espuma do [escândalo do] INSS, pode haver uma recuperação mais robusta”, prosseguiu.

A pesquisa também mostra que houve um aumento na percepção positiva na área: 18% dizem que a economia melhorou (eram 16% em abril) e outros 30% acham que a situação segue igual (eram 26% no último levantamento).

Lopes afirma que existem “regularidade importantes” entre as pesquisas Quaest, Atlas e Datafolha divulgadas nos últimos meses, desde março, que “revelam tendências de opinião pública”. “As diferenças nos valores têm a ver com metodologia; mais importante é perceber que ambas mostram certa consistência interna”, avalia.

Para o professor, os números mostram que “o governo esboçou reação, mas foi freado” pelo escândalo do INSS. Sobre as eleições de 2026, Lopes aponta que o governo tem um ano para “despejar bondades” e que as medidas do governo “já começaram a surtir efeito”.

Fonte: DCM

Militar condenado é o primeiro expulso por envolvimento no 8/1

Marco Antônio Braga Caldas, suboficial da reserva condenado a 14 anos de prisão pelo ataque golpista de 8 de janeiro de 2023. Foto: Reprodução


O suboficial da reserva Marco Antônio Braga Caldas (51), condenado pelo ataque golpista de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, foi expulso da Marinha. A decisão foi tomada por um Conselho de Disciplina após a sentença do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o militar vá para a prisão por 14 anos.

“Informamos que foi proferida a decisão no referido Conselho de Disciplina, no sentido da exclusão a bem da disciplina do militar da situação de inatividade”, disse a Marinha em nota enviada à Folha de S.Paulo. Caldas é o primeiro militar das Forças Armadas expulso por conta do episódio.

O colegiado julga militares suspeitos de terem cometido infrações disciplinares ou condenado a penas de mais de 2 anos pela Justiça Comum. Ao contrário do Supremo, o grupo avalia somente normas de conduta da carreira militar.

O processo contra o suboficial durou 50 dias e deve ser o primeiro de uma longa lista. Além de diversos oficiais e praças que respondem a processos na Corte pela invasão da Praça dos Três Poderes, outros 24 militares são réus por participação na trama golpista.

Bolsonaristas durante o ataque de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Caldas era mergulhador da Marinha e deixou a ativa em 2021, após 30 anos de serviço. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o militar vive em Balneário Piçarras (SC) e viajou para Brasília em janeiro de 2023 em uma excursão gratuita.

Ele foi preso dentro do Palácio do Planalto e a Polícia Federal encontrou vídeos e fotos de sua participação no térreo e no segundo andar da sede do Executivo. Em um dos registros, ele afirmou: “Dizer definitivamente não ao comunismo. Não à chapa Lula e Alckmin. A nulidade dessa chapa, a intervenção federal”.

Em audiência no Supremo, Caldas negou ter participado da depredação dos prédios, alegou que defendeu um policial que estava sendo linchado por manifestantes e procurou refúgio no Planalto. O militar ficou preso entre janeiro e agosto de 2023, mas voltou a ser detido em julho passado e está há 11 meses detido na Escola de Aprendizes de Marinheiros, em Florianópolis (SC).

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Lula é recebido com festa ao chegar em Paris e veste lenço palestino símbolo de resistência (vídeo)

No local, o presidente recebeu e vestiu um Keffiyeh, lenço considerado um símbolo da luta do povo palestino

                        Lula é recebido com festa em Paris (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou nesta quarta-feira (4) em Paris para uma visita de Estado à França que inclui compromissos diplomáticos de alto nível, homenagens simbólicas e eventos voltados à cultura e à economia. Lula chegou ao aeroporto de Orly por volta das 13h30 no horário local (8h30 no Brasil) e seguiu para o hotel Intercontinental Le Grand, próximo à Ópera de Paris. No local, apoiadores receberam o presidente com música, afeto e palavras de ordem (vídeo abaixo).

No local, o presidente recebeu e vestiu um Keffiyeh, lenço considerado um símbolo da luta do povo palestino.

Sem compromissos oficiais nesta quarta-feira, o presidente reservou o dia para descanso. Já a primeira-dama, Janja Lula da Silva, tem programado um encontro com Brigitte Macron, esposa do presidente francês, ao lado de um grupo de estilistas brasileiras em um restaurante na capital francesa.

A agenda oficial se inicia nesta quinta-feira (5), quando Lula será recebido por Emmanuel Macron com honras no pátio dos Inválidos, monumento histórico onde repousa o corpo de Napoleão Bonaparte. A cerimônia é reservada a chefes de Estado em visitas formais à França. Em seguida, os dois presidentes terão uma reunião bilateral no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, com posterior declaração à imprensa e um almoço oficial.
Fonte: Brasil 247

"O intuito criminoso de Carla Zambelli permanece ativo e reiterado", diz Alexandre de Moraes

Ministro do STF decreta prisão preventiva da deputada e bloqueio de bens e redes sociais após fuga ao exterior

      Alexandre de Moraes (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após a parlamentar anunciar que havia fugido do Brasil e dado declarações públicas atacando o sistema eleitoral e o Judiciário. A decisão também determinou o bloqueio de bens, contas bancárias, redes sociais e passaportes da condenada. A informação consta em despacho publicado no âmbito da Ação Penal 2428, e a íntegra foi tornada pública pelo STF.

Zambelli foi condenada, por unanimidade da Primeira Turma do Supremo, a 10 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de 200 dias-multa e uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais e materiais coletivos. Ela foi considerada culpada por 13 invasões aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inserção de 16 documentos falsos, incluindo mandados de prisão forjados.

Segundo o despacho, Moraes considerou que a parlamentar se evadiu do “distrito da culpa” ao deixar o país após a condenação e utilizar a imprensa para divulgar seu paradeiro e intenção de continuar atacando o Estado Democrático de Direito. “Carla Zambelli Salgado de Oliveira anunciou que, após a condenação por esta SUPREMA CORTE, se evadiu do distrito da culpa, fugindo do território nacional”, escreveu o ministro.

Para Moraes, a parlamentar bolsonarista não apenas ignorou a decisão do Supremo, como reiterou sua disposição em continuar disseminando ataques ao sistema eleitoral brasileiro. “O intuito criminoso de Carla Zambelli permanece ativo e reiterado, insistindo a condenada — mesmo que de modo atabalhoado e confuso — na divulgação de notícias fraudulentas, no ataque à lisura das eleições e nas agressões ao Poder Judiciário”, afirmou. Moraes ainda destacou que Zambelli, ao longo de sua trajetória como deputada, “dedicou-se a ações criminosas destinadas a desacreditar o Poder Judiciário e suas autoridades".

O relator da ação penal ainda destacou que a fuga da deputada representa “inequívoca” tentativa de se furtar à aplicação da pena.

Zambelli, em entrevista à Rádio AuriVerde, declarou que deixaria o país para atuar politicamente na Europa e voltou a atacar as urnas eletrônicas. “As urnas não são confiáveis”, afirmou. Ela também disse que seguiria os passos do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), investigado por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, coação no curso do processo, entre outros crimes.

Além da prisão, Alexandre de Moraes determinou:

  • Inclusão do nome de Zambelli na lista de difusão vermelha da Interpol;
  • Bloqueio imediato de todos os passaportes, incluindo o diplomático;
  • Bloqueio de salários, verbas de gabinete e contas bancárias;
  • Bloqueio de perfis em plataformas como Facebook, Instagram, TikTok, Telegram, YouTube, X (antigo Twitter), Gettr e LinkedIn;
  • Multa diária de R$ 50 mil caso poste, direta ou indiretamente, conteúdos que reiterem as práticas criminosas.

Com a renúncia de seus advogados e a ausência de nova representação legal, Moraes nomeou a Defensoria Pública da União para atuar na defesa de Carla Zambelli. A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados também será notificada para dar seguimento à perda do mandato parlamentar, já determinada pela Corte.

“A condenação se refere às condutas criminosas da ré no sentido de atingir instituições basilares do Estado Democrático de Direito”, escreveu o ministro, reafirmando que a prisão é uma medida cautelar legítima “para assegurar a aplicação da lei penal”.

Fonte: Brasil 247

Zambelli repete 'modus operandi' de Eduardo Bolsonaro, diz Moraes ao determinar prisão

Ministro do STF cita fala da deputada sobre urnas eletrônicas e ataque ao sistema do CNJ como elementos que justificam prisão preventiva

Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli (Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados | Billy Boss/Câmara dos Deputados)

Na decisão que determinou a prisão da deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP), nesta quarta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a parlamentar afastada adota a mesma estratégia de atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro (PL). Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e deixou o país após a sentença. Ela afirmou que voltaria a questionar a lisura das eleições de 2022, sem apresentar qualquer prova.

“A ré condenada afirmou, ainda, que adotará o mesmo modus operandi utilizado pelo deputado federal Eduardo Nantes Bolsonaro, investigado nesta Suprema Corte pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, escreveu Moraes em sua decisão, de acordo com o Metrópoles.

O ministro destacou declarações públicas de Zambelli, como uma entrevista em que atacou a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro: “Sinceramente eu acredito que eleição – agora eu posso falar com mais tranquilidade – a gente sabe muito bem porque eu perdi, porque Bolsonaro perdeu, porque não foi eu que ajudei ele a perder. Não foi eu que incentivei. Não dá para a gente acreditar em pesquisas no nosso país, porque elas são manipuladas. E não dá para a gente acreditar em urnas eletrônicas. As urnas não são confiáveis”.

Zambelli afirmou que permanecerá na Europa para, segundo ela, “denunciar a ditadura” no Brasil, repetindo a linha adotada por Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro. O deputado tem articulado com o governo do presidente Donald Trump medidas de retaliação contra ministros do STF, no contexto das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.

“O caminho nos Estados Unidos já está asfaltado [pelo Eduardo Bolsonaro e pelo Paulo Figueiredo]. É justamente por isso que estou escolhendo a Europa. Lá a gente precisa de alguém que fale espanhol para conversar na Espanha, português para falar em Portugal, inglês para conversar com a Inglaterra. Eu tenho um italiano ainda não tão bom, mas vou desenvolver meu italiano. Quero estar nos principais lugares, falar com o povo francês. Em cada lugar temos pessoas que podem lutar por nós”, declarou a deputada, em trecho também citado por Moraes.

Eleita em 2018 e reeleita em 2022, Zambelli foi condenada pelo STF por envolvimento direto na ação que inseriu documentos falsos no sistema do CNJ. A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que ela teria orientado o hacker Walter Delgatti Neto, que incluiu, entre outros arquivos, um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

A decisão de Moraes pela prisão se dá no momento em que ainda cabe recurso à condenação, o que permitiu à parlamentar manter o passaporte e deixar o país.

Além do caso envolvendo o CNJ, Zambelli também responde por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada, nas ruas de São Paulo, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial de 2022. Na ocasião, ela alegou ter sido provocada.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Entenda o que é a lista de difusão vermelha da Interpol e como ela pode acelerar a prisão de Carla Zambelli

Deputada condenada a 10 anos de prisão pelo STF pode ter dados compartilhados com polícias de quase 200 países caso Interpol aceite o pedido de inclusão

Carla Zambelli (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pode entrar na lista de Difusão Vermelha da Interpol. O ministro Alexandre de Moraes solicitou oficialmente a inclusão do nome da parlamentar no sistema, após ela anunciar que deixou o país e ter sua prisão preventiva decretada. As informações são do g1.

A Difusão Vermelha é um mecanismo da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), com sede em Lyon, na França, que permite a cooperação entre forças de segurança de 196 países. Quando um nome é incluído, os dados pessoais, a fotografia, os crimes imputados e o mandado de prisão nacional passam a ser compartilhados internacionalmente. Com isso, qualquer polícia de país membro pode localizar e prender o indivíduo, facilitando sua extradição.

Apesar do pedido feito pelo Brasil, a inclusão não é automática. A Secretaria-Geral da Interpol analisa se o caso atende aos critérios internacionais, como a ausência de motivações políticas, raciais, religiosas ou de origem — uma etapa obrigatória para garantir a neutralidade da organização. Só após essa análise é que o nome pode ser oficialmente divulgado no sistema global.

Zambelli foi condenada por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, com a prisão preventiva decretada, passou a ser considerada foragida. Caso a Difusão Vermelha seja emitida, sua localização e eventual prisão em território estrangeiro podem ser viabilizadas com muito mais rapidez. Criada em 1947, a Difusão Vermelha foi o primeiro banco de dados da Interpol.

Desde os anos 1980, os registros passaram a ser digitalizados. Hoje, além da Difusão Vermelha, a Interpol opera com outros alertas de cores distintas e 19 bancos de dados, que incluem desde impressões digitais e DNA até documentos falsificados e tráfico de obras de arte.

Um exemplo recente da eficácia do sistema foi a prisão de Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, ligado ao PCC, após cinco anos foragido. Ele foi localizado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, graças ao banco de dados biométricos da Interpol.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Moraes manda bloquear redes sociais de Carla Zambelli, filho e mãe após fuga da deputada

STF determina a suspensão das contas em até duas horas e impõe multa diária de R$ 100 mil às plataformas que descumprirem a ordem

Carla Zambelli e Alexandre de Moraes (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados | Carlos Moura/SCO/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de determinar nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que fugiu do país dias após ser condenada a prisão, decidiu pelo bloqueio imediato das contas da parlamentar em diversas redes sociais, assim como os perfis do filho da congressista, João Zambelli, e da mãe dela, Rita Zambelli.

Segundo a Veja, Moraes estipulou o prazo de duas horas para que as empresas responsáveis pelas plataformas Gettr, Meta (controladora de Facebook e Instagram), LinkedIn, TikTok, X (antigo Twitter), Telegram e YouTube cumpram a suspensão das contas. O descumprimento implicará multa diária de R$ 100 mil por cada conta mantida ativa após o prazo estabelecido.

Além do bloqueio, as plataformas deverão repassar ao STF os dados cadastrais dos três membros da família Zambelli, bem como preservar integralmente o conteúdo publicado em seus perfis. A medida é parte do cumprimento da decisão que decretou a prisão preventiva de Carla Zambelli e solicitou sua inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol — o que permite sua busca e captura internacional.

Fonte: Brasil 247 com informações da revista Veja

Em fuga, Carla Zambelli está nos EUA, segundo assessoria

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão preventiva da parlamentar nesta quarta-feira (4)

Carla Zambelli (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, está na Flórida, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela assessoria da parlamentar à TV Globo nesta quarta-feira (4), segundo o g1. O destino final de Zambelli ainda não foi esclarecido.

De acordo com a reportagem, Zambelli deixou o Brasil no último dia 25 pela fronteira terrestre com a Argentina, utilizando uma rota em que não há controle migratório obrigatório devido ao acordo do Mercosul. Em seguida, embarcou no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, com destino à Flórida — onde o único voo direto a partir da capital argentina chega à cidade de Miami. Não há confirmação oficial se ela continua na mesma cidade.

Na terça-feira (3), Zambelli havia afirmado que seguiria para “a Europa” e mencionou ter cidadania italiana. Apesar disso, a assessoria da deputada confirmou que ela se encontra atualmente em território norte-americano.

Nesta quarta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva de Zambelli. Condenada a dez anos de prisão, ela também teve bens bloqueados e seu nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, por solicitação da PGR.

Zambelli foi condenada no início de maio pela Primeira Turma do STF, por unanimidade, a uma pena de 10 anos de reclusão pelos crimes de invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. Ela foi considerada responsável pela articulação com o hacker Walter Delgatti para fraudar o sistema eletrônico do CNJ.

Durante o andamento das investigações, em 2023, a deputada chegou a ter o passaporte apreendido, mas o documento foi posteriormente devolvido e, até então, ela não estava impedida de sair do país.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Gleisi: “Zambelli junta-se a Eduardo Bolsonaro na conspiração dos fugitivos contra o Brasil”

A ministra afirma que os deputados bolsonaristas articulam uma intervenção externa na Justiça brasileira

              Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira/SRI)

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou nesta quarta-feira (4) a fuga da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) do Brasil após ser condenada a 10 anos e 8 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Gleisi, Zambelli se junta ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está morando nos Estados Unidos, como fugitivo da Justiça brasileira.

“Carla Zambelli junta-se a Eduardo Bolsonaro na conspiração dos fugitivos contra a Justiça e a soberania do Brasil. Ela, condenada por seus crimes, e ele, alvo de investigação policial, mentem e difamam nosso país. Ditadura estaríamos vivendo se vingasse a tentativa de golpe contra a eleição de Lula para manter Jair Bolsonaro no poder”, disse.

Gleisi afirma que Eduardo e Zambelli são “conspiradores fugitivos”, que tentam articular uma intervenção externa na Justiça. “Ditadura foi o regime dos torturadores que Bolsonaro idolatra e que tanto horror causaram no país. Na realidade, os conspiradores fugitivos querem uma intervenção externa no Judiciário e no processo político brasileiro, o que o presidente Lula já declarou inadmissível. Este país é soberano, é uma democracia, tem leis e Constituição em vigor que todos devem respeitar”, completou.

Carla Zambelli anunciou na última terça-feira (3) que estava fora do Brasil, vinte dias após ser condenada pelo STF a 10 anos e 8 meses de prisão por uma invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela deixou o país pela fronteira com a Argentina e seguiu para Buenos Aires, de onde pegou um voo até a Europa. Após o anúncio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão preventiva de Zambelli e sua inclusão na lista de procurados da Interpol.
Fonte: Brasil 247

Alexandre de Moraes determina prisão preventiva de Carla Zambelli

"É inequívoca a natureza da alegada viagem, com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal", afirma o ministro do STF

      (Foto: ABR | Reuters)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que anunciou ter fugido do Brasil após ser condenada a dez anos de prisão pela Corte. A decisão foi tomada a partir de solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR), diante da fuga da parlamentar para a Europa, informa o jornal O Globo.

Na decisão, Moraes afirmou que "é inequívoca a natureza da alegada viagem à Europa, com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, em razão da proximidade do julgamento dos embargos de declaração opostos contra o acórdão condenatório proferido nestes autos e a iminente decretação da perda do mandato parlamentar".

Carla Zambelli confirmou que se encontra fora do Brasil e declarou à Rádio Auriverde que sua saída foi motivada por questões de saúde. A parlamentar, no entanto, também alegou estar sendo vítima de "perseguição judicial". Sua condenação está relacionada à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ação que motivou a pena e pode levar à cassação de seu mandato na Câmara dos Deputados.

O pedido de prisão feito pela PGR, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, sustenta que a medida tem caráter cautelar e não equivale à execução antecipada da pena, sendo necessária para garantir a efetividade da decisão judicial. Gonet também solicitou a inclusão de Zambelli na lista de difusão vermelha da Interpol, a suspensão de seu passaporte e a notificação a países estrangeiros sobre sua condição legal.

Segundo apurações iniciais de investigadores do caso, Zambelli teria deixado o território brasileiro por via terrestre, passando por Foz do Iguaçu (PR), atravessando a fronteira com a Argentina até a cidade de Puerto Iguazú. De lá, teria seguido para o aeroporto de Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires, e embarcado com destino aos Estados Unidos.

O advogado Daniel Bialski, que até então representava a deputada, confirmou ter sido informado da viagem. Ele afirmou que a parlamentar deixou o país “para dar continuidade a um tratamento de saúde” e que, "por motivo de foro íntimo", se afastou da defesa.

Embora tenha tido o passaporte apreendido em 2023, Zambelli conseguiu reaver o documento por decisão do próprio STF antes de sua partida. A parlamentar saiu do país antes da análise final dos recursos contra sua condenação, cuja manutenção pode acarretar não apenas sua prisão, mas também a perda do mandato parlamentar. Com a decisão de Moraes, caberá agora à Câmara dos Deputados decidir se autoriza ou não a prisão da deputada, como determina a Constituição em casos de prisão de parlamentares.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Defesa de Braga Netto pede ao STF adiamento de interrogatórios sobre trama golpista

Advogados alegam que não tiveram tempo para analisar documentos e cobram depoimentos de testemunhas de outros núcleos antes da oitiva dos réus

                       General Braga Netto (Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)

Os advogados do general e ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o adiamento dos interrogatórios dos réus no processo que apura a tentativa de golpe de Estado. As informações são do jornal O Globo.

A etapa está prevista para começar na próxima semana, mas a defesa argumenta que o procedimento não deve ocorrer antes dos depoimentos das testemunhas dos demais núcleos investigados, além de requerer o acesso integral a todas as provas reunidas até o momento.

Braga Netto é réu junto a Jair Bolsonaro (PL) e outras seis pessoas do chamado “Núcleo 1” no âmbito do processo criminal que examina os desdobramentos da trama golpista. Na última segunda-feira (2), foram encerradas as audiências com as testemunhas indicadas pelas partes — acusação e defesa —, e Moraes determinou o início da fase de interrogatórios.

Apesar disso, a defesa do ex-ministro insiste que os réus só devem ser ouvidos após as oitivas das testemunhas ligadas a outros núcleos da organização investigada. O STF já aceitou denúncias contra três núcleos adicionais, envolvendo ao todo 25 investigados. No entanto, as ações penais ainda não foram formalmente abertas e não há data definida para a escuta das testemunhas desses casos.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Boulos inicia caravana por 15 estados para mobilizar esquerda de olho em 2026

"Temos de agir desde já para enfrentar a ofensiva da extrema-direita", disse o deputado

Guilherme Boulos (Foto: Kayo Magalhaes / Câmara)

O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) inicia nesta quinta-feira (5) uma espécie de caravana que passará por 15 estados, com o objetivo de mobilizar os movimentos de esquerda para as eleições de 2026, informa a Folha de S.Paulo. A iniciativa foi batizada como “Organizar o Contra-Ataque” e pretende traçar estratégias para responder à direita na mobilização de rua e nas redes sociais.

O primeiro evento ocorre em São José do Rio Preto (SP), onde haverá um encontro com estudantes, militantes e ativistas culturais. "Temos de agir desde já para enfrentar a ofensiva da extrema-direita, sair da defensiva e contra-atacar", diz o deputado. A avaliação é de que os bolsonaristas seguem na dianteira na área da comunicação, o que prejudica a imagem do governo Lula (PT).

Ainda em junho, Boulos percorre outras cidades do interior paulista, como São Carlos, Campinas, Araraquara e Taboão da Serra. Posteriormente, segue para outros estados. O deputado é cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, mas ainda existe indefinição sobre a nomeação. Mesmo assim, a ideia é manter a caravana independentemente de assumir a pasta ou não.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo