quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Datafolha: diferença entre Nunes e Boulos cai no 2º turno; veja números


Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), candidatos à Prefeitura de São Paulo no segundo turno. Fotos: Edson Lopes Jr./PRefeitura de São Paulo e Zeca Ribeiro/Agência Câmara

A diferença entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) na intenção de votos para o segundo turno na eleição pela Prefeitura de São Paulo diminuiu. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (17), o prefeito tem 51% contra 33% do deputado federal.

A vantagem, que era de 22% no levantamento anterior, divulgado no último dia 10, agora é de 18 pontos. Na semana passada, Nunes tinha 55% contra 33% de Boulos.

O prefeito teve uma queda de quatro pontos, enquanto Boulos manteve a porcentagem. O número de eleitores que declarou voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos saltou de 10% para 14% no período.

Veja os números:

● Ricardo Nunes (MDB): 51% (eram 55%);
● Guilherme Boulos (PSOL): 33% (eram 33%);
● Em branco/nulo/nenhum: 14% (eram 10%);
● Não sabe: 2% (eram 2%).

A pesquisa foi feita entre os dias 15 e 17 de outubro e entrevistou presencialmente 1.204 eleitores de mais de 16 anos na capital paulista. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Esse é o primeiro levantamento promovido pelo instituto desde o apagão que atingiu São Paulo após os temporais da última sexta. A crise virou um tema central na campanha de Boulos e Nunes, que estão discutindo o assunto nos debates e na propaganda eleitoral.

Apagão em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Pesquisa espontânea:

Boulos oscilou um ponto para baixo na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores. Nunes manteve 41% das menções, o número de indecisos segue em 12% e o de branco/nulo em 10%. A menção a “outros” oscilou um ponto para cima, passando de 3% para 4%.

● Ricardo Nunes (MDB): 41% (eram 41%);
● Guilherme Boulos (PSOL): 30% (eram 29%);
● Indecisos: 12%
● Branco/Nulo: 10% (eram 10%)
● Outros: 3% (eram 4%)
● Atual prefeito: 2%.

Rejeição:

A rejeição ao atual prefeito da capital paulista oscilou dois pontos para cima após o apagão em São Paulo, enquanto número dos eleitores que dizem não votar em Boulos de jeito nenhum diminuiu.

● Ricardo Nunes (MDB): 35% (eram 37%);
● Guilherme Boulos (PSOL): 58% (eram 56%).

Eleitores de Marçal

Nunes, que rejeitou o apoio do ex-coach e ex-candidato Pablo Marçal (PRTB), perdeu votos em parte de seu eleitorado. Na semana passada, 84% dos que votaram no influenciador no primeiro turno disseram que votariam no emedebista, mas o número caiu para 77% no levantamento atual.

Boulos, por sua vez, ganhou força de parte do eleitorado do ex-coach, passando de 4% para 8% no período.

● Ricardo Nunes (MDB): 77% (eram 84%);
● Guilherme Boulos (PSOL): 8% (eram 4%).

Eleitores de Lula e Bolsonaro

Nunes, que é apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, tem 83% entre os que votaram nele em 2022 e 26% dos eleitores de Lula, que apoia oficialmente Boulos na disputa. O psolista tem voto declarado de 65% dos que escolheram o petista na ocasião e apenas 5% do eleitorado do ex-mandatário.

A maior oscilação nesse cenário ocorreu entre os eleitores do petista: Nunes tinha 31% nessa parcela e passou a 26%.

Fonte: DCM

Cooperativas da Reforma Agrária lançam plataforma para incentivar investimentos na agricultura familiar

Investidores podem contribuir com valores a partir de R$100 por meio de uma plataforma que visa fomentar a produção de alimentos saudáveis

(Foto: Reprodução/MST )

O Finapop (Financiamento Popular para Produção de Alimentos Saudáveis) deu início à sua primeira oferta de investimentos para pessoas físicas, permitindo aportes a partir de R$100. A plataforma oferece a oportunidade de apoiar novos negócios e participar de um movimento com propósito, com uma taxa de remuneração pré-fixada de 11% ao ano, acima da rentabilidade da poupança.

O grande diferencial do Finapop é o investimento com propósito, que viabiliza financiamentos voltados à transição agroecológica. Os recursos dos investidores serão direcionados para projetos de agricultura familiar, responsáveis pela produção de alimentos diversificados e saudáveis. Em um contexto de emergência climática, essa iniciativa surge como uma resposta à crise, gerando impactos positivos nos âmbitos ambiental, social e econômico. Clique aqui para acessar a plataforma.

"Ao oferecer financiamentos justos e sustentáveis, a plataforma estabelece novas relações no mercado financeiro, baseadas na preocupação com as pessoas e com o meio ambiente. Assim, consolida-se como um instrumento crucial para a transformação da agricultura e da economia brasileira", afirma Luis Costa, diretor executivo do Finapop.

Fundado em 2020, o Finapop vem se consolidando como uma ferramenta de transformação econômica e social no Brasil. Em quatro anos, a iniciativa viabilizou 109 financiamentos, somando R$70,2 milhões, distribuídos entre 61 cooperativas e associações vinculadas à reforma agrária. Esses projetos beneficiaram diretamente 25 mil famílias em todas as regiões do país.

O objetivo do Finapop é facilitar o acesso ao crédito para organizações de famílias assentadas, que muitas vezes enfrentam barreiras nos sistemas financeiros tradicionais. Desde sua criação, o programa tem atendido às necessidades das cooperativas e associações, oferecendo, além do financiamento, suporte técnico e acesso a um ecossistema de soluções para os desafios da produção agrícola e da comercialização.

Luis Costa ressalta que o Finapop busca aproximar o campo da cidade, conectando a agricultura familiar ao desejo de investidores em apoiar iniciativas comprometidas com a transição agroecológica, a soberania alimentar e o respeito ao meio ambiente. "Trata-se de uma ferramenta essencial para quem cultiva alimentos saudáveis e ambientalmente conscientes, fundamentais para a vida e a sustentabilidade do planeta", destaca.

A plataforma oferece três modalidades de financiamento: CAPEX, focada na melhoria das agroindústrias por meio de construção, reforma, expansão de instalações e aquisição de maquinário, o que amplia a produção e a autonomia das cooperativas; Capital de Giro, fundamental para a aquisição de insumos, garantindo liquidez e uma remuneração justa aos produtores, fortalecendo a base cooperada; e Capital Semente, voltado para o desenvolvimento de novas iniciativas, promovendo a inclusão e o crescimento das cooperativas e associações.

(*Com informações do MST)

Lupi critica PDT cearense e defende voto em Evandro, contrariando Ciro

"Nosso partido jamais pode estar ao lado dos filhotes da ditadura", disse o presidente licenciado do PDT

Carlos Lupi (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, defendeu o voto no candidato Evandro Leitão (PT), que disputará o segundo turno em Fortaleza (CE) contra André Fernandes (PL). O pedetista adotou uma posição diferente de Ciro Gomes (PDT), que tem optado pela neutralidade.

"O PDT é o partido dos excluídos, oprimidos e mais necessitados. Surgimos e nos mantemos nos princípios daqueles que se opuseram à ditadura militar e seus desdobramentos. Apoiar candidatos dessa direita raivosa é ferir nossos princípios democráticos", escreveu Lupi na rede social X.

Enquanto Lupi demonstrou apoio ao PT, Ciro Gomes adotou uma postura diferente. De acordo com informações publicadas na matéria assinada pelo jornalista Guilherme Gonsalves, no jornal O Povo, "o ex-governador do Ceará e ex-presidenciável estaria tendo forte envolvimento pró-André nos bastidores, movido pelo objetivo de derrotar o PT em Fortaleza."

Ciro quer morrer para a esquerda?
Ciro Gomes. Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

No primeiro turno da eleição municipal de 2024 em Fortaleza, o candidato André Fernandes teve 40,20% dos votos, seguido por Leitão (34,33%). José Sarto conseguiu 11,75%, em terceiro lugar. O Capitão Wagner (União Brasil) apareceu na quarta posição (11,40%). Eduardo Girão (Novo) ficou na quinta colocação (1,06%). Outras quatro candidaturas somaram 1,26%.

Na eleição presidencial de 2022, o então candidato Ciro Gomes ficou na quarta posição, com 3,04% (3,5 milhões) de votos. O presidente Lula ficou em primeiro (48%, ou 57 milhões). Jair Bolsonaro (PL) apareceu na segunda colocação (43%, ou 51 milhões). Em terceiro lugar ficou Simone Tebet, do MDB (4,16%, ou 4 milhões) de votos.

Em nível nacional, o atual presidente da República venceu Bolsonaro por 50,9% a 49,1% no segundo turno.

Integrante da bancada evangélica, Otoni de Paula afirma que Bolsonaro era 'arrogante' com religiosos

"Acharam que Bolsonaro dizer 'vote em fulano' bastava", afirmou o deputado, que também adotou um tom pessimista em relação ao PT

Deputado Otoni de Paula (Foto: Agência Câmara)

Uma das lideranças da bancada evangélica, o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), criticou Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o político de extrema-direita demonstrou "arrogância" no trato com as igrejas.

"Acharam que Bolsonaro dizer 'vote em fulano' bastava. Isso é arrogância; a igreja evangélica não vai a reboque. O eleitor vota em quem faz políticas públicas que chegam até ele, e o evangélico não é diferente. No caso dos programas sociais do governo federal, os mais beneficiados são os evangélicos, pois temos maior penetração na base da pirâmide", disse ao jornal O Globo.

"Eu nunca fui do partido de Bolsonaro, meu voto não vem do 'bolsominion'. Eu sou de uma igreja, o Ministério de Madureira (da Assembleia de Deus), que não se submete à política do momento, e que, por isso, consegue estar à frente de várias lutas dos evangélicos. E acho que a eleição deste ano deixou a lição de que é preciso haver mais humildade e diálogo com as lideranças evangélicas. A igreja evangélica não tem papa, ela é plural."

Jair Bolsonaro e evangélicos
Jair Bolsonaro com evangélicos. Foto: Divulgação

A pesquisa Datafolha, divulgada em 27 de outubro de 2022, a três dias do segundo turno da eleição presidencial, mostrou o petista com 55% dos votos entre os eleitores católicos, enquanto Bolsonaro obteve 39%. No eleitorado evangélico, o político de extrema-direita conquistou 62%, e Lula, 32%. Em nível nacional, o atual presidente da República venceu por 50,9% a 49,1% no segundo turno.

Ao comentar sobre o atual governo, o deputado Otoni de Paula afirmou que "Lula e o PT foram consumidos por uma pauta identitária que é claramente oposta à nossa visão". "Embora Lula diga que não defende essas pautas, a partir do momento em que permite que seus ministros defendam pautas como o aborto, isso cria um abismo imenso com a maioria dos evangélicos, que são conservadores. Um gesto como o de sancionar o Dia da Música Gospel não é suficiente", continuou.

"Para haver uma aproximação entre Lula e a igreja, o presidente teria que reinventar a si mesmo e ao PT, e isso não vai acontecer. Mas esse abismo não me impede de orar. Jesus sempre abriu diálogo com quem a religião jamais conversaria: prostitutas, cobradores de impostos".

lula-evangélicos
Lula sanciona lei que cria Dia Nacional da Música Gospel. Foto: Ricardo Stuckert

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo


Presidente da Enel diz que 'não há crise' em São Paulo e que eventos climáticos não estão no contrato

Guilherme Lencastre disse que “eventos climáticos não estão previstos no nosso contrato”

Guilherme Lencastre (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Enel São Paulo, Guilherme Lencastre, afirmou nesta quinta-feira que a distribuidora recuperou a prestação dos serviços de energia para praticamente todos os 3,1 milhões de clientes afetados pelo temporal da última sexta-feira, sendo que atualmente 36 mil estão sem fornecimento, número que se aproxima da "normalidade" das operações.

A distribuidora que atende a região metropolitana de São Paulo havia informado inicialmente que 2,1 milhões de clientes haviam sido afetados pelo tempestade, mas corrigiu nesta quinta-feira esse número para 3,1 milhões.

Em entrevista a jornalistas, o executivo afirmou que 1 milhão de clientes tiveram seu fornecimento de energia recuperado "rapidamente" devido a recursos tecnológicos aplicados na rede e acabaram não entrando na apuração divulgada inicialmente.

Lencastre avaliou que "a curva de recuperação dos clientes" da distribuidora foi "melhor" que a de novembro do ano passado, quando milhões de clientes também ficaram sem luz depois de um evento climático extremo, com os trabalhos de recuperação se prolongando por uma semana.

Até a véspera, no quinto dia após o temporal, a concessionária ainda apurava 100 mil clientes sem energia na região metropolitana paulista.

"É importante dizer que essa situação de fato foi muito atípica, ano passado também foi atípico, mas nós nos preparamos", disse ele.

A Enel afirmou que teve impacto do temporal em 17 linhas de alta tensão e 11 subestações de energia. A distribuidora também apurou cerca de 1.500 ocorrências por contato de vegetação com a rede elétrica, como a queda de árvores inteiras.

Segundo Lencastre, a companhia não está mais em situação de crise mas está mantendo suas operações e equipes "como se estivesse", a fim de se preparar para os eventos climáticos previstos para o próximo fim de semana. Aproximadamente 2,4 mil profissionais seguirão mobilizados.

Fonte: Brasil 247 com Reuters

Oswaldo Eustáquio preferiu Bolsonaro ao casamento, diz ex-mulher


O jornalista de extrema-direita Oswaldo Eustáquio e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: reprodução

A ex-mulher do jornalista e blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, Sandra Terena, prestou um depoimento de três horas e meia à Polícia Federal na última terça-feira (15). Durante o interrogatório, ela foi questionada sobre seu relacionamento com Eustáquio, as postagens nas redes sociais e o paradeiro do celular da filha, por meio do qual o blogueiro estaria realizando publicações.

O bolsonarista, que atualmente se encontra foragido na Espanha, é alvo de três investigações e mandados de prisão, acusado de promover ataques às instituições e disseminar fake news. O depoimento de Sandra está vinculado ao inquérito que investiga ameaças contra policiais federais e o envolvimento de menores em atividades ilícitas.

Durante o depoimento, ela também revelou que Eustáquio “optou por defender Jair Bolsonaro e a direita ao casamento” após a derrota do ex-presidente nas eleições de 2022. O interrogatório ocorreu poucas horas antes de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenar oficialmente a extradição de Eustáquio.

Há suspeitas de que o casal estaria utilizando as redes sociais da filha de 16 anos para realizar ataques à Polícia Federal. De acordo com informações divulgadas pela CNN, Sandra afirmou aos investigadores que o jornalista era o responsável pelas postagens na conta da adolescente, uma vez que suas próprias redes sociais estavam bloqueadas.

Sandra Terena e Oswaldo Eustáquio, ex-casal investigado por golpismo e disseminação de fake news. Foto: reprodução

Oswaldo ganhou notoriedade nas redes sociais como um fervoroso apoiador d o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defensor de pautas antidemocráticas.

Ao longo de sua carreira, ele se destacou pela disseminação de informações falsas sobre adversários políticos e ataques constantes às instituições democráticas brasileiras. As atividades do blogueiro, que já resultaram em diversas prisões, estão sob investigação do STF.

Além de sua atuação como jornalista, Eustáquio trabalhou como assessor no governo de Bolsonaro, durante a gestão da então ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, hoje senadora pelo Republicanos-DF. Sandra, que se declara indígena, também ocupou um cargo de destaque no governo, atuando como secretária nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial no mesmo ministério.

Desde 2020, Oswaldo é investigado, mas foi após as eleições de 2022 que ele se tornou uma das principais figuras na propagação da falsa narrativa de que as eleições no Brasil haviam sido fraudadas. Em dezembro daquele ano, o blogueiro fugiu do Brasil, passando por Paraguai e Inglaterra, antes de se estabelecer na Espanha, onde está atualmente.

Recentemente, a PF encaminhou um relatório ao (STF) solicitando sua extradição, pedido que foi posteriormente repassado ao Ministério da Justiça por Alexandre de Moraes.

Fonte: DCM

Bolsonaro e família vão receber mais de R$ 270 mil por mês com verbas públicas a partir de 2025

Cargos no PL, aposentadorias e mandatos políticos garantem renda expressiva aos quatro filhos, esposa e ao próprio Jair Bolsonaro, que está inelegível

Flávio, Carlos, Jair, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro (Foto: Reprodução/X/@BolsonaroSP)

A partir de 2025, a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receberá um total de R$ 271 mil mensais de recursos públicos, somando salários e aposentadorias. Bolsonaro, que ocupa o cargo de presidente de honra do PL, terá um salário de R$ 46 mil, mesmo valor previsto para sua esposa, Michelle Bolsonaro, que comanda o PL Mulher. Ambos são pagos pelo Fundo Partidário. Além disso, o ex-presidente receberá R$ 58 mil em aposentadorias públicas, combinando sua remuneração como capitão reformado do Exército e ex-deputado federal, destaca reportagem do Uol.

Os filhos de Bolsonaro também têm garantias de altos salários. Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, e Eduardo Bolsonaro, deputado federal, receberão R$ 46 mil cada um, valor que será pago aos membros do Congresso Nacional a partir de fevereiro de 2025. Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, receberá R$ 25 mil mensais, enquanto Jair Renan, eleito vereador em Balneário Camboriú (SC), ganhará R$ 11 mil. Esses valores não incluem os benefícios adicionais que os cargos podem oferecer.

Os rendimentos da família Bolsonaro, bancados com recursos públicos, têm gerado controvérsias, já que o PL usa verbas do Fundo Partidário para pagar os salários de Jair e Michelle Bolsonaro. Esse fundo é composto por dinheiro público, destinado a financiar as atividades dos partidos políticos. Assim, a renda total da família, que inclui os salários do PL e os cargos políticos, coloca os Bolsonaro em uma posição de destaque no uso de recursos públicos para a manutenção de sua estrutura familiar.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Flávio Pansieri lança candidatura à presidência da OAB Paraná

A chapa Pela Ordem. Foto: Divulgação

O advogado, professor e presidente da Academia Brasileira de Direito Constitucional, (ABDconst), Flávio Pansieri, lançou oficialmente, nessa quarta-feira (16) sua candidatura à presidência da OAB Paraná e um manifesto direcionado aos advogados e advogadas do Paraná, marcando o início de sua campanha.

Flávio Pansieri encabeça a Chapa “Pela Ordem”, Advocacia Forte e Respeitada, que propõe uma mudança de postura na condução da instituição, com uma administração transparente e plural, que deve contar com participação efetiva de todos os profissionais da advocacia paranaense.

Para o candidato à presidência da OAB-PR, Flávio Pansieri, a OAB é de toda a advocacia, e não é possível submetê-la a movimentos políticos partidários para atender interesses pessoais, que não refletem os anseios reais da advocacia. “É preciso resgatar o protagonismo da OAB Paraná, abrir as portas e janelas para os advogados e advogadas, promovendo a pluralidade na gestão para todos. A advocacia enfrenta uma série de dificuldades no cotidiano, e nós vamos trabalhar para buscar soluções, com medidas efetivas para superar cada um desses problemas, com diálogo, com responsabilidade e transparência na gestão. A proposta da Chapa “Pela Ordem” é romper com as estruturas antiquadas que dominam a gestão da OAB-PR há mais de 60 anos”, afirma Pansieri.

A chapa “Pela Ordem” é formada pelos advogados, Flávio Pansieri, candidato à presidência OAB PR, vice-presidente Elizandro Marcos Pellin, de Londrina, Secretária-Geral Elise Aparecida de Medeiros, Secretária Geral Adjunta Rafaela Almeida Noble, Tesoureiro Joaquim Miró Neto, Diretora Assuntos Sociais Valdirene Pinheiro, além dos três candidatos titulares ao Conselho Federal, as advogadas Melissa Folmann,e Rita de Cassia Correa de Vasconcelos e o advogado Alexandre Salomão. A Chapa “Pela Ordem” é composta por 162 membros da advocacia paranaense.

Fonte: Contraponto

Ministério Público tem recurso recusado e sentença que absolveu Sérgio Cabral em ação da linha 4 do metrô é mantida



Órgão alega que obras foram indevidamente incorporadas ao objeto do contrato


A Primeira Câmara de Direito Público do TJ do Rio negou o recurso feito pelo Ministério Público (MP) estadual e manteve a sentença que absolveu o ex-governador Sérgio Cabral e outros réus da acusação de improbidade administrativa em relação à ausência de licitação e celebração de três termos aditivos na contratação da empreiteira para as obras de integração da linha 4 com a linha 1 do metrô.

Segundo informa o colunista Ancelmo Gois, do jornal O GLOBO, o MP sustentava que algumas obras foram indevidamente incorporadas ao objeto do contrato originalmente celebrado com a empresa CBPO para expansão da Linha 1 do Metrô de Copacabana a Ipanema.

O órgão explicava que a decisão do governo caracterizava “contratação direta de serviço, com impacto financeiro para os cofres públicos, sem a devida licitação, havendo, ainda, superfaturamento e sobrepreço na execução das obras”. Havia o pedido de devolução de cerca de R$ 39,5 milhões aos cofres públicos.

A decisão de 1ª instância julgou improcedentes as solicitações de devolução de dinheiro e de condenação dos réus por “inexistência de comprovação de danos ao Erário e de individualização de algumas condutas supostamente irregulares e de atipicidade (…), não havendo imposição de ônus sucumbenciais”.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo

Caso Marielle: delegado Rivaldo Barbosa é transferido para presídio federal de Mossoró



Ex-chefe da Polícia Civil do Rio é apontado como mentor intelectual do crime e estava preso preventivamente desde março em Brasília


O suspeito de ser o mandante intelectual do assassinado da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Rivaldo Barbosa, foi transferido, nessa quarta-feira (16/10), para a penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Rivaldo estava preso preventivamente, em Brasília, desde março.

Segundo a Polícia Federal, os assassinatos foram planejados pelos irmãos Brazão, no entanto, nos depoimentos dados, Rivaldo afirma que não tem participação no crime nem relação com os acusados.

As investigações da Polícia Federal apontam que o delegado Rivaldo usou de sua autoridade como então chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro “para oferecer a garantia necessária aos autores intelectuais do crime de que todos permaneceriam impunes”.

Rivaldo Barbosa foi acusado após a delação premiada de Ronnie Lessa, no ano passado, em que o autor do crime afirma que o delegado teria garantido aos irmãos Brazão que eles ficariam impunes.

Segundo relatou Lessa, os irmãos incluíam Rivaldo Barbosa “claramente como parte integrante do plano”. Lessa narra situação em que Macalé, interlocutor dos mandantes do crime, faz o seguinte comentário:

– Pô, padrinho. Se eu soubesse que o sr. tinha esse contato, eu não tinha nem sido preso. Foi a equipe do Rivaldo que me prendeu…

– Pô, negão. Tu não se comunica, cara. O Rivaldo é nosso. Ele segura tudo lá, sem aval dele ninguém faz nada.

Fonte: Agenda do Poder com informações do Metrópoles.

PGR aponta pela primeira vez conexão entre plano de golpe de aliados de Bolsonaro e atos do 8 de janeiro contra os Três Poderes

Gonet também indicou ao STF que acusados pelo plano de golpe poderão ser cobrados para ressarcir cofres públicos por prejuízos da ordem de R$ 26 milhões provocados pela destruição do patrimônio público


Em manifestação no inquérito da Polícia Federal que investiga o suposto plano de golpe discutido por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, estabeleceu pela primeira vez uma conexão entre essas articulações golpistas e os atos violentos de 8 de janeiro. Nesses atos, manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos três Poderes em Brasília.

Até o momento, as defesas dos investigados têm argumentado que a simples discussão de um documento que propunha a convocação de novas eleições não configura crime, já que o plano não foi efetivamente executado. Além disso, sustentam que essas tratativas não teriam relação direta com os ataques ocorridos em 8 de janeiro.

Entretanto, a manifestação de Gonet traz uma nova perspectiva ao caso, vinculando as conversas golpistas à violência daquele dia.

“Os elementos de convicção até então colhidos indicam que a atuação da organização criminosa investigada foi essencial para a eclosão dos atos depredatórios ocorridos em 8.1.2023”, escreveu Gonet, em documento sigiloso enviado ao STF no mês de junho. O colunista Aguirre Talento, do UOL, teve acesso à manifestação da PGR.

Gonet também indicou ao STF que os acusados pelo plano de golpe poderão ser cobrados para ressarcir os cofres públicos por prejuízos da ordem de R$ 26 milhões, provocados pela destruição do patrimônio público.

A Polícia Federal deve concluir o inquérito até o final do ano. Depois disso, Gonet será o responsável por decidir sobre a apresentação de uma denúncia ao STF sobre os fatos investigados.

A PF já obteve indícios de que o então presidente Jair Bolsonaro discutiu uma minuta golpista com os comandantes das Forças Armadas após sua derrota nas eleições, para tentar continuar no poder. O caso foi revelado pelo UOL, em setembro de 2023. Outros auxiliares, civis e militares, também participaram das articulações. O relatório final da PF deve destrinchar o papel de cada um nessas tratativas.

A manifestação apresentada pelo procurador-geral ao STF já aponta uma correlação entre os assuntos. Isso poderia agravar os crimes atribuídos aos acusados.

O posicionamento do procurador-geral foi apresentado em resposta a um pedido da defesa de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, para revogação de medidas cautelares – como a proibição do contato do dirigente partidário com outros investigados, como o ex-presidente Bolsonaro.

A defesa de Valdemar também pediu a restituição do dinheiro apreendido em sua residência, R$ 53 mil, e três relógios de luxo.

Para Gonet, os valores não devem ser devolvidos porque os investigados pelo plano de golpe poderão ter que ressarcir os cofres públicos pelo prejuízo da destruição do 8 de Janeiro.

“Não parece recomendável, também, a restituição dos bens apreendidos. O requerente é investigado por crimes que resultaram em expressivos prejuízos à Fazenda Pública”, escreveu o PGR.

Em seguida, ele acrescentou que os danos foram calculados em R$ 3,5 milhões ao Senado, R$ 2,7 milhões à Câmara dos Deputados, mais de R$ 9 milhões ao Palácio do Planalto e R$ 11,4 milhões ao STF.

“O Decreto-Lei n. 3.240/41 autoriza a constrição de patrimônio lícito, justamente a fim de garantir o ressarcimento do dano, como efeito da condenação (art. 91, inciso I, CP). Há tratamento mais rigoroso para os autores de crimes que importam dano à Fazenda Pública, como forma de tutelar, de modo mais efetivo, o patrimônio público e, assim, o interesse da coletividade atingida por tais práticas delituosas”, afirmou Gonet.

Os pedidos da defesa de Valdemar Costa Neto foram indeferidos pelo relator do caso, o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Procurada, a defesa de Valdemar afirmou ter convicção de que Gonet irá se convencer, ao final da investigação, de que não houve envolvimento dele nos fatos investigados.

Fonte: Agenda do Poder com informações do UOL

VÍDEO – Bolsonaro perde a linha e fala em “jogar a toalha” se continuar inelegível


Jair Bolsonaro (PL): ex-presidente rebate declarações de Valdemar Costa Neto sobre eleições em 2026. Foto: reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, durante uma live na última quarta-feira (16), que é o candidato do PL para disputar a presidência em 2026, rebatendo uma declaração do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.

“Eu sei que não sou nada no partido, agradeço muito ao Valdemar (Costa Neto), mas o candidato para 2026 é Jair Messias Bolsonaro. Estou inelegível por quê? Porque me reuni com embaixadores? Porque subi no carro de som do pastor Malafaia? Abuso de poder político? Que voto eu ganhei por ter me reunido com embaixadores? Que abuso de poder econômico por estar no carro do Malafaia? É uma perseguição”, disse.

Em entrevista à GloboNews, ao ser perguntado sobre o nome da direita para disputar a sucessão de Lula em 2026, Costa Neto respondeu: “O primeiro da fila é Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo], mas temos o Eduardo Bolsonaro também.”

“Eu acho que o Bolsonaro ainda vai ser candidato. Quando o Lula estava preso, vocês achavam que ele ia ser candidato? Ninguém achava no Brasil. Mas eu acho que vai ter uma saída [para] Bolsonaro. A gente vai botar para votar a anistia. O candidato nosso é o Bolsonaro, seria o melhor para nós. Mas [diante da inelegibilidade] o número 1 da fila é o Tarcísio”, continuou.

Na sequência, o ex-chefe do Executivo falou sobre desistir da política caso a Justiça Eleitoral mantenha sua inelegibilidade.

“Se isso for avante, essa inelegibilidade continuar valendo, eu jogo a toalha, não acredito mais no Brasil, no meu país que eu tanto adoro e amo, dou a minha vida por ele, mas realmente é inacreditável. Se isso continuar valendo, eu só tenho um caminho: cuidar da minha vida”, afirmou Bolsonaro.


Os dois estão proibidos de se falar desde 8 de fevereiro, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada no âmbito do inquérito que investiga uma suposta organização criminosa envolvida na tentativa de “golpe de Estado” para manter Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições de 2022.

Fonte: DCM

PSB segue apoio de Tabata e recomenda voto em Boulos

Guilherme Boulos (PSOL) e Tabata Amaral (PSB). Fotos: Zeca Ribeiro/Agência Câmara e Bruno Spada/Agência Câmara

O PSB, partido da deputada federal e ex-candidata Tabata Amaral, recomendou votos em Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno da eleição municipal de São Paulo e liberou seus filiados para se posicionarem como preferirem. A decisão foi tomara em reunião da executiva nacional da sigla nesta quinta (17). A informação é da coluna Painel na Folha de S.Paulo.

Com a recomendação, a executiva nacional do PSB segue o posicionamento de Tabata, que ficou em terceiro lugar na disputa e manifestou apoio a Boulos logo após o fim do primeiro turno. A decisão segue uma resolução do diretório municipal da sigla em São Paulo.

O diretório municipal do PSB, presidido por Tabata, aprovou uma resolução que diz que os filiados devem votar “de acordo com a sua consciência e compreensão política”. O texto, aprovado na semana passada, diz que Ricardo Nunes (MDB), rival de Boulos no segundo turno, “não expressa os compromissos sociais” da legenda.

O documento ainda aponta que Boulos é de oposição a Nunes, assim como foi a candidatura de Tabata, e por isso merece a recomendação de voto. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, fazem parte da cúpula do PSB e devem participar de eventos de campanha do psolista.

Carlos Siqueira, presidente do PSB, ao lado de Tabata, Geraldo Alckmin, Lu Alckmin, Márcio França e Lúcia França em evento de campanha em SP. Foto: Reprodução

Tabata decidiu que só vai declarar voto no colega e não participará de eventos. Ao anunciar apoio a Boulos, a ex-candidata afirmou que eles representam “projetos absolutamente diferentes para São Paulo e para o Brasil”.

A candidata do PSB ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 605.552 votos (9,91% do total). Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (16), 54% dos eleitores que votaram em Tabata migrarão para Boulos na segunda etapa da disputa.

Fonte: DCM com informações da coluna Painel da Folha de S. Paulo

PGR diz que plano golpista de Bolsonaro foi “essencial” para o 8/1


A reunião golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro e ministros em 5 de julho de 2022 no Palácio do Planalto. Foto: Reprodução

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou pela primeira vez um vínculo entre o plano golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro e o ataque terrorista de 8 de janeiro de 2023. Em uma manifestação apresentada em inquérito da Polícia Federal, ele aponta que a trama golpista foi “essencial” para o ataque à Praça dos Três Poderes.

“Os elementos de convicção até então colhidos indicam que a atuação da organização criminosa investigada foi essencial para a eclosão dos atos depredatórios ocorridos em 8.1.2023”, escreveu. A manifestação é sigilosa e foi obtida pela coluna de Aguirre Talento no UOL.

Gonet ainda indicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os acusados de participar da trama golpista poderão ser cobrados pelos prejuízos do ataque. Para ele, os envolvidos no plano devem ser responsabilizados e obrigados a ressarcir os cofres públicos em R$ 26 milhões por destruição de patrimônio público.

A manifestação apresentada pelo chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) ocorreu em resposta a um pedido da defesa de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que solicitou a revogação de suas medidas cautelares e a devolução de R$ 53 mil apreendidos em sua residência, além de três relógios de luxo.

O ataque terrorista de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Foto: Ton Molina/AFP

Para o procurador, os valores não devem ser devolvidos porque os investigados podem ser condenados a ressarcir os cofres públicos. Ele aponta que os danos do 8 de janeiro foram calculados em R$ 3,5 milhões no Senado Federal, R$ 2,7 milhões na Câmara dos Deputados, R$ 9 milhões no Palácio do Planalto e R$ 11,4 milhões na Corte.

“Não parece recomendável, também, a restituição dos bens apreendidos. O requerente é investigado por crimes que resultaram em expressivos prejuízos à Fazenda Pública”, prosseguiu.

A Polícia Federal deve concluir o inquérito até o fim deste ano e Gonet será o responsável por decidir se arquiva a investigação ou se oferece uma denúncia ao Supremo. A manifestação do procurador aponta que a condição dos investigados pode ser agravada e eles podem ser acusados de ainda mais crimes.

Fonte: DCM

Forças de Defesa de Israel confirmam morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas

Ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, confirmou a morte do líder do grupo palestino por meio de um comunicado

Yahya Sinwar (Foto: Reuters/David 'Dee' Delgado)

 As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas, nesta quinta-feira (17). “O assassino em massa Yahya Sinwar, responsável pelo massacre e atrocidades de 7 de outubro, foi morto hoje por soldados das Forças de Defesa de Israel”, disse o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, em um comunicado..

Segundo a CNN, Israel informou às autoridades dos Estados Unidos sobre a morte de Sinwar, com base em testes iniciais de DNA. Sinwar era considerado a figura mais influente do Hamas e era visto como o "mentor" dos ataques que desencadearam a atual guerra na Faixa de Gaza.

Desde os ataques do Hamas, Sinwar não era visto em público e acreditava-se que estivesse escondido na extensa rede de túneis sob Gaza. Nascido em 1962 em um campo de refugiados em Khan Younis, no sul da faixa, ele teve um papel fundamental na construção do braço militar do Hamas e estabeleceu laços significativos com potências árabes como líder civil e político.

Sinwar foi eleito para o Politburo do Hamas em 2017, tornando-se o líder de fato do grupo. Desde 2015, ele era designado como terrorista global pelo Departamento de Estado dos EUA e enfrentou sanções do Reino Unido e da França.

A escalada do conflito no Oriente Médio foi acentuada pelo ataque com mísseis do Irã a Israel em 1º de outubro, que sinalizou uma nova fase de hostilidades. As Forças de Defesa de Israel estão ativas em três frentes: Líbano, Cisjordânia e Faixa de Gaza, realizando bombardeios aéreos nas demais áreas de conflito, que incluem grupos paramilitares no Irã, Hezbollah no Líbano, e milícias no Iraque e na Síria.

O Exército israelense iniciou uma "operação terrestre limitada" no Líbano em 30 de setembro, resultando na morte de líderes do Hezbollah e em bombardeios que dizimaram sua cadeia de comando. No dia 23 de setembro, o Líbano registrou seu dia mais letal desde a guerra de 2006, com mais de 500 vítimas fatais, incluindo a morte de dois adolescentes brasileiros.

Diante do aumento das hostilidades, o governo brasileiro anunciou uma operação para repatriar brasileiros no Líbano, enquanto o Itamaraty condenou a situação e pediu o fim das hostilidades.

Na Cisjordânia, as operações militares israelenses visam desarticular grupos que se opõem à ocupação, enquanto na Faixa de Gaza, Israel busca erradicar o Hamas, responsável pelo ataque de 7 de outubro que resultou em mais de 1.200 mortes, conforme relatos do governo israelense. Em contrapartida, o Ministério da Saúde de Gaza estima que as operações militares e os bombardeios israelenses causaram a morte de mais de 40 mil palestinos até o momento.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil