sábado, 7 de março de 2026

Nikolas Ferreira pede que PGR analise prisão preventiva de Alexandre de Moraes

Documento cita reportagens sobre troca de mensagens entre o ministro do STF e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master

       Nikolas Ferreira (Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) encaminhou nesta sexta-feira (6) um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando que o órgão analise a possibilidade de decretação de prisão preventiva do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A solicitação, segundo a coluna do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, foi enviada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A iniciativa ocorre após reportagens da imprensa que mencionam supostas mensagens trocadas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. A informação foi publicada inicialmente pela coluna do jornalista Paulo Cappelli, no portal Metrópoles.

No documento encaminhado à PGR, Nikolas afirma que há indícios de uma “eventual relação” entre o magistrado e o empresário e solicita que o Ministério Público Federal avalie os fatos para verificar se há necessidade de abertura de investigação.

◉ Pedido de investigação

No ofício enviado ao procurador-geral, o deputado argumenta que as informações divulgadas pela imprensa levantam questionamentos que, segundo ele, exigem esclarecimentos institucionais. O parlamentar afirma que as notícias publicadas “sugerem a existência de possíveis interações e circunstâncias que merecem esclarecimento institucional”, com o objetivo de preservar a confiança pública nas instituições.

O documento também pede que a Procuradoria-Geral da República avalie a adoção de medidas investigativas caso sejam identificados indícios de crimes, de obstrução de Justiça ou de eventual interferência indevida em investigações.

Nikolas acrescenta ainda que, caso surjam elementos durante eventuais apurações que indiquem riscos à ordem pública ou à condução do processo, a PGR considere a aplicação de medidas cautelares.

Segundo o parlamentar, “caso no curso das apurações venham a emergir elementos que indiquem risco à ordem pública, à conveniência da instrução processual ou à aplicação da lei penal”, o órgão deveria avaliar a adoção de medidas cautelares, “inclusive, se presentes os requisitos legais, a decretação de medidas cautelares pessoais mais gravosas, como a prisão preventiva do investigado”.

◉ Mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro

O pedido apresentado pelo deputado foi motivado por reportagens que apontam a existência de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Segundo o jornal O Globo, o empresário teria trocado mensagens com o ministro horas antes de ser preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025. A conversa teria sido obtida pela Polícia Federal a partir do celular apreendido do banqueiro.

De acordo com a reportagem, Vorcaro enviou uma mensagem a Moraes às 7h19 daquele dia, quando estava no Aeroporto de Guarulhos e tentava embarcar para Dubai. No texto, ele afirmava ter tentado agir para “salvar”, em referência à venda do Banco Master, e perguntava ao ministro se havia “alguma novidade”.

◉ Resposta de Alexandre de Moraes

Em nota divulgada no início da noite desta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes negou ter mantido qualquer troca de mensagens com Daniel Vorcaro. O magistrado afirmou que as publicações sobre o caso são uma “ilação mentirosa” e que “no conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”.

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes. Os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos não serão mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo Ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa”, finaliza a nota.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

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