Com a transferência para a reserva, Geraldo Leite Rosa Neto passa a receber os vencimentos mensais pela SPPrev
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso sob acusação de assassinar a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana (Foto: Reprodução R7- Record)
A Polícia Militar de São Paulo decretou a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (9), transfere o militar para a reserva da corporação.
As informações são da CNN Brasil. O despacho foi assinado pelo coronel Antonio Thomazelli Junior, atual diretor de Inatividade e Pensão Militar da Polícia Militar de São Paulo.
Com a transferência para a reserva, Geraldo Leite Rosa Neto passa a receber os vencimentos mensais pela SPPrev (São Paulo Previdência). Desde a prisão, realizada em 18 de março deste ano, os pagamentos ao tenente-coronel estavam suspensos pela Polícia Militar.
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a passagem do oficial para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar dele. O tenente-coronel segue preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.
A interrupção definitiva dos vencimentos previdenciários, no entanto, depende de uma decisão judicial final. Isso significa que, mesmo aposentado e réu no processo, o oficial continua com direito ao pagamento pelo governo estadual enquanto não houver determinação judicial em sentido contrário.
Conforme os critérios de proporcionalidade citados pela reportagem, o salário do tenente-coronel na reserva deve ficar em torno de R$ 20 mil.
Em nota enviada à CNN Brasil, a defesa de Geraldo Leite Rosa Neto afirmou que "restou confirmado oficialmente o direito adquirido do Ten. Cel Neto".
Caso Gisele Alves Santana
A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, em 18 de fevereiro deste ano.
A ocorrência foi inicialmente tratada como suicídio. Com o avanço das apurações, porém, o caso passou a ser investigado como feminicídio qualificado e fraude processual.
Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, era marido de Gisele. Ele foi preso preventivamente em 18 de março e permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes.
O Ministério Público denunciou o tenente-coronel, que se tornou réu por feminicídio e fraude processual. A acusação tramita na Justiça, enquanto o militar também responde aos procedimentos internos relacionados à corporação.
A decisão administrativa da PM formaliza apenas a transferência de Geraldo para a reserva. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, essa mudança não encerra nem altera as apurações penais e disciplinares em curso.
A morte de Gisele Alves Santana mobilizou familiares, colegas de farda e autoridades responsáveis pela investigação. O caso segue sob análise da Justiça, que marcou audiências e interrogatório no processo contra o tenente-coronel.
A aposentadoria decretada pela Polícia Militar ocorre em meio à tramitação da ação penal e à manutenção da prisão preventiva do réu, que continuará respondendo judicialmente pelas acusações relacionadas à morte da esposa.
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil
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