Michelle Bolsonaro (PL) cancelou a participação no lançamento da pré-candidatura de uma aliada nesta quarta-feira (10) após Jair Bolsonaro (PL) voltar a ter crises de soluço e se sentir mal. A ex-primeira-dama era esperada em um evento político no Distrito Federal, mas decidiu não comparecer por causa do estado de saúde do marido, segundo a Folha de S.Paulo.
Na terça-feira (9), Michelle Bolsonaro já havia afirmado que Jair Bolsonaro não se sentiu bem na segunda-feira (8). Segundo ela, a equipe médica tenta reduzir a dose de uma medicação usada pelo ex-presidente, o que teria provocado oscilações no quadro clínico. “Tem dia que ele amanhece bem, no início da tarde já tem uma crise de soluço, já dá uma baqueada e assim sucessivamente”, declarou.
A ex-primeira-dama também voltou a defender que Jair Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar após o fim do prazo de 90 dias autorizado por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O período termina no fim de junho, e Michelle Bolsonaro afirmou esperar que o ministro mantenha o ex-presidente em casa.
“Espero que Deus toque no coração do ministro e que ele fique em casa, porque ele precisa ser cuidado. Lá tem alimentação, estou cuidando dele direitinho, ele está bem. Tirando a medicação, porque oscila muito”, disse Michelle Bolsonaro ao comentar a situação do marido.

O evento cancelado marcaria a presença de Michelle Bolsonaro no lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha (PL) a deputada distrital. Luiza é filha de Clériston Pereira da Cunha, o Clezão, preso durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e morto no Complexo Penitenciário da Papuda em novembro do mesmo ano.
Mesmo sem comparecer presencialmente, Michelle Bolsonaro gravou um vídeo para ser exibido durante o ato. A ausência, no entanto, reforçou a tentativa da ex-primeira-dama de associar sua agenda política à situação médica de Jair Bolsonaro, que tem sido usada pela defesa e por aliados como argumento para manter o ex-presidente longe do regime fechado.
O caso ocorre em meio à reorganização do PL para as eleições de 2026, com Michelle Bolsonaro ainda tratada como um dos principais nomes do partido para mobilizar o eleitorado bolsonarista. Sua presença em eventos regionais tem sido usada para dar tração a candidaturas aliadas, especialmente no campo da direita e da ultradireita.
Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo
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