Deputada acusa família Bolsonaro de atuar contra interesses nacionais e reforça que o Pix é uma infraestrutura pública criada pelo Banco Central
Gleisi Hoffmann e Flávio Bolsonaro (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil | Lula Marques/ Agência Brasil)
A deputada federal e ex-ministra de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann voltou a criticar integrantes da família Bolsonaro em publicação nas redes sociais, ao contestar declarações relacionadas ao sistema de pagamentos instantâneos Pix e ao papel do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua criação. A manifestação foi feita na plataforma X (antigo Twitter), onde a parlamentar também atacou a defesa do sistema financeiro norte-americano Zelle por parte do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro.
Segundo Gleisi, há uma contradição entre o discurso de diferentes membros da família Bolsonaro sobre o tema. Em sua postagem, ela afirmou: “Enquanto o Flavio Bolsonaro tenta dizer que o pix é obra do seu pai, o Eduardo Bolsonaro quer trocar o nosso pix pelo sistema americano chamado Zelle, como ponto de negociação pra retirar a taxação americana, que eles ajudaram articular”.
A parlamentar reforçou que o Pix é uma ferramenta pública brasileira, criada e administrada pelo Banco Central, e rejeitou qualquer tentativa de atribuir sua criação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O pix é uma infraestrutura pública brasileira, criada e regulada pelo Banco Central do Brasil. Nunca foi de Bolsonaro que nem sabia do q se tratatava qdo foi perguntado sobre o assunto”, escreveu.
Na mesma publicação, Gleisi estabeleceu uma comparação entre o Pix e o Zelle, sistema amplamente utilizado nos Estados Unidos para transferências financeiras. De acordo com ela, o Zelle é um modelo privado, administrado por instituições bancárias norte-americanas e sujeito à cobrança de taxas. “E o Zelle é um sistema privado, operado por bancos americanos, que cobra taxas”, destacou.
A deputada também elevou o tom das críticas ao acusar membros da família Bolsonaro de atuarem em favor de interesses estrangeiros. “É nojento ver a disposição dos Bolsonaros de servir os interesses americanos”, afirmou.
Além das críticas relacionadas ao sistema de pagamentos, Gleisi mencionou a situação judicial de Eduardo Bolsonaro. Em sua publicação, ela observou que o dia 16 está marcado para um julgamento envolvendo o parlamentar licenciado e defendeu celeridade na tramitação de processos. “Esperamos que os demais processos instaurados e pedidos contra eles sejam agilizados. Precisam ser contidos e punidos, para o bem do Brasil e do povo brasileiro”, escreveu.
A declaração ocorre em meio ao debate político sobre o Pix, ferramenta lançada pelo Banco Central em 2020 e que se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados pelos brasileiros, movimentando bilhões de transações mensalmente. O sistema é considerado uma infraestrutura pública de pagamentos e vem sendo frequentemente citado em disputas políticas envolvendo sua criação, gestão e eventuais comparações com plataformas internacionais.
Fonte: DCM
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