Empresário reage às declarações do senador sobre investigação do Banco Master e cita aliados bolsonaristas envolvidos no caso
O empresário João Amoêdo criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o parlamentar defender investigações sobre o caso envolvendo o Banco Master. Em publicação nas redes sociais, Amoedo ironizou a postura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ao lembrar que o senador foi beneficiado pelo arquivamento das acusações relacionadas ao caso das “rachadinhas”.
A declaração ocorre após Flávio Bolsonaro gravar um vídeo comentando a repercussão da operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). No material, divulgado nas redes sociais e repercutido pela imprensa, o parlamentar afirmou apoiar a criação de uma CPI para investigar suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e associou integrantes do PT ao caso.
Ao reagir às declarações, João Amoedo afirmou: “Muito bom saber que Flávio Bolsonaro, que conseguiu se livrar das acusações de rachadinha por um acordão de seu pai com o STF, agora quer que a Justiça investigue todos os suspeitos envolvidos no caso Master.”
O empresário prosseguiu citando nomes ligados ao bolsonarismo e ao Centrão que aparecem em discussões relacionadas ao caso. “Como os ex-ministros de Bolsonaro, os governadores bolsonaristas Cláudio Castro, Ibaneis e Wilson Lima, ex-membros do Banco Central, alguns ministros do STF, políticos do Centrão e demais parlamentares”, disse.
Na sequência, Amoedo concluiu com ironia: “Só falta agora ser verdade.”
No vídeo publicado pelo senador, Flávio afirmou que o PT teria atuado contra a instalação de uma CPI para investigar o caso Banco Master. “Pai do Lulinha pode aparecer a qualquer momento dizendo que apoia a CPI do Banco Master. O PT foi contra a CPI do Banco Master. Mas deixa eu te contar uma coisa: o PT foi contra a CPI. Os deputados não assinaram, só que agora não dá mais para segurar. Aí vem o teatro”, disse.
O senador também mencionou supostas conexões entre políticos petistas da Bahia e o caso investigado. “Será que o PT está contra a CPI porque ela envolve políticos da Bahia, que eles controlam há mais de 20 anos? Ou será que é porque a família do Jaques Wagner, líder do PT, recebeu R$ 11 milhões em uma empresa ligada ao caso? Ou porque o Guido Mantega, que já foi ministro da Fazenda do Lula, recebia R$ 1 milhão por mês só para fazer lobby dentro do governo?”, afirmou Flávio Bolsonaro.
Fonte: Brasil 247
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