Deputado questiona cronologia do levantamento do Datafolha que não incluiu revelações sobre o escândalo Flávio-Vorcaro
“Venderam como retrato do momento uma pesquisa que não captura o principal fato político”, aponta Zarattini sobre Datafolha (Foto: Lula Marques/Agência PT)
O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) criticou a metodologia e o timing de divulgação da pesquisa eleitoral do Instituto Datafolha. O parlamentar critica o período de coleta dos dados e afirma que o levantamento não refletiria acontecimentos recentes que impactaram o cenário político, em referência à revelação das mensagens trocados pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueio Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“Venderam como retrato do momento uma pesquisa que não captura o principal fato político da semana. Isso distorce o debate público”, enfatizou.
O deputado chama atenção para a cronologia da coleta de dados e sugere inconsistências no recorte temporal do levantamento: “Prestem atenção na cronologia. A Folha divulgou uma pesquisa de empate entre Lula e Flávio Bolsonaro feita até quarta-feira, justamente antes do escândalo das conversas envolvendo o Banco Master explodir de vez”, frisou.
Ele também questiona a duração do trabalho de campo da pesquisa. “A pergunta é simples: por que a pesquisa não seguiu até quinta ou sexta, como costuma acontecer?”, indagou.
“A própria Folha admite que a ‘maioria das entrevistas foi feita antes da revelação, pelo site Intercept Brasil, das conversas entre o filho de Jair Bolsonaro (PL) e o então dono do Banco Master’”, salientou.
O parlamentar ainda critica o intervalo entre o encerramento da coleta e a divulgação do resultado: “O mais estranho é o timing. A pesquisa terminou na quarta e só apareceu no sábado, depois de dias de repercussão do escândalo envolvendo o Banco Master”, alertou.
Fonte: Brasil 247
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