Senador reafirma pré-candidatura presidencial após revelação de mensagens com banqueiro e tenta reagir à crise política
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (16) que seguirá com seu projeto de disputar a Presidência da República, apesar da crise desencadeada pela divulgação de áudios e mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração ocorreu durante evento em Sorocaba, no interior paulista, no lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.
As informações foram publicadas pelo jornal Estado de S. Paulo, após revelações do The Intercept Brasil sobre conversas em que Flávio pede recursos financeiros a Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O material integra o conteúdo extraído do celular do banqueiro apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
Em tom de reação política diante do desgaste, Flávio buscou mobilizar aliados e afirmou que não será intimidado pela repercussão do caso.
“Achando que vão me intimidar, achando que vão me calar, eles se esqueceram de uma coisa: aqui tem sangue de Bolsonaro”, declarou o senador durante o evento. “Eu não vou desistir de lutar pelo meu Brasil”, acrescentou.
A revelação das mensagens provocou forte repercussão política e também impacto no mercado financeiro. No dia da divulgação do material pelo The Intercept Brasil, o Ibovespa registrou queda de 1,8%, enquanto o dólar ultrapassou a marca de R$ 5 pela primeira vez desde abril.
A Polícia Federal investiga se pagamentos feitos por Daniel Vorcaro, a pedido de Flávio Bolsonaro, teriam sido destinados ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para custear sua permanência nos Estados Unidos.
Datafolha mostra empate técnico entre Lula e Flávio
Em meio à turbulência, pesquisa Datafolha divulgada neste sábado apontou empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno presidencial. Segundo o levantamento, ambos aparecem com 45% das intenções de voto.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A maior parte das entrevistas, contudo, foi realizada antes da divulgação da reportagem envolvendo Vorcaro.
Fonte: Brasil 247 com informações publicadas pela Folha de S. Paulo
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