quinta-feira, 21 de maio de 2026

Reimont pede bloqueio de bens, apreensão de passaportes e investigação sobre financiamento do filme “Dark Horse”

Deputado protrocolou representação junto à PGR, ao STF e ao Ministério Público de Santa Catarina

      Reimont (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Reimont (PT-RJ) protocolou representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Ministério Público de Santa Catarina solicitando a adoção de medidas cautelares patrimoniais e pessoais contra o senador Flávio Bolsonaro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, o vereador Jair Renan Bolsonaro, o deputado federal Mário Frias e o ex-governador Cláudio Castro.

O documento foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, ao presidente do STF, Edson Fachin, e à procuradora-geral de Justiça de Santa Catarina, Vanessa Wendhausen Cavallazzi.

Na representação, Reimont pede a instauração imediata de investigação criminal para apurar possíveis irregularidades envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, produção audiovisual ligada à imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar sustenta que reportagens investigativas nacionais e internacionais apontam movimentações financeiras milionárias, operações internacionais e possível utilização de estruturas políticas e empresariais para viabilizar o projeto.

Segundo o texto protocolado, há indícios de negociações superiores a R$ 100 milhões envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em procedimentos relacionados ao Banco Master. A representação cita áudios, mensagens, contratos e documentos divulgados pela imprensa que indicariam interlocução entre agentes políticos e empresários ligados ao empreendimento audiovisual.

O parlamentar também solicita que eventuais valores bloqueados sejam destinados prioritariamente à reparação de prejudicados ligados ao Banco Master, especialmente fundos de pensão.

Na peça, Reimont afirma que “a República não pode tolerar a existência de estruturas de poder político utilizadas para intermediação de interesses privados milionários ligados a agentes investigados em escândalos financeiros de grandes proporções”.

O deputado argumenta ainda que há risco concreto de dissipação patrimonial, ocultação de ativos, destruição de provas e evasão do território nacional, razão pela qual defende a adoção urgente das medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal.

Fonte: Brasil 247

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