Sete deputados da confederação PSOL-Rede protocolaram um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja investigado o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, por um possível atentado à soberania nacional. Segundo o grupo, o lobby do parlamentar junto à administração do presidente Donald Trump para incluir o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos cria a possibilidade jurídica de uma intervenção militar no Brasil. As informações são da Folha.
O pedido é assinado pelos deputados Chico Alencar (PSOL-RJ), Duda Salabert (PSOL-MG), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Heloisa Helena (Rede-RJ), Luiza Erundina (PSOL-SP), Luizianne Lins (Rede-CE) e Sâmia Bonfim (PSOL-SP). Eles destacam que, ao viajar para os EUA e se reunir com Trump, Flávio teria utilizado seu mandato de senador para convidar uma nação estrangeira a intervir no Brasil, o que impactaria diretamente a soberania nacional.
O grupo solicita à Polícia Federal a instauração de um inquérito para apurar a conduta do senador. A viagem de Flávio aos Estados Unidos ocorreu nesta semana, e a classificação das facções como organizações terroristas foi oficializada na quinta-feira (28). O senador comemorou a decisão nas redes sociais, afirmando que realizou “mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros” do que o PT e Lula em 17 anos.

Segundo aliados do parlamentar, a classificação estratégica de CV e PCC também tem um viés político, podendo desgastar a campanha do governo petista nas eleições de outubro, já que o Executivo é contrário à medida. A medida americana, de acordo com fontes do governo, poderia abrir margem para uma eventual intervenção estrangeira e expor o sistema financeiro e empresas nacionais a decisões unilaterais da Casa Branca.
O episódio gerou repercussão política imediata, com debates sobre limites do poder legislativo, soberania nacional e o papel do Brasil em questões internacionais. Deputados do PSOL e Rede reforçam que o país não deve sofrer ingerência externa e que o caso deve ser investigado com rigor para preservar a integridade das instituições.
A PGR ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido, e a Polícia Federal analisará a documentação apresentada pelos parlamentares. O desdobramento do caso é acompanhado de perto pela opinião pública e pelo mercado, dada a complexidade jurídica e política envolvendo o convite de uma potência estrangeira para influir em assuntos internos do Brasil.
Fonte: DCM com informações da folha de S. Paulo
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