sexta-feira, 15 de maio de 2026

Prerrogativas aciona PF e PGR para investigar financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro

Grupo cita possível financiamento político clandestino e solicita oitivas do senador Flávio Bolsonaro e dos responsáveis pela produtora do filme

       Jair Bolsonaro, escurecido na foto - 30/07/2021 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O grupo jurídico Prerrogativas acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) para pedir a abertura de uma investigação sobre a origem dos recursos utilizados na produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). As informações foram divulgadas inicialmente pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a representação foi protocolada nesta sexta-feira (15) e solicita uma série de medidas para rastrear o fluxo financeiro ligado ao longa-metragem. Entre os pedidos está o acesso à prestação de contas integral da produção, apesar de se tratar de uma obra privada.

⊛ Grupo pede investigação sobre recursos do filme
O pedido ocorre após a divulgação de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões ao financiamento do filme. A informação ganhou repercussão depois que a produtora Go Up Entertainment afirmou que não houve utilização de recursos do Banco Master na produção.

As investigações apontam que mais de R$ 60 milhões teriam sido pagos por Daniel Vorcaro, embora a produtora negue que o empresário tenha financiado o filme. A Polícia Federal também apura se recursos ligados ao Banco Master foram utilizados para custear despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Segundo os advogados Marco Aurélio Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, que assinam a representação, uma investigação criminal pode acessar documentos privados quando houver indícios de irregularidades financeiras, ocultação de patrimônio ou desvio de recursos.

⊛ Representação cita suspeitas de irregularidades
Na petição encaminhada à PGR e à PF, os advogados afirmam existir indícios que justificariam a apuração de um possível financiamento político clandestino ligado ao projeto cinematográfico.

“Caso tenham existido valores arrecadados fora da contabilidade oficial do filme, abre-se linha de apuração sobre possível caixa paralelo, simulação de finalidade, ocultação de beneficiários finais, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica documental ou financiamento político não declarado”, afirma o documento.

O grupo também solicita a realização de oitivas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e dos responsáveis pela produtora do filme.
Pedido inclui atuação do Coaf e cooperação internacional

A notícia de fato pede ainda que a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal requisitem informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e à Receita Federal para aprofundar a análise sobre a movimentação dos recursos. Além disso, o documento solicita medidas de cooperação internacional para rastrear possíveis valores vinculados a fundos localizados nos Estados Unidos.

A representação sustenta ainda que, caso sejam identificados indícios de caixa dois, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder econômico ou financiamento de atividade político-eleitoral, o caso deverá ser encaminhado também à Procuradoria-Geral Eleitoral.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna Painel, da Folha de São Paulo.

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