sábado, 9 de maio de 2026

PM preso por feminicídio assediou outra soldado por oito meses, mostram mensagens; veja prints


          Conversas no WhatsApp do tenente-coronel Geraldo Neto – Imagem: Reprodução

Mensagens de celular mostram que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto, de 53 anos, preso acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, assediou sexualmente durante oito meses uma outra subordinada em São Paulo. Os prints de WhatsApp fazem parte de denúncias entregues à Corregedoria da PM pela soldado Rariane Generoso, de 32 anos, que acusa o oficial de assédio sexual e moral, ameaça, perseguição e coação.

Nas mensagens enviadas entre junho de 2025 e março de 2026, Geraldo Neto faz convites e declarações à policial. “Quer namorar comigo?”, escreveu o oficial em setembro de 2025. Em outro trecho, afirmou: “Não vejo a hora de te dar um beijo bem gostoso nessa sua boca deliciosa.” Rariane respondeu com recusas diretas, como: “Não vamos ter nada”, “Vamos manter o profissionalismo, por favor” e “Olha, eu só peço para que me deixe em paz.”

Segundo a denúncia, o oficial também teria ido ao prédio onde a soldado mora levando flores e usando viatura oficial em uma das ocasiões. A policial afirma que passou a sofrer constrangimento dentro da corporação após colegas comentarem que ela seria amante do superior. Geraldo Neto está preso sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, a PM Gisele Alves, baleada em fevereiro deste ano no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. A defesa sustenta que Gisele se matou e que o oficial é inocente.

Prints das conversas do tenente-coronel Geraldo Neto – Imagem: Reprodução
Fonte: DCM

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