sábado, 9 de maio de 2026

Flávio Bolsonaro recua de defesa pelo fim da reeleição e agora fala em governo de até 8 anos


Sem apresentar provas, o parlamentar também voltou a associar o PT ao crime organizado durante evento em Santa Catarina

        Senador Flávio Bolsonaro (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (8) que um eventual governo seu poderá durar “até oito anos”, apesar de já ter defendido publicamente o fim da reeleição no Brasil.

“O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho [Mello], seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, aonde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependem de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias’”, disse o parlamentar em um evento com empresários em Santa Catarina, de acordo com a Folha de São Paulo.

➧ Fim da reeleição e cenário de 2030
A fala chamou atenção porque Flávio Bolsonaro anunciou, em fevereiro, o protocolo de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para extinguir a reeleição no país.

A proposta busca ampliar o apoio de lideranças políticas e governadores interessados em disputar o Palácio do Planalto em um cenário sem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sem integrantes da família Bolsonaro na corrida presidencial.

Entre os nomes cotados para 2030 está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como um dos principais nomes da direita para futuras disputas nacionais. Interlocutores de Flávio, porém, negam qualquer acordo político prévio nesse sentido.

➧ Ataques ao PT e à esquerda
Durante o evento, Flávio Bolsonaro também endureceu o discurso contra o PT e afirmou que a esquerda poderá perder relevância política por décadas caso ele vença as eleições presidenciais.

“A gente vai botar um fim no ciclo do PT nesse país. Vocês nunca mais vão ouvir falar de esquerda nos próximos 30, 40 anos, porque eles vão ser colocados no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído, que é a insignificância. É uma mentalidade cancerígena”, afirmou.

➧ Críticas a Lula e à política externa
Flávio Bolsonaro também criticou a política externa do governo Lula. Ao comentar a reunião do presidente brasileiro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o senador afirmou que Lula perdeu a oportunidade de intensificar ações de combate ao crime organizado e associou, sem provas, parte do eleitorado do petista a facções criminosas.

“O Lula perdeu mais uma oportunidade de ir lá para os Estados Unidos e começar a combater de verdade as organizações criminosas aqui no Brasil. Mas não, ele vai para lá, não traz absolutamente nada de concreto, de notícia boa para o povo brasileiro. Parece que foi, mais uma vez, defender os interesses dos seus eleitores, do CV e do PCC, ao invés de fazer uma parceria com os Estados Unidos, Israel, Argentina”, disse Flávio Bolsonaro.

➧ Nova reforma tributária
O parlamentar também afirmou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional uma nova proposta de reforma tributária caso seja eleito presidente da República. Segundo Flávio Bolsonaro, a intenção é reduzir impostos, mesmo sem indicar mecanismos de compensação fiscal imediata.

“Eu quero começar a minha transição ainda, se Deus quiser, após os resultados das eleições, já mandando para o próprio Congresso Nacional uma nova reforma tributária, que não tem que ser neutra”, declarou. Na sequência, ele afirmou que pretende flexibilizar regras fiscais atuais.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

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