quarta-feira, 6 de maio de 2026

“I love you”: Trump liga para Lula antes de viagem aos EUA


       O presidente americano Donald Trump, e o presidente brasileiro Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula recebeu na sexta (1º) uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo fontes do governo brasileiro, a conversa durou cerca de 40 minutos e foi considerada amistosa por integrantes do Palácio do Planalto, segundo o g1.

Durante a ligação, Lula afirmou que estava disposto a viajar aos Estados Unidos para um encontro presencial com Trump. De acordo com interlocutores, o presidente americano respondeu que sua equipe organizaria os detalhes da reunião. O aval para a viagem foi confirmado no dia seguinte e o encontro marcado para quinta (7).

Segundo membros do governo brasileiro, Trump disse que admira a trajetória política de Lula e comentou que pesquisou sobre a vida do presidente brasileiro. O petista afirmou que pretendia discutir interesses comuns entre Brasil e Estados Unidos, além de temas ligados a conflitos internacionais e ao papel da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ainda segundo pessoas que acompanharam o relato da conversa, Trump encerrou o telefonema de forma descontraída, dizendo “I love you” (“eu te amo”, em português) ao presidente brasileiro. O encontro entre os dois chefes de Estado é tratado pela diplomacia brasileira como uma tentativa de reaproximação entre os governos após meses de conflitos políticos e comerciais.

Lula e Geraldo Alckmin na Base Aérea de Brasília durante embarque para os EUA. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Entre os assuntos previstos para a reunião estão discussões sobre comércio bilateral, investigações envolvendo o Pix, cooperação no combate ao crime organizado, minerais críticos e terras raras. Também devem entrar na pauta questões relacionadas ao Oriente Médio, América Latina e ao funcionamento da ONU.

A aproximação entre Lula e Trump começou a ganhar força em janeiro de 2026, quando os dois presidentes conversaram por cerca de 50 minutos por telefone. Na época, Lula chegou a dizer que queria um encontro “olho no olho” com ele em Washington, mas a guerra no Oriente Médio acabou adiando a agenda.

Nos últimos meses, a relação entre os dois governos enfrentou novos episódios de desgaste. Entre eles estão questões envolvendo tarifas comerciais, o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e ruídos relacionados à prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem.

Integrantes do governo brasileiro avaliam que o encontro desta semana pode funcionar como ponto de partida para futuras negociações entre os dois países. Auxiliares de Lula afirmam que a reunião é vista mais como uma etapa inicial de reconstrução do diálogo do que como momento de definição de acordos concretos.

Fonte: DCM com informações do G1

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