Demora de quase dois anos na análise motiva petição, que cita parecer favorável da PGR para abertura de ação penal contra o ex-deputado
Daniela Mercury e Eduardo Bolsonaro (Foto: Reprodução/Instagram | Paulo Sergio/Câmara dos Deputados)
A defesa da cantora Daniela Mercury apresentou nova petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que Eduardo Bolsonaro seja formalmente processado por difamação. O caso tramita na Corte e ainda depende de decisão sobre o recebimento da queixa-crime. As informações são do jornal O Globo.
Segundo os advogados da artista, o processo aguarda análise há mais de um ano e oito meses. Eles afirmam que, uma vez aceita a queixa-crime, terá início a ação penal contra o ex-deputado. Na manifestação enviada ao STF, a defesa sustenta que o caso "é simples e não demanda maior complexidade".
O documento também aponta que Eduardo Bolsonaro responde a outros processos por situações semelhantes, incluindo uma ação movida pela deputada Tábata Amaral (PSB-SP). A Procuradoria-Geral da República (PGR) já opinou favoravelmente ao prosseguimento da queixa-crime. O posicionamento foi apresentado em agosto de 2024.
Entraves na tramitação
De acordo com a petição, o andamento do processo foi prejudicado por tentativas frustradas de notificação do então parlamentar. Em uma dessas ocasiões, um oficial de Justiça não conseguiu cumprir a diligência ao ser impedido de entrar na CPI dos Atos Golpistas. A ação foi protocolada em 2022.
Daniela Mercury acusa Eduardo Bolsonaro de deturpar uma declaração sua, ao atribuir à cantora uma fala sobre Jesus Cristo com as expressões "muito gay" e "muito bicha". Segundo a defesa, a fala original de Daniela não se referia à figura cristã, mas sim ao cantor Renato Russo, seu amigo, e foi retirada de contexto. O episódio envolveu a publicação, por parte de Eduardo Bolsonaro, de um vídeo editado em seu perfil no Twitter com críticas à artista.
Na petição, os advogados afirmam: "À luz do entendimento firmado por este Supremo Tribunal Federal, não há razão para entendimento diverso, senão o recebimento da presente queixa-crime". O documento é assinado por Rodrigo Dall'Acqua e José Luis Oliveira Lima. O caso tem como relator o ministro Kassio Nunes Marques.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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