Um hacker identificado apenas como Leonardo foi alvo de uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (7) em Minas Gerais após ser investigado por invasões a sistemas de governos, tribunais e forças policiais. A ação foi conduzida pela Controladoria Geral do Estado de São Paulo em parceria com a Polícia Civil mineira.
O investigado é tratado pelas autoridades como um “fantasma” devido à dificuldade em rastrear suas atividades digitais. Segundo as investigações, o suspeito atuava na comercialização de logins, senhas e acessos ilegais na deep web e na dark web.
A polícia afirma que grupos criminosos especializados em golpes teriam comprado informações relacionadas a tribunais de Justiça, polícias civis e corporações militares estaduais.
O principal alvo da operação foi um data center instalado em Belo Horizonte, onde o investigado armazenava grandes volumes de dados obtidos em ataques cibernéticos. Com mandado de busca e apreensão, agentes conseguiram bloquear os sistemas utilizados pelo suspeito e recolher arquivos que serão analisados pela perícia.
As autoridades querem identificar os clientes do esquema, os órgãos atingidos e o valor movimentado com a venda das informações. Conforme a apuração, já foram identificados acessos relacionados ao Tribunal de Justiça do Maranhão, Tribunal de Justiça de Goiás, Polícia Militar de Goiás e às polícias civis de São Paulo e Minas Gerais.

A ação também contou com apoio da Corregedoria da Polícia Civil paulista após a identificação de dados de policiais comercializados ilegalmente. Segundo os investigadores, o objetivo foi preservar a integridade funcional dos agentes cujos acessos teriam sido utilizados de maneira irregular.
Leonardo foi localizado em um sítio na região de Juiz de Fora. Apesar da operação, ele não foi preso preventivamente e responderá ao processo em liberdade mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A investigação aponta que o suspeito trabalhou anteriormente na área de tecnologia da informação em bancos e empresas digitais antes de migrar para atividades ilegais. A Polícia Civil e a Controladoria Geral de São Paulo apuram um esquema estruturado de invasões a servidores públicos, vazamento de dados e venda de informações sigilosas em fóruns clandestinos da internet.
Segundo a polícia, os hackers exploravam falhas de segurança e utilizavam malwares para assumir o controle dos sistemas governamentais. O grupo também negociava acessos ilícitos conhecidos como “shells”, usados para manter invasões ativas em redes públicas.
Os investigadores afirmam que as provas obtidas até o momento confirmam a autenticidade dos dados vazados e indicam risco à segurança da informação do estado. A Polícia Civil informou ainda que pediu autorização judicial para quebra de sigilos telefônicos e telemáticos dos investigados. Os nomes de outros envolvidos e detalhes da operação seguem sob sigilo judicial.
Fonte: DCM
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