O documentário “A Colisão dos Destinos”, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, estreou nesta quinta (14) em cinemas de diferentes regiões do país. Dirigido por Doriel Francisco e produzido pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), o longa de 70 minutos chegou às salas em meio à repercussão das mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”.
Segundo o g1, sessões de estreia registraram baixa presença de público. Em Embu das Artes, na Grande São Paulo, uma exibição reuniu apenas sete espectadores. Dados do site do Grupo Cine mostravam que outras sessões no interior paulista tinham entre cinco e seis ingressos vendidos pouco antes do início.
O roteiro do documentário foi escrito por Doriel Francisco e William Alves. A produção promete apresentar uma “versão humanizada” de Bolsonaro por meio de depoimentos do ex-presidente, filhos, irmãos, assessores e aliados políticos como Nikolas Ferreira (PL-MG), Hélio Lopes (PL-RJ) e Gil Diniz (PL-SP).
Michelle Bolsonaro não aparece entre os entrevistados. O filme percorre a infância, a carreira militar e a chegada de Bolsonaro à Presidência, mas não apresenta referências ao noticiário ou aos principais episódios negativos de sua gestão. Durante a parte dedicada ao governo, aliados exaltam o ex-presidente em depoimentos políticos e pessoais.

O deputado Hélio Lopes afirma no documentário que Bolsonaro “não errou uma” durante a pandemia de coronavírus. O longa não menciona que a CPI da Covid pediu o indiciamento do ex-presidente por crimes relacionados à condução da crise sanitária entre 2020 e 2021.
A produção também dedica espaço ao atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha de 2018 em Juiz de Fora (MG). Familiares e aliados descrevem o episódio como um momento decisivo para fortalecer o então candidato. “Falo com tranquilidade: ele é um escolhido de Deus”, afirma Flávio Bolsonaro em uma das cenas.
O encerramento do filme reúne depoimentos de filhos e irmãos do ex-presidente defendendo que Bolsonaro teria uma missão divina. A última sequência mostra imagens do ex-presidente sendo aplaudido por apoiadores em eventos políticos e atos públicos.
Apesar de ter sido finalizado em 2025, o documentário foi adiado após “últimos acontecimentos”, período em que Bolsonaro era julgado por tentativa de golpe. O longa não menciona a derrota eleitoral de 2022 nem a condenação sofrida pelo ex-presidente em 2025.
Fonte: DCM com informações do G1
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