sexta-feira, 15 de maio de 2026

Careca misterioso: como Moraes é retratado no filme de Bolsonaro


Jair Bolsonaro, então presidente da República, durante cerimônia de posse do ministro Alexandre de Moraes na Presidência do Tribunal Superior Eleitoral, em 2022. Foto: Antonio Augusto/TSE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes aparece no filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O magistrado não é um personagem da trama, mas é citado indiretamente em uma cena, segundo o site Agenda do Poder.

O roteiro do longa descreve uma figura careca, “esguia” e misteriosa observando a posse de Bolsonaro em uma sala escura. O ministro participou da sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados, ao lado de Dias Toffoli, então presidente da Corte.

O presidente Lula também não é um personagem no filme, mas aparece em alguns momentos da trama por meio de imagens de arquivo e diálogos. Os roteiristas alteraram alguns nomes de figuras, como Aurélio Barba (Adélio Bispo), Dolores (Damares Alves), Zico (Gilson Machado) e Gloria de Rosales (Maria do Rosário).

Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução
O filme “Dark Horse” aposta em uma narrativa que mistura política, religião e elementos épicos do cinema hollywoodiano. A produção foi idealizada pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) e tem como eixo principal o atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha de 2018.

Escrito em inglês pelos cineastas Cyrus Nowrasteh e Mark Nowrasteh, o roteiro apresenta Bolsonaro como uma figura dividida entre dois perfis: o líder tratado de forma quase messiânica e o político que busca parecer próximo da população.

Em uma das cenas, ao ser questionado por uma jornalista sobre quem seria “debaixo de tudo isso”, o personagem responde: “Algo que você nunca encontrou, um homem.”

Ao longo da trama, o roteiro utiliza símbolos religiosos e passagens espirituais para construir a narrativa do ex-presidente.

A estrutura dramática segue o modelo conhecido como “jornada do herói”, utilizado em franquias como “Star Wars” e “Harry Potter”. Nesse formato, Bolsonaro é retratado como um líder improvável enfrentando adversários políticos, a imprensa e o atentado durante a campanha eleitoral.

O roteiro também descreve jornalistas como “abutres” e trata o socialismo como uma “doença infecciosa”, expressões que aparecem nas próprias descrições técnicas do texto.

Fonte: Brasil 247 com informações da Agenda do Poder

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