domingo, 17 de maio de 2026

Antes de ser vacinado, Flávio Bolsonaro já defendeu a cloroquina e o fim do isolamento na pandemia


     O senador Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, tem usado seu comportamento durante a pandemia de Covid-19 para tentar se apresentar como um nome mais moderado em relação a Jair Bolsonaro (PL). Segundo a Folha, ele passou a se definir como o “Bolsonaro que toma vacina”, em referência à sua defesa dos imunizantes a partir do primeiro semestre de 2021.

Antes de adotar esse discurso, porém, Flávio defendeu medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como cloroquina e hidroxicloroquina. Em setembro de 2020, após ser infectado pelo coronavírus, o senador publicou uma mensagem afirmando ter usado esses remédios desde os primeiros sintomas.

“Estou curado da Covid-19, graças a Deus! Tratei, desde os primeiros sintomas, com hidroxicloroquina e azitromicina, com acompanhamento médico! Comigo, já são quase 3,3 milhões de brasileiros recuperados!”, escreveu Flávio Bolsonaro na ocasião.

Em março de 2021, quando os primeiros imunizantes já estavam sendo distribuídos no país, o senador voltou a defender o chamado tratamento precoce. Naquele período, ele afirmou que “tratamento precoce e vacina são totalmente complementares”, em resposta a uma crítica feita pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

Flávio também se posicionou contra medidas de restrição de circulação adotadas para reduzir a propagação do vírus. Em 24 de março de 2020, ele escreveu: “Vamos sair do isolamento horizontal para o vertical, protegendo os mais vulneráveis e permitindo que pessoas voltem a trabalhar”.

No mesmo dia, o senador parabenizou Jair Bolsonaro por defender a circulação de pessoas e usou a hashtag #OBrasilNaoPodeParar. “Mantendo-se o isolamento total das pessoas, a previsão é de chegarmos a 40 milhões de desempregados. Certamente muito mais pessoas morreriam. Parabéns, presidente Jair Bolsonaro, pela coragem de agir no agora e pensar no pós-crise. Isso que se espera de um estadista”, publicou.



Em março de 2021, Flávio compartilhou um vídeo comparando governadores a nazistas em um campo de concentração. Naquele período, ele começou a defender a vacinação com mais frequência e participou, ao lado do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), da elaboração de um projeto de lei para facilitar a compra de vacinas pelo Brasil.

Em julho de 2021, o senador foi fotografado sendo vacinado pelo então ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Depois disso, passou a publicar mensagens em defesa dos imunizantes, mas também afirmou, em setembro daquele ano, que “todas as vacinas aplicadas no Brasil, sem exceção, foram adquiridas pelo governo Bolsonaro”. A assessoria de Flávio foi procurada pela Folha entre quarta-feira (13) e sexta-feira (15), mas não respondeu aos questionamentos.

Fonte: DCM

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