A Polícia Federal abriu inquéritos para investigar analistas e auditores da Receita Federal que atuaram como agentes policiais em operações de combate ao tráfico nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo. As ações, registradas pelo programa Aeroporto: Área Restrita, incluem interrogatórios e abordagens armadas que, segundo a PF, podem configurar usurpação de função e abuso de autoridade.
Em Guarulhos, uma operação da Receita em dezembro de 2024 resultou na detenção de duas pessoas por tráfico, mas uma delas foi liberada após ser presa por engano. Câmeras de segurança mostraram um analista portando um fuzil com o dedo no gatilho durante um interrogatório. A PF alega que a Receita frustrou uma investigação policial ao agir antes do planejado. A Receita defendeu as ações como legais e dentro de suas atribuições aduaneiras.
Segundo o Uol, o conflito se aprofundou em fevereiro, quando agentes da PF encontraram três servidores da Receita vestindo roupas táticas e portando armas longas sem identificação visível em uma mata próxima ao Aeroporto de Guarulhos. A PF pediu a prisão preventiva dos investigados por suspeitas de usurpação de função e associação criminosa, mas a Justiça negou o pedido.
Em nota, a Receita afirmou que “não há registro de instauração de procedimentos disciplinares pela Corregedoria relacionados aos fatos” e que os servidores atuaram “em estrito cumprimento do dever funcional”. A PF, por sua vez, sustenta que cabe aos fiscais apenas alertar a polícia.
Fonte: DCM com informações do UOL
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