quinta-feira, 12 de março de 2026

Simone Tebet confirma candidatura ao Senado por São Paulo

Ministra do Planejamento diz que aceitou disputar eleição após pedido de Lula e Alckmin e avalia que eleição paulista terá impacto nacional

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, em cerimônia no Banco Central, em Brasília - 02/04/2025 (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), confirmou que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A decisão, segundo ela, atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A declaração foi feita durante participação no Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande (MS).

Tebet afirmou que a decisão também envolveu uma conversa com sua família e disse que precisava da aprovação da mãe antes de aceitar a candidatura. A ministra foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul, mas pretende transferir seu domicílio eleitoral para concorrer pelo estado de São Paulo.

Durante a coletiva, Tebet explicou que decidiu aceitar o desafio após refletir sobre a proposta e conversar com familiares. “Eu precisava das bênçãos da minha mãe, que tinha a expectativa de que eu pudesse voltar para a casa dela, ficar mais próximo dela. Depois de explicar a situação para a minha mãe, eu decidi cumprir a missão. São Paulo é atravessar um rio, uma ponte, é onde eu fiz meu mestrado, é onde eu vou sempre visitar minhas filhas que moram em São Paulo, meu marido é de São Paulo”, afirmou.

A ministra também destacou que a disputa eleitoral no estado tem relevância nacional e lembrou o desempenho que obteve em São Paulo nas eleições presidenciais de 2022. “Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação”, disse.

Para disputar a eleição, Tebet deve deixar o Ministério do Planejamento até o fim de março. Ela afirmou que ainda não definiu a data exata da saída, pois pretende concluir compromissos administrativos antes de deixar o cargo. “A gente tem, por exemplo, o relatório bimestral do orçamento em dia 22 (de março). Em seguida, é organizar, deixar tudo organizado para o próximo, a próxima, não sei quem vai assumir. Até tenho conversado com o presidente, mas é ele quem vai, no momento certo, anunciar a nossa saída. Mas acredito que final do mês, depois da Semana Santa, até o final do mês eu entrego o ministério”, afirmou.

A movimentação ocorre em meio à reorganização do cenário político paulista para as eleições de 2026. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), já anunciou que deixará o cargo para disputar o governo de São Paulo, o que contribui para definir as principais candidaturas do campo governista no estado.

Apesar da confirmação da intenção de concorrer, a candidatura de Tebet depende de uma mudança partidária. Atualmente filiada ao MDB, a ministra enfrenta um obstáculo interno, já que a legenda tende a apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.

Diante desse cenário, o PSB aparece como principal alternativa para abrigar a candidatura. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que integra o partido, tem participado das conversas com Tebet sobre uma possível filiação, embora a ministra ainda não tenha confirmado publicamente a troca de sigla. Em entrevista à Globonews em fevereiro, ela comentou a situação: “Em São Paulo, nós já temos palanque. Se fizer essa mudança, ela vai para outro projeto. Não tem o compromisso do MDB”.

O debate eleitoral também ganhou novos elementos após a divulgação da primeira pesquisa do Datafolha deste ano sobre a disputa pelo Senado em São Paulo. O levantamento indicou ministros do governo Lula liderando as intenções de voto em diferentes cenários testados.

Entre os nomes citados aparecem Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Simone Tebet e Márcio França, além da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Na pesquisa realizada antes de Haddad confirmar a candidatura ao governo paulista, ele aparecia na liderança com 30% das intenções de voto, seguido por Tebet, com 25%. França registrava 20%, enquanto Marina Silva tinha 18% em um dos cenários avaliados.

Fonte: Brasil 247

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