sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Bem humorado, Lula fala sobre imagem de IA: “Janja nunca ganhou uma joia minha”

O presidente Lula (PT) durante cerimônia de assinatura de contratos no âmbito do Programa Mar Aberto. Foto: Reprodução


O presidente Lula (PT) comentou, nesta terça-feira (20), durante cerimônia de assinatura de contratos no âmbito do Programa Mar Aberto, sobre as fotos feitas com inteligência artificial que mostram ele e a primeira-dama Janja caminhando em uma praia.

“Ontem o cara veio me mostrar uma foto minha, de bermuda, com as minhas coxonas lá para todo mundo ver, de roupa branca, dando uma joia para a Janja. E aí o cara que me mostrou a foto disse: ‘Olha, presidente, como o senhor e a Janja estão bonitos’”, disse. “Eu e a Janja falamos: ‘Não, mas esses aí não somos nós, não. Isso é inteligência artificial’. A coitada da Janja nunca ganhou uma joia minha.”

O presidente ainda fez um alerta: “Nós estamos virando algoritmo. A gente está vendo a mentira em tempo recorde. Para desmontar essa fábrica de mentiras, tem que ser vocês. Viu uma coisa que é mentira? Denuncie ou delete, não passe para a frente.”

Assista abaixo:

Fonte: DCM

Parlamentares da Venezuela aprovam em 1ª votação reforma que abre o setor de petróleo a empresas privadas

Novo projeto de lei de hidrocarbonetos reduz carga tributária, prevê arbitragem internacional e mantém maioria estatal em joint ventures

Protesto contra ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, de bloquear a entrada e saída de petroleiros sancionados da Venezuela - 17 de dezembro de 2025 (Foto: REUTERS)

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, em primeira discussão, um novo projeto de lei de hidrocarbonetos que pode abrir de forma ampla o setor de petróleo e gás à atuação de empresas privadas, incluindo companhias estrangeiras. O texto, votado na tarde de quinta-feira, propõe reduzir a participação do Estado na renda petrolífera, flexibilizar regras de operação e autorizar mecanismos de arbitragem internacional para litígios, sinalizando uma mudança relevante após décadas de predominância estatal.

A informação foi divulgada pelo Financial Times, que afirmou ter tido acesso ao conteúdo do projeto e aos termos detalhados da proposta. Segundo o jornal, a lei pode representar um recuo em relação ao modelo consolidado durante a era Hugo Chávez e mantido sob Nicolás Maduro, ao permitir que empresas privadas operem e comercializem campos de petróleo com maior autonomia.

☉ O que muda no novo marco do petróleo

De acordo com o texto visto pelo Financial Times, a proposta permite que empresas privadas, venezuelanas ou estrangeiras, possam operar e comercializar campos petrolíferos, com redução da fatia de arrecadação do governo. Um ponto central é a autorização para que empresas privadas venezuelanas operem campos “por sua própria conta”, assumindo custos e operação, dentro das novas regras.

O projeto preserva, porém, a exigência de maioria estatal em empreendimentos conjuntos. As joint ventures continuariam a demandar participação majoritária de uma estatal, mantendo formalmente o controle do Estado sobre parte relevante da estrutura societária em projetos compartilhados.

Outro elemento-chave está na cobrança de royalties. A proposta manteria uma alíquota-base de 30%, mas abriria espaço para reduções a 20% e até 15% em determinados casos, com a justificativa de “alcançar a viabilidade econômica” dos projetos. Na prática, a flexibilização pode funcionar como incentivo para atrair capital externo a campos maduros, áreas de risco ou regiões com pouca infraestrutura.

☉ Arbitragem internacional e fim da obrigatoriedade de tribunais locais

O texto também remove a exigência de que disputas sejam obrigatoriamente resolvidas na Justiça local. Em seu lugar, prevê a possibilidade de arbitragem internacional em caso de conflito, um dispositivo frequentemente demandado por investidores estrangeiros em países com histórico de litígios e de mudanças contratuais.

Esse ponto se conecta diretamente ao passado recente do setor. Sob Chávez, a Venezuela promoveu expropriações de ativos de petroleiras americanas, incluindo ExxonMobil e ConocoPhillips, e aprofundou o controle estatal por meio da Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), com forte politização da gestão.

☉ Quem escreveu o projeto e a acusação de influência de Washington

Durante a sessão, a proposta foi apresentada por Orlando Camacho, parlamentar do bloco pró-governo. Um integrante de sua equipe afirmou que o projeto teria sido redigido pelo Poder Executivo venezuelano. Já um parlamentar governista, falando sob condição de anonimato, deu outra versão e atribuiu influência direta aos Estados Unidos na composição do texto.

Na fala relatada, o deputado afirmou: "Há muitas coisas que foram ordenadas pelos gringos" e completou: "Essa lei vem dos Estados Unidos". A divergência expõe a tensão política em torno do novo desenho institucional do setor, sobretudo porque a reforma ocorre em um momento de forte interferência externa no destino do país.

☉ Contexto político: sequestro de Maduro e apoio dos EUA ao governo interino

O projeto é apresentado após um episódio de grande impacto descrito pelo Financial Times como uma ação de forças especiais dos Estados Unidos em 3 de janeiro, em Caracas, que teria capturado o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enviando-os para Nova York para enfrentar acusações de tráfico de drogas.

Após a operação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, segundo o relato do jornal, que Washington iria “comandar” a Venezuela e, na prática, controlar seu setor petrolífero. O Financial Times também informou que os EUA apreenderam sete petroleiros sancionados, que teriam sido usados para transportar petróleo venezuelano.

Nesse cenário, o governo de transição teria passado a ser liderado por Delcy Rodríguez, citada como “presidente interina” apoiada por Trump para atrair investimento estrangeiro ao petróleo venezuelano. A própria Delcy indicou, na semana anterior à votação, que mudanças profundas estavam em curso.

Ela disse aos parlamentares: "Isso permitirá que fluxos de investimento sejam direcionados a novos campos, a campos onde nunca houve investimento e onde não há infraestrutura".

☉ “Petróleo no subsolo é inútil”, diz o presidente do Legislativo

A aprovação em primeira discussão ocorreu com o Legislativo preparando nova votação na semana seguinte, etapa necessária para a aprovação final. O presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, defendeu a reforma como condição para elevar a produção.

Segundo a fala citada, ele afirmou: "Essas reformas são necessárias para permitir um aumento da produção de petróleo" e reforçou: "Como a presidente interina disse, petróleo no subsolo é inútil".

☉ Reservas gigantes, produção em queda e o peso das sanções

A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 300 bilhões de barris, e chegou a produzir aproximadamente 3 milhões de barris por dia no início dos anos 2000. O colapso veio depois, impulsionado por corrupção e má gestão, levando a produção a cerca de 500 mil barris por dia em 2020.

O Financial Times destacou que sanções amplas dos EUA ao setor, impostas durante o primeiro governo Trump, também complicaram o cenário. Em 2025, a produção teria subido para aproximadamente 950 mil barris por dia, impulsionada em grande parte pela Chevron, que opera com uma licença de isenção vinculada às sanções e seria, segundo o jornal, a única grande petroleira americana ativa no país.

O novo projeto de lei ampliaria os contratos estabelecidos com a Chevron em 2022, criando base jurídica para estender e diversificar modelos de parceria com agentes privados.

☉ Chevron, garantias e o temor de expropriação

Grupos empresariais dos EUA, ainda segundo o jornal, afirmam precisar de “garantias sérias” antes de investir na reconstrução da infraestrutura petrolífera venezuelana. Entre as exigências, estariam reformas que permitam contratos com empresas locais e proteção contra expropriação de ativos.

A Chevron não comentou especificamente os detalhes das novas reformas, mas reiterou seu compromisso de continuar investindo. A companhia afirmou: "Estamos prontos para ajudar a construir um futuro melhor enquanto fortalecemos a energia dos EUA e a segurança regional".

Do lado de Washington, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse em entrevista à Bloomberg Television que a Casa Branca "não vai se envolver em fornecer segurança no terreno" para empresas que atuem na Venezuela. A declaração sugere que o governo americano pretende estimular investimento, mas sem assumir custos diretos de proteção operacional.

☉ A disputa sobre legitimidade e a crítica de sindicalistas

Um dos maiores obstáculos à atração de capital pode não ser apenas o desenho econômico da lei, mas a legitimidade política do governo que a implementa. Observadores citados no Financial Times questionam se a administração Rodríguez teria autoridade suficiente para aprovar reformas capazes de garantir segurança jurídica a investidores.

O jornal apontou que Delcy Rodríguez era vice-presidente de Maduro quando ele foi retirado do poder por Washington e registrou que Maduro é amplamente visto como responsável por ter “roubado” a reeleição em 2024.

Iván Freites, dirigente sindical ligado aos trabalhadores da PDVSA e atualmente vivendo no exílio na Flórida, criticou a falta de legitimidade do Legislativo para discutir o tema e alertou para o peso político do processo.

Ele disse: "A lei não está sendo discutida por uma autoridade legítima, o que tira dela peso jurídico e político". Em seguida, acrescentou apoio condicionado à abertura do setor, com ressalvas sobre garantias de proteção a investidores: "Sabemos que esses caras roubaram eleições e cometeram violações generalizadas de direitos humanos, então, embora apoiemos abrir o setor de petróleo, isso precisa ser feito com garantias para essas empresas de que seus investimentos não serão roubados ou expropriados".

☉ O que está em jogo na votação final

Se aprovada em definitivo na nova votação prevista para a semana seguinte, a lei pode marcar uma virada na estratégia energética venezuelana, ao combinar incentivo fiscal, arbitragem internacional e ampliação da atuação privada. Ao mesmo tempo, o processo ocorre sob intensa contestação política, com denúncias de influência externa e dúvidas sobre a estabilidade institucional do governo que promete conduzir a reestruturação.

Entre a promessa de elevar a produção e a necessidade de reconstruir infraestrutura, a Venezuela volta a colocar seu petróleo no centro de uma disputa que mistura economia, soberania e geopolítica, com o Estado buscando preservar controle formal e, ao mesmo tempo, oferecer condições mais atraentes a quem dispõe de capital e tecnologia para extrair e comercializar a maior riqueza do país.

Fonte: Brasil 247 com informação foi divulgada pelo Financial Times

Influencers denunciam golpe de agência e calote de 500 mil

Com mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais, o casal afirma que as irregularidades só foram percebidas após um longo período

Facebook, TikTok, Twitter, YouTube e Instagram são exibidos em um smartphone. (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

Os influenciadores Gustavo Catunda e Robert Rosselló, criadores do perfil 2depais, afirmam ter identificado um prejuízo superior a R$ 500 mil em um acordo firmado com a agência Hello Group, responsável por intermediar campanhas publicitárias e administrar os pagamentos recebidos em nome do casal. O caso veio à tona após os dois decidirem confrontar informações repassadas pela empresa com dados obtidos diretamente junto às marcas.

As informações foram relatadas em entrevista ao G1. Com mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais, o casal afirma que as irregularidades só foram percebidas após um longo período de orientações para que eles se mantivessem afastados de marcas, colegas de profissão e até de comparações de valores praticados no mercado.

Segundo Gustavo e Robert, a agência justificava o isolamento como uma forma de “cuidar da imagem” dos influenciadores. “Era sempre assim: ‘nunca conte qual é o seu trabalho, quanto você está ganhando, nunca fale com as pessoas, porque isso vai te derrubar’”, relatou Robert. Ele afirma que a condução era marcada por um discurso de controle e medo. “Deixa que eu tomo conta de tudo, eu resolvo tudo”, completou.

O contrato previa que 70% dos valores das campanhas seriam repassados aos influenciadores, enquanto a agência ficaria com 30% de comissão. No entanto, de acordo com o casal, os pagamentos começaram a atrasar com frequência, sempre acompanhados de explicações genéricas, como dificuldades do mercado ou burocracias internas das empresas contratantes.

No início, os atrasos pareceram pontuais. “A gente via briefing, valor, prazo. Mas, quando chegava a parte do pagamento, sempre tinha um porém”, lembrou Robert. Como toda a comunicação com as marcas era feita exclusivamente pela agência, eles afirmam que não tinham meios de confirmar as informações.

A parceria teve início em 2021, quando o perfil ainda era pequeno e retratava a rotina do casal rumo à paternidade. Naquele momento, o dono da agência teria prometido profissionalizar o conteúdo e ampliar as oportunidades comerciais. O acordo concedia à Hello Group exclusividade para negociar campanhas, assinar contratos, emitir notas fiscais, receber pagamentos e fazer os repasses.

De acordo com os influenciadores, nos primeiros meses a relação parecia funcionar. O perfil cresceu, as campanhas aumentaram e eles se mudaram para São Paulo. “Ele entregou tudo o que prometeu no começo”, disse Gustavo. Com o tempo, porém, os atrasos se tornaram recorrentes e o acesso às informações financeiras passou a ser cada vez mais restrito.

Sem relatórios formais ou prestação de contas, o casal decidiu montar uma planilha própria para controlar campanhas e valores. A desorganização aparente levou à suspeita de que algo não estava certo. “Quando alguém se coloca como amigo, como protetor, você não quer acreditar”, afirmou Robert.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Emenda de Motta injeta bilhões do mercado de carbono e vira alvo do STF

Mudança aprovada no Congresso levanta suspeita e pode ter relação com o pai de Daniel Vorcaro

                    Hugo Motta (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A aprovação de uma emenda apresentada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na lei que regulamentou o mercado de carbono brasileiro provocou forte reação no setor de seguros e previdência privada e levou a norma a ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida criou um mercado compulsório bilionário para créditos de carbono, obrigando empresas do setor a destinar parte de suas reservas técnicas a esse tipo de ativo ambiental. As informações são do UOL.

As autoridades levantam a hipótese de que a emenda possa ter beneficiado interesses ligados ao empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. Henrique passou a investir no mercado de carbono justamente no período em que a proposta avançava no Congresso, inflando o valor de supostos créditos ambientais. O UOL mostrou, em dezembro, que esses créditos teriam sido supervalorizados.

A trajetória de crescimento acelerado do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi acompanhada da construção de uma ampla rede de alianças políticas. Lideranças do Centrão no Congresso e interlocutores no sistema financeiro encamparam pautas de interesse do banqueiro, movimento que agora está sob escrutínio das autoridades.

No caso específico do mercado de carbono, o problema central era a ausência de compradores para créditos ambientais avaliados como bilionários. A emenda apresentada por Hugo Motta mudou esse cenário ao criar uma demanda obrigatória. O setor de seguros e previdência privada passou a ser compelido a investir nesses ativos, mesmo sem ser um dos grandes emissores de gases de efeito estufa.

Entidades do setor argumentam que a medida criou uma distorção. Para a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), a demanda real por créditos de carbono no Brasil “é significativamente menor do que a demanda criada” pela emenda. A entidade afirma que o valor estimado, de cerca de R$ 9 bilhões ao ano, “é comparável ao total movimentado pelo mercado voluntário de crédito de carbono global em 2024”.

A interlocutores, Hugo Motta afirmou que o acordo em torno da emenda foi costurado entre líderes da Câmara dos Deputados e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar defendeu a iniciativa afirmando que a redução das emissões de gases de efeito estufa e o incentivo a políticas ambientais são fundamentais para o país. Motta também sustentou que a injeção bilionária de recursos não seria direcionada a nenhuma empresa específica vendedora de créditos de carbono.

Henrique Vorcaro, por sua vez, declarou ao UOL: “É empresário no Brasil há 40 anos, dialoga com autoridades, mas não tem ingerência em temas de exclusividade do Congresso Nacional. Cabe ao Parlamento decidir sobre a legislação brasileira”. Apesar disso, ele foi alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero.

◆ Questionamento no Supremo

A emenda e sua posterior aprovação causaram estranhamento imediato entre seguradoras e empresas de previdência privada. Embora os créditos de carbono tenham como objetivo mitigar emissões responsáveis pelo aquecimento global, o setor de seguros não figura entre os maiores poluidores.

Em março de 2025, a CNSeg acionou o STF, alegando que a norma viola princípios constitucionais como a liberdade econômica, a livre iniciativa e a concorrência. O relator do caso, ministro Flávio Dino, votou pela inconstitucionalidade da emenda em dezembro.

Para Dino, ficou evidente que o objetivo central da medida era “alavancar o mercado de crédito de carbono”. Em seu voto, o ministro afirmou que o Congresso optou por impor ao setor de seguros e previdência privada a obrigação de investir nesses créditos por razões econômicas, e não ambientais.

“A escolha dos destinatários da norma não foi em virtude de responsabilidade por danos, mas em razão de possuírem vasta reserva financeira, caracterizada pela liquidez e que está sujeita a regulação pelo poder público”, afirmou Dino. Segundo ele, “em virtude disso, [as empresas de seguro e previdência privada] foram selecionadas para alavancar o mercado de crédito de carbono”.

O ministro também concluiu que houve violação ao princípio do poluidor-pagador. “Reputo violado o princípio do poluidor-pagador, pois o ônus da política ambiental não recai verdadeiramente sobre quem mais emite gases de efeito estufa”, escreveu. O julgamento virtual do caso está previsto para se encerrar em 6 de fevereiro.

◆ Tramitação e articulação política

A emenda de Hugo Motta foi apresentada na fase final da tramitação do projeto de lei que regulamentou o mercado de carbono no Brasil, quando o texto já estava pronto para votação em plenário, após passar por comissões e pelo Senado. Diferentemente do padrão, a proposta não veio acompanhada de uma justificativa formal explicando seus impactos.

O texto original determinava que empresas de seguros e previdência privada destinassem 1% de suas reservas técnicas e provisões ao mercado de carbono. Essas reservas funcionam como um colchão financeiro obrigatório para garantir a segurança dos clientes e, tradicionalmente, são aplicadas em títulos do Tesouro Nacional, considerados de baixo risco.

Durante a análise no Senado, o percentual foi reduzido para 0,5%. Ao retornar à Câmara, o então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), articulou para viabilizar a votação. O relator, deputado Aliel Machado (PV-PR), sugeriu manter o percentual menor, mas a maioria dos líderes decidiu retomar a proposta original de 1%.

Dias depois, em outro projeto, o plenário da Câmara reduziu novamente a cobrança para 0,5%, percentual que acabou incorporado à lei e que hoje é analisado pelo STF. O setor estima que esse montante represente entre R$ 7 bilhões e R$ 9 bilhões por ano. Em petição ao Supremo, a CNSeg afirmou: “De R$ 7 a 9 bilhões terão de ser removidos de investimentos estáveis como títulos do Tesouro para serem realocados em créditos de carbono do mercado voluntário”.

◆ Empresas e suspeitas no mercado de carbono

Henrique Vorcaro figura como um dos principais investidores de duas empresas que afirmam atuar no mercado de carbono: Global Carbon e Golden Green. Essas companhias aparecem no fim de uma cadeia de fundos da gestora Reag, investigada sob suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC e de fraudes envolvendo o Banco Master.

As empresas foram constituídas com capital social somado de R$ 600 e, em curto espaço de tempo, passaram a ser avaliadas em cerca de R$ 40 bilhões, valor que as colocaria entre as maiores do mercado global de carbono. No entanto, elas não operam nos endereços registrados na Receita Federal e não são reconhecidas por outros atores relevantes do setor.

Em nota à reportagem, a Reag afirmou que “Golden Green e Global Carbon são companhias pré-operacionais dedicadas ao desenvolvimento e à futura comercialização de ativos ambientais próprios ou de terceiros”. A Golden Green informou ter comercializado créditos ambientais no valor de apenas US$ 6.000, cerca de R$ 30 mil.

O valor declarado de R$ 40 bilhões estaria baseado em supostos créditos ambientais gerados em uma área de aproximadamente 150 mil hectares de floresta amazônica, no município de Apuí, no Amazonas. Especialistas explicam que a quantidade de créditos depende, entre outros fatores, do risco de desmatamento da área.

De acordo com critérios praticados no mercado, uma área na Amazônia pode gerar de um a quinze créditos por hectare, sendo mais comum a média de três créditos em regiões do chamado arco do desmatamento. Considerando um preço médio de US$ 10 por crédito, a área vinculada aos investimentos dos Vorcaro poderia gerar cerca de 450 mil créditos por ano, o que resultaria em aproximadamente US$ 4,5 milhões, ou R$ 25 milhões.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Lula edita MP e cria regime jurídico especial para a Copa do Mundo Feminina de 2027

Medida provisória define proteção a marcas, direitos de transmissão e regras comerciais do Mundial que será disputado no Brasil entre junho e julho de 2027

Lula e atletas da Seleção Brasileira de Futebol Feminino Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert / PR)


 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma medida provisória que estabelece um regime jurídico especial para garantir a proteção de direitos comerciais, de marketing e de transmissão da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, que será realizada no Brasil. O texto cria regras específicas para o uso de marcas, símbolos oficiais e conteúdos de mídia, assegurando segurança jurídica para a organização do torneio, previsto para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com jogos em oito cidades brasileiras.

Publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (23), a Medida Provisória nº 1.335 regulamenta compromissos assumidos pelo país junto à FIFA e estabelece as bases legais para a realização do evento, que contará com 32 seleções. A iniciativa é considerada estratégica para o cumprimento do cronograma oficial da competição, especialmente diante do lançamento das marcas oficiais do Mundial, previsto pela FIFA para o fim de janeiro.

A MP define que a FIFA será a titular dos direitos de exploração comercial do evento, incluindo logotipos, mascotes, troféus e direitos de transmissão de áudio e vídeo, seguindo modelo semelhante ao adotado na Copa do Mundo masculina de 2014. Para garantir essa proteção, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) aplicará um regime especial de registro de marcas e desenhos industriais relacionados à competição.

Nas oito cidades-sede — Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo —, a medida prevê a criação de áreas de restrição comercial e publicitária no entorno dos estádios e dos espaços destinados ao FIFA Fan Festival. O objetivo é coibir o chamado marketing de emboscada, prática em que empresas não patrocinadoras tentam se associar indevidamente ao evento.

O ministro do Esporte, André Fufuca, destacou o impacto do torneio para o país e para a modalidade. “A Copa é uma oportunidade ímpar para o fortalecimento da visibilidade do futebol feminino globalmente e para o desenvolvimento do esporte no país. Estamos prontos para realizar a melhor Copa Feminina da história e garantir um legado social para todas as meninas e mulheres do Brasil”, afirmou.

A medida provisória também deixa explícito que a proteção aos direitos comerciais não implica flexibilização de normas nacionais já existentes. Permanecem plenamente válidas as regras sanitárias, de defesa do consumidor e de proteção à criança e ao adolescente, inclusive no que diz respeito à produção, comercialização e publicidade de bebidas alcoólicas.

No campo da comunicação, o texto estabelece que a FIFA deverá disponibilizar a veículos não detentores dos direitos de transmissão flagrantes de até 3% da duração das partidas para fins informativos. A entidade será responsável exclusiva pela captação e gestão de imagens e sons dos jogos.

O documento ainda prevê sanções civis para quem utilizar indevidamente símbolos oficiais do torneio, promover exibições públicas não autorizadas com fins comerciais ou comercializar ingressos de forma irregular. Segundo o governo, o conjunto de regras reforça a imagem do Brasil como um destino seguro para megaeventos esportivos, a exemplo do ciclo que incluiu a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

Para o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, a realização do Mundial feminino no país tem um significado que vai além do esporte. “A realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil é parte de uma estratégia maior de democratização do futebol: enfrentar as desigualdades e caminhar para a equidade entre mulheres e homens. É a chance de ampliarmos a participação feminina e, sobretudo, garantir que o futebol feminino avance, possibilitando melhores salários e oportunidades para as mulheres”, disse.

Sidônio Palmeira acrescentou que o torneio deve ser visto como um marco de transformação. “Por isso, a Copa deve ser encarada não apenas como mais um evento internacional, mas como uma virada de chave na forma de pensar e agir no Brasil, fortalecendo os clubes, ampliando o acesso a centros de treinamento e consolidando o esporte como vetor de bem-estar social para todas as pessoas. Essa Medida Provisória é o primeiro passo para concretizarmos isso”, completou.

Do lado da estrutura governamental, o Ministério do Esporte coordena o Comitê Gestor da Copa do Mundo Feminina (CGCOPA 2027) e o Grupo Executivo da Copa (GECOPA 2027). O CGCOPA reúne 23 órgãos da administração pública federal, enquanto o GECOPA, formado por nove ministérios, é responsável pela execução das estratégias, definição de metas e monitoramento das ações.

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada pela primeira vez na América do Sul. O Brasil foi escolhido como sede em maio de 2024, após superar a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda. O torneio reunirá 32 seleções, com vagas distribuídas entre todos os continentes, e marcará a décima participação consecutiva da seleção brasileira feminina na competição.

Atual vice-campeã olímpica, a equipe brasileira busca um título inédito no Mundial. O melhor resultado até hoje foi o vice-campeonato em 2007, quando perdeu a final para a Alemanha. Mesmo sem o título, o Brasil detém um recorde histórico: Marta é a maior artilheira das Copas do Mundo femininas, com 17 gols, consolidando seu nome como um dos maiores da história do futebol.

Fonte: Brasil 247

Fotos de multidão com Nikolas em marcha foram geradas por IA


         Publicação no perfil secundário de Nikolas Ferreira no Instagram. Foto: Reprodução

Fotos que circulam nas redes sociais e mostram o deputado federal Nikolas Ferreira caminhando à frente de uma multidão em uma rodovia foram geradas por inteligência artificial. A análise foi feita pelo Aos Fatos, que identificou indícios técnicos de que as imagens não correspondem a registros reais.

Segundo a checagem, entre os elementos observados estão deformidades corporais, rostos desfigurados e desproporções anatômicas em pessoas retratadas nas cenas. Também foram identificadas inconsistências ortográficas em faixas e cartazes, com palavras inexistentes na língua portuguesa ou grafias incoerentes.

As publicações enganosas acumularam grande alcance nas plataformas digitais. Até a tarde desta quinta-feira (22), os posts somavam cerca de 1 milhão de curtidas no Instagram, aproximadamente 480 mil visualizações no X e mais de 14 mil compartilhamentos no Facebook.

Uma das imagens analisadas foi publicada em um perfil reserva de Nikolas Ferreira no Instagram. A conta foi criada em 2022, após o perfil principal do parlamentar sofrer restrições relacionadas à disseminação de conteúdos falsos sobre auditorias das urnas eletrônicas. À época, o próprio deputado anunciou a criação do perfil alternativo em seus canais oficiais.



Outra imagem viral mostra Nikolas Ferreira caminhando à frente de centenas de pessoas com bandeiras do Brasil e faixas em apoio a Jair Bolsonaro. De acordo com a checagem, o rosto do parlamentar apresenta traços diferentes de sua fisionomia real, além de novas distorções faciais e erros nos textos exibidos nos cartazes.

Distorções nos rostos e cartazes dos manifestantes, presença de frases em inglês e sequências de letras aleatórias sem sentido. Foto: Reprodução
Nikolas Ferreira iniciou na segunda-feira (19), em Paracatu (MG), uma marcha a pé chamada “Caminhada da Liberdade”, com previsão de chegada a Brasília no domingo (25). Segundo o deputado, a iniciativa é um protesto contra o que classifica como “perseguições sistemáticas” relacionadas aos envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro e à condenação do ex-presidente Bolsonaro. Procurado, o parlamentar não respondeu aos questionamentos da agência sobre a divulgação das imagens.

Fonte: DCM

Auditoria já alertava para risco em aporte do Rioprevidência no Banco Master

Relatório do Ministério da Previdência apontou problemas em aplicações que somaram R$ 970 milhões e embasaram operação da Polícia Federal

Segurança do lado de fora do Banco Master, após a prisão do acionista controlador do banco, Daniel Vorcaro, em São Paulo - 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)

Uma auditoria do Ministério da Previdência já havia identificado riscos e inconsistências em operações financeiras realizadas pelo Rioprevidência no banco Master, que se tornaram alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (23). As apurações recaem sobre aportes vultosos feitos pelo fundo previdenciário do estado do Rio de Janeiro em um curto intervalo de tempo, levantando suspeitas sobre a regularidade e a segurança das aplicações. As informações são do G1.

A auditoria foi conduzida pela Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência e serviu de base técnica para a investigação. O trabalho fiscal começou a embasar a apuração iniciada em novembro do ano passado, que culminou na operação policial desta semana.

O foco da investigação são nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que totalizam R$ 970 milhões. Todos os aportes foram feitos pelo Rioprevidência no banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro. Somente essas aplicações concentraram quase R$ 1 bilhão em recursos do fundo previdenciário estadual.

Segundo os investigadores, a Polícia Federal apura a possível prática de crimes contra o sistema financeiro nacional. Entre as suspeitas estão gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos, indução em erro de repartição pública, fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

A auditoria do Ministério da Previdência já havia emitido alertas sobre as operações, apontando fragilidades nos procedimentos adotados e riscos relevantes para o patrimônio previdenciário. Esses achados reforçaram a necessidade de aprofundamento das investigações, que agora avançam na esfera criminal com a atuação da Polícia Federal.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Moro lidera disputa pelo governo do Paraná

Levantamento do Paraná Pesquisas indica vantagem do senador em todos os cenários testados e folga nas simulações de segundo turno

      Sergio Moro (Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado)

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) aparece na liderança em todos os cenários avaliados para a eleição ao governo do Paraná, segundo levantamento recente do instituto Paraná Pesquisas. A sondagem mostra o parlamentar à frente dos principais adversários tanto nas simulações de primeiro turno quanto nos confrontos diretos de segundo turno, consolidando sua posição no cenário eleitoral estadual.

Os dados foram divulgados pelo Paraná Pesquisas entre os dias 18 e 22 de janeiro, período em que foram ouvidos eleitores em diferentes regiões do estado.

● Cenários de primeiro turno

No primeiro cenário estimulado, Sergio Moro registra 41,6% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece Álvaro Dias (sem partido), ex-governador e ex-senador, com 19,7%, seguido de perto pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), que soma 19,5%. Na sequência estão Guto Silva (PSD), secretário estadual das Cidades, com 5,7%, e Luiz França (Missão), com 1,0%. Votos brancos, nulos ou nenhum candidato somam 6,9%, enquanto 5,5% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar.

Em um segundo cenário testado, Moro mantém a liderança com 40,0%. Álvaro Dias aparece com 18,8%, Requião Filho com 18,6% e o deputado estadual Alexandre Curi (PSD) surge com 10,6%. Luiz França registra 0,9%. Brancos, nulos ou nenhum candidato representam 6,1%, e 4,9% não souberam responder.

No terceiro recorte, o senador lidera com 37,8%, seguido por Álvaro Dias e Rafael Greca, secretário do Desenvolvimento Sustentável do Paraná, ambos com 17,5%. Requião Filho aparece com 16,5% e Luiz França com 0,8%. Nesse cenário, 5,6% declararam voto branco, nulo ou nenhum, e 4,2% não opinaram.

● Simulações de segundo turno

A pesquisa também avaliou confrontos diretos entre os principais nomes. Em um eventual segundo turno contra Álvaro Dias, Sergio Moro alcança 51,0% das intenções de voto, contra 37,3% do adversário. Brancos, nulos ou nenhum somam 7,6%, e 4,1% não souberam responder.

Em disputa com Alexandre Curi, a vantagem é ampliada: Moro marca 56,0%, enquanto o deputado estadual aparece com 28,2%. Nesse cenário, 9,5% indicaram voto branco ou nulo, e 6,4% não opinaram.

Quando testado contra Requião Filho, o senador registra 55,9%, frente a 33,4% do parlamentar do PDT. Já em um embate com Guto Silva, Moro chega a 61,5%, contra 20,7% do secretário estadual. Por fim, diante de Rafael Greca, o senador soma 52,0%, enquanto o adversário alcança 34,8%.

● Disputa pelo Senado

O levantamento também avaliou a corrida para o Senado pelo Paraná, considerando que em 2026 estarão em jogo duas vagas. No primeiro cenário, Álvaro Dias lidera com 47,5%, seguido por Alexandre Curi, com 36,2%. A jornalista Cristina Graeml (União) aparece com 26%, à frente do deputado federal Filipe Barros (PL), que tem 23%. Jeffrey Chiquini (Novo) registra 9,8%, e Enio Verri (PT), diretor-geral brasileiro da Itaipu, soma 9,4%. Brancos e nulos chegam a 9,3%, e 6,2% não souberam responder.

Em um segundo cenário, sem Alexandre Curi, Álvaro Dias amplia a liderança e alcança 52,2%. Cristina Graeml aparece com 32,5%, seguida por Filipe Barros, com 31,6%. Jeffrey Chiquini marca 12,4%, e Enio Verri chega a 11,2%. Votos brancos ou nulos somam 11,3%, enquanto 6,3% não opinaram.

A pesquisa ouviu 1.300 eleitores em 54 municípios paranaenses. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Brasil 247

Lula deve recusar convite de Trump para integrar Conselho da Paz

Presidente intensifica conversas com líderes do Brics e defende convocar o grupo para discutir o projeto de Donald Trump

      Donald Trump e Lula (Foto: Reuters)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou, nos últimos dias, uma ofensiva diplomática para alinhar posições com parceiros estratégicos diante do novo Conselho da Paz anunciado pelos Estados Unidos, voltado à discussão do conflito na Faixa de Gaza. A movimentação ocorre em meio à avaliação, no Palácio do Planalto, de que o Brasil tende a recusar o convite feito por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para integrar o colegiado. As informações são do Valor Econômico.

As conversas lideradas por Lula ocorrem após surpresa do governo brasileiro com o lançamento antecipado da iniciativa americana, anunciado durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. A avaliação interna é de que o anúncio pegou a diplomacia brasileira desprevenida, já que não estava claro que Trump oficializaria o conselho naquele momento.

Na quinta-feira (22), quase toda a agenda presidencial foi dedicada a telefonemas com lideranças internacionais. Logo pela manhã, Lula conversou com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, atual presidente do Brics. O diálogo teve caráter estratégico, já que cabe à Índia convocar uma eventual reunião extraordinária do grupo, caso os países do Sul Global decidam adotar uma posição conjunta diante da iniciativa americana.

A conversa entre Lula e Modi durou cerca de 45 minutos e abordou, além da situação em Gaza, a necessidade de mudanças no sistema multilateral. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou: “O presidente Lula e o primeiro-ministro Modi também trocaram impressões sobre a situação global. Reafirmaram sua convicção a respeito da necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. Reiteraram, nesse sentido, seu compromisso com a paz em Gaza e, de modo geral, com a defesa da paz no mundo, do multilateralismo e da democracia.”

No mesmo dia, Lula também falou por telefone com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. De acordo com o governo brasileiro, a conversa tratou das perspectivas de reconstrução da Faixa de Gaza e do andamento do plano de paz em discussão, além do compromisso histórico do Brasil com a paz no Oriente Médio. Um dia antes, na quarta-feira (21), o presidente brasileiro já havia tratado do tema com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

A estratégia do Planalto é ampliar o diálogo com países aliados e lideranças relevantes da comunidade internacional antes de qualquer posicionamento público definitivo. Fontes do governo indicam que novas conversas devem ocorrer ao longo da próxima semana, com cautela, para dar lastro diplomático à decisão brasileira.

O Conselho da Paz foi concebido por Donald Trump com o objetivo declarado de contribuir para o fim do conflito na Faixa de Gaza. O presidente dos Estados Unidos, no entanto, reconhece que o órgão pode ter atribuições mais amplas e atuar também em outros conflitos globais. Ainda assim, Trump afirma que a iniciativa não busca substituir ou enfraquecer o papel da Organização das Nações Unidas.

No cenário regional, a decisão brasileira contrasta com a postura de outros países do Mercosul. Os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, e da Argentina, Javier Milei, aceitaram prontamente o convite americano e participaram da cerimônia de lançamento do conselho em Davos. Em publicação nas redes sociais, Peña declarou: “Estar em Davos, como membro fundador do Conselho da Paz, é uma profunda honra para o Paraguai. Ainda mais quando esta iniciativa surge da convicção do presidente Donald Trump, que abriu um espaço para colocar novamente a paz no centro da agenda global.”

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal Valor Econômico

Caso Master: PF mira diretores do Rioprevidência em nova operação

Ação da Polícia Federal apura desdobramentos do caso Banco Master e cumpre mandados de busca e apreensão na autarquia previdenciária estadual

     Caso Master: PF mira diretores do Rioprevidência em nova operação (Foto: Divulgação/Arquivo/PF)

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) uma nova fase da Operação Barco de Papel, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master. A ofensiva tem como alvo integrantes da cúpula do Rioprevidência, autarquia responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores inativos do estado do Rio de Janeiro. Agentes federais saíram às ruas para cumprir quatro mandados de busca e apreensão no território fluminense, com foco em endereços ligados à administração do fundo previdenciário, informa o G1.

De acordo com apuração da GloboNews, os alvos da operação são diretores do Rioprevidência. As diligências buscam reunir provas no inquérito que analisa a atuação do Banco Master e possíveis conexões com a gestão de recursos previdenciários estaduais. A operação ocorre no âmbito de investigações mais amplas conduzidas pela Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo a instituição bancária.

O Rioprevidência é o órgão responsável por administrar os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, o que confere relevância institucional às apurações em curso. A Polícia Federal não divulgou, até o momento, detalhes adicionais sobre o conteúdo apreendido nem sobre eventuais medidas judiciais futuras contra os investigados.

A corporação informou apenas que a operação segue em andamento e que novas informações poderão ser divulgadas ao longo do dia, à medida que os mandados forem cumpridos e o material recolhido for analisado.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Moraes marca nova data para visita de Tarcísio a Bolsonaro

Governador de São Paulo adiou visita por agenda e recebeu nova autorização do STF

O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a realizar uma visita a Jair Bolsonaro (PL) na próxima quinta-feira (29). O encontro havia sido inicialmente marcado para esta semana, mas acabou sendo adiado a pedido do governador paulista. Tarcísio solicitou o adiamento do encontro alegando compromissos de agenda em São Paulo, o que levou Moraes a autorizar uma nova data para a visita. As informações são da Folha de São Paulo.

☉ Encontro ocorre após definição eleitoral

A conversa entre Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro será a primeira desde que o ex-mandatário indicou o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como o seu escolhido para disputar as eleições presidenciais contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A definição marcou um novo momento nas articulações políticas do campo bolsonarista.

Antes disso, o último encontro presencial entre o governador paulista e o ex-mandatário havia ocorrido em setembro, período em que Bolsonaro ainda se encontrava em prisão domiciliar.

☉ Outras visitas autorizadas por Moraes

Além da visita de Tarcísio, Alexandre de Moraes também autorizou Jair Bolsonaro a receber o senador Rogério Marinho (PL-RN). Marinho atua como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, e o encontro está previsto para ocorrer no dia 4 de fevereiro. As autorizações fazem parte das decisões judiciais que regulam as visitas e atividades políticas do ex-presidente, sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal.

☉ Prisão na Papudinha

Jair Bolsonaro está preso no Distrito Federal após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão no inquérito da trama golpista. Atualmente, Bolsonaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha. O espaço conta com oito celas estruturadas como alojamentos coletivos.

A cela ocupada pelo ex-mandatário possui 54 metros quadrados, além de uma área externa de cerca de 10 metros quadrados. De acordo com informações oficiais, o ambiente dispõe de cozinha, quarto, sala, banheiro com box, lavanderia e chuveiro, seguindo o padrão das demais acomodações do batalhão.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo