sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

VÍDEO – Senador bolsonarista elogia proposta de Lula: “Vou defender”


         Bolsonaro ao lado do senador Cleitinho Azevedo. Foto: Divulgação

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) usou suas redes sociais nesta sexta-feira (26) para expressar apoio ao discurso do presidente Lula sobre a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar mineiro afirmou que, apesar de ser oposição ao governo federal, defende ações que beneficiem os trabalhadores, especialmente aquelas que promovem o bem-estar da população.

Cleitinho destacou que sua defesa das pautas sociais não deve ser confundida com um alinhamento político com o governo. “Sou oposição ao Lula, mas não sou oposição ao Brasil. Não sou aliado do Lula, mas sou aliado do povo e tudo que for a favor do povo, eu vou defender”, afirmou o senador em sua publicação.

Ele reforçou que sua postura é consistente e que já sustenta essa posição há mais de um ano, independentemente do debate recente iniciado pelo governo sobre a jornada de trabalho.

O senador afirmou que sua posição não reflete um alinhamento político, mas sim um compromisso com a melhoria das condições de vida da população. O parlamentar usou uma experiência pessoal para justificar seu apoio à mudança na jornada de trabalho.

“Sabe por que eu já venho defendendo isso tem mais de um ano? Porque agora nessa época do ano: Natal, Réveillon… no dia 24, eu passava assim: com meu pai, e meu pai dormia mais cedo porque tinha que ir trabalhar. Todo ano meu pai trabalhava tanto no dia 25 quanto no dia 1º. Meu pai passou 365 dias trabalhando”, contou Cleitinho, mostrando a relevância do tema para sua própria vivência familiar.


Cleitinho Azevedo, que foi integrante da base de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), continua a adotar posições de oposição ao governo Lula em várias frentes, incluindo economia, políticas sociais e sua relação com o Judiciário.

O senador, que ocupa uma posição estratégica no Congresso, tem sido crítico em questões relacionadas ao governo atual, mas enfatizou que seu apoio ao fim da jornada de trabalho 6×1 é uma questão de direitos trabalhistas, e não de alinhamento partidário.

O discurso de Cleitinho também reflete um movimento mais amplo no Congresso, onde alguns membros da oposição têm se mostrado dispostos a apoiar medidas que favoreçam os trabalhadores, mesmo em contextos de divergência política com o governo de turno.

Além disso, o apoio do senador ao fim da escala 6×1 se insere no contexto de um debate mais amplo sobre as condições de trabalho no Brasil. A proposta do governo Lula visa reduzir a carga horária de trabalho dos trabalhadores que enfrentam a jornada 6×1, onde o profissional tem uma folga semanal e trabalha por seis dias consecutivos.

Fonte: DCM

Deputado bolsonarista gastou R$ 883,5 mil com aluguel de barcos e carros


     O deputado federal bolsonarista Éder Mauro (PL-PA). Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Deputados federais gastaram, ao longo dos últimos sete anos, pelo menos R$ 279 milhões com aluguel de carros, barcos e aeronaves. Esse valor inclui despesas feitas de 2019 a 2025, com um aumento de cerca de 18% no período, descontada a inflação.

Esses gastos são financiados pela Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, também conhecida como “Cotão”, que destina verba pública para cobrir despesas como manutenção de escritórios nas bases eleitorais, passagens aéreas e locação de veículos.

Embora esses gastos sejam comuns, as investigações sobre o uso da cota, especialmente por deputados bolsonaristas, levantaram suspeitas de irregularidades. Na legislatura atual, o deputado Éder Mauro (PL-PA) foi o que mais gastou com locações, totalizando R$ 883,5 mil, com uma parte (R$ 540 mil) destinada ao aluguel de embarcações.

Essa prática, segundo o bolsonarista, é essencial para sua atuação política, especialmente no Pará, onde muitas cidades só são acessíveis por rios. Mauro defendeu que os valores pagos estão dentro do mercado e que as locações são necessárias devido às condições de transporte na região Norte, mais isolada.

Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, deputados do PL do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução
Recentemente, a Polícia Federal investigou dois deputados bolsonaristas, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), por suspeitas de irregularidades no uso da verba da cota parlamentar para locação de veículos.

A PF encontrou indícios de que uma empresa de locação, contratada pelos dois, continuou recebendo pagamentos mesmo após ser dissolvida irregularmente. As investigações indicaram que assessores dos deputados podem ter colaborado para dar uma aparência de legalidade à operação, levantando suspeitas de conluio e uso indevido de recursos públicos.

Sóstenes e Jordy reagiram às acusações e se defenderam das investigações. O primeiro alegou que o dinheiro encontrado em sua residência, cerca de R$ 430 mil, era proveniente da venda de um imóvel e que ele não havia feito o depósito devido à “correria de trabalho”.

Já Jordy, em um vídeo publicado nas redes sociais, classificou a ação policial como “covarde” e reafirmou que a empresa de locação era a mesma com a qual ele e Sóstenes trabalhavam desde o início de seus mandatos, justificando os gastos como legítimos.

Fonte: DCM

Moraes libera visita de enteada a Bolsonaro e veta cunhados em hospital


           O ex-presidente Jair Bolsonaro em hospital. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de Leticia Marianna Firmo da Silva, enteada de Jair Bolsonaro, ao ex-presidente no hospital DF Star, em Brasília. Ela tem 23 anos, e é filha mais velha da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Letícia tem uma relação próxima com o padrasto, visitando-o quase diariamente durante o período de prisão domiciliar. Além de Leticia, Bolsonaro também pode receber visitas de Michelle e seus filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura.

As visitas terão que seguir as regras do hospital e Moraes vetou o uso de aparelhos celulares, computadores ou dispositivos eletrônicos. A previsão é de que a internação dure até sete dias e o ex-presidente está em uma área isolada dos demais pacientes.

O ex-presidente, que está preso na Superintendência da Polícia Federal desde 22 de novembro, passou por uma cirurgia de hérnia inguinal no hospital. O cirurgião responsável, Cláudio Birolini, informou que o procedimento transcorreu sem intercorrências.

Leticia Marianna Firmo da Silva e Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução
Bolsonaro foi submetido à anestesia geral, mas já estava acordado e em seu quarto após o procedimento, segundo o médico. Apesar da autorização para a visita de Leticia e outros familiares, o ministro Alexandre de Moraes negou a autorização para que os cunhados de Bolsonaro o visitassem.

Os irmãos de Michelle, Carlos Eduardo Antunes Torres e outros parentes, não têm permissão para entrar no hospital. Carlos Eduardo, um dos cunhados, costumava levar comida para o ex-presidente quando ele estava preso na Superintendência da PF, mas não teve o direito de vê-lo durante sua internação.

A cirurgia de hérnia inguinal foi solicitada pela defesa do ex-presidente e foi autorizada pelo STF na terça (23).

Fonte: DCM

O plano de fuga e o passaporte falso bizarro de Silvinei Vasques


O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Foto: Divulgação

O ex-diretor-geral bolsonarista da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso na madrugada de sexta-feira (26), no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, enquanto tentava fugir para El Salvador com documentos falsificados.

Segundo as autoridades paraguaias, Vasques apresentou um passaporte e um documento de identidade em nome de um paraguaio chamado Julio Eduardo. No entanto, durante a inspeção, agentes de imigração perceberam que as impressões digitais e os números nos documentos não correspondiam aos de Vasques, o que levantou suspeitas.

Após a abordagem, ele confessou que os documentos não eram seus. A prisão ocorreu após o ex-diretor romper sua tornozeleira eletrônica, em Santa Catarina, no dia de Natal. Com isso, as autoridades brasileiras imediatamente alertaram os países vizinhos, incluindo Colômbia, Paraguai e Argentina, para monitorar sua possível fuga.

Silvinei tentou escapar para El Salvador utilizando documentos do Paraguai. Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF) confirmou ainda que ele havia desaparecido de sua residência por volta das 19h do dia 24 de dezembro, e imagens de câmeras de segurança mostraram que ele havia colocado bolsas e itens pessoais em um carro locado, além de ração e outros objetos, sugerindo uma fuga iminente.

Silvinei Vasques, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022, havia tentado usar a estrutura da PRF para monitorar autoridades e impedir a votação de eleitores, principalmente no Nordeste, durante o segundo turno das eleições de 2022.

Em 2023, após ser preso e libertado sob medidas cautelares, incluindo o uso da tornozeleira eletrônica, Vasques foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação na Prefeitura de São José (SC). Contudo, em dezembro de 2025, ele pediu exoneração do cargo após ser novamente condenado pelo STF.

As autoridades paraguaias informaram que, ao ser preso, ele estava tentando embarcar em um voo para El Salvador com o passaporte falso. Ele foi imediatamente detido e aguarda o processo de extradição para o Brasil, onde enfrentará novas acusações relacionadas à sua fuga e tentativas de burlar a Justiça.

O ex-diretor da PRF passará por uma audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (26), onde serão definidas as próximas etapas do processo. Ele deverá ser expulso do Paraguai e entregue às autoridades brasileiras para cumprir sua condenação.

Fonte: DCM

Moraes decreta prisão de Silvinei após violação de tornozeleira e fuga


           O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), após a Polícia Federal (PF) informar sobre a violação das medidas cautelares impostas ao ex-agente.

Silvinei foi detido nesta sexta (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, quando tentava embarcar para El Salvador. A decisão de Moraes se baseia no rompimento da tornozeleira eletrônica, que perdeu sinal de GPS e comunicação por GPRS no dia 25 de dezembro, além de outros indícios de fuga.

A PF realizou diligências no endereço de Silvinei em São José (SC) e constatou que ele havia deixado o apartamento na noite de 24 de dezembro, levando consigo um carro alugado, bolsas, objetos pessoais e um cachorro.

A investigação revelou que o ex-diretor da PRF não retornou ao local, e o apartamento foi encontrado trancado. O relatório policial apontou que, até as 19h22 de 24 de dezembro, Silvinei estava no local, preparando a fuga.

Segundo o relatório da PF, o bosonarista deixou seu prédio em um carro alugado com bolsas, itens pessoais e um cachorro. “Pela sequência de imagens, colocou bolsas no porta-malas do carro, colocou mais coisas no banco de trás, carregando potes comedouros e conduzindo um cachorro (…) e saiu”, escreveu a PF.

Para Moraes, os elementos reunidos indicam fuga. O ministro argumentou que o descumprimento das medidas cautelares justifica a conversão em prisão preventiva.

“A fuga do réu, caracterizada pela violação das medidas cautelares impostas sem qualquer justificativa, autoriza a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva”, prosseguiu o magistrado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Adriano Machado/Reuters
Silvinei teve liberdade provisória decretada em agosto de 2024 e tinha que cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, entrega de passaportes e proibição de deixar o país.

O ex-diretor da PRF foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão por sua participação na trama golpista, que visava manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições presidenciais de 2022. Além da condenação, Silvinei foi condenado ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, perdeu seu cargo público e teve sua inelegibilidade comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Procuradoria Geral da República (PGR) acusou Silvinei Vasques de ter atuado dentro do governo Bolsonaro para dar apoio institucional e operacional ao plano golpista. Segundo o órgão, o ex-diretor da PRF utilizou a estrutura da corporação para favorecer a candidatura de Bolsonaro, concentrando operações policiais no Nordeste para dificultar o deslocamento de eleitores de Lula.

Fonte: DCM

Bolsonaro, Silvinei e mais 17: os golpistas que romperam a tornozeleira


                    Silvinei Vasques e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Bolsonaristas envolvidos no ataque de 8 de janeiro de 2023 e na trama golpista tentaram romper suas tornozeleiras eletrônicas após medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Muitos deles, incluindo o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, violaram o equipamento e tentaram fugir do Brasil.

Alguns dos fugitivos utilizaram rotas para Argentina, Uruguai e outros países vizinhos O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi alvo de investigações e, enquanto estava em prisão domiciliar, foi para a cadeia em regime fechado após fazer o mesmo: tentar violar sua própria tornozeleira eletrônica.

Peritos da Polícia Federal confirmaram que Bolsonaro usou um ferro de solda para danificar o equipamento. O laudo pericial apontou que a violação foi realizada de maneira “grosseira” e sem precisão técnica, confirmando que ele tentou escapar do monitoramento eletrônico.

Vasques também foi preso em Assunção, no Paraguai, na madrugada desta sexta-feira (26). Ele havia deixado o Brasil sem autorização judicial e tentado embarcar para El Salvador com um passaporte falso. O rompimento de sua tornozeleira gerou alertas nas fronteiras, resultando na sua captura, com apoio da Polícia Federal brasileira.

Ao menos dez bolsonaristas que participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro também quebraram suas tornozeleiras eletrônicas e fugiram para a Argentina e Uruguai. A maioria desses fugitivos, que são em sua maioria mulheres com idades em torno dos 50 anos, foram condenados a penas de mais de 10 anos de prisão.

Bolsonaristas que romperam tornozeleiras eletrônicas e deixaram o país. Foto: Reprodução

A fuga desses golpistas aconteceu principalmente pelas fronteiras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre os mais conhecidos estão Daniel Luciano Bressan, Ângelo Sotero e Gilberto Ackermann.

Bressan, por exemplo, foi condenado por envolvimento na tentativa de golpe e foi para a Argentina, onde tentou arrecadar dinheiro por meio de rifas. Sotero, um músico de Blumenau, fugiu para o mesmo país após quebrar sua tornozeleira.

Outras figuras como Raquel de Souza Lopes, Luiz Fernandes Venâncio e Flávia Cordeiro Magalhães Soares também romperam suas tornozeleiras e estão foragidas. A primeira, por exemplo, é uma das fugitivas que participou diretamente dos ataques ao Palácio do Planalto e foi condenada a 16 anos e meio de prisão.

Klepter Rosa Gonçalves, ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), não chegou a romper o equipamento, mas deixou de usá-lo. Em abril deste ano, sua tornozeleira parou de ser detectada e a defesa alegou que ela estava “carregando”.

Veja a lista de golpistas que violaram suas tornozeleiras:

  1. Jair Bolsonaro
  2. Silvinei Vasques
  3. Daniel Luciano Bressan
  4. Ângelo Sotero
  5. Gilberto Ackermann
  6. Raquel de Souza Lopes
  7. Luiz Fernandes Venâncio
  8. Flávia Cordeiro Magalhães Soares
  9. Alethea Verusca Soares
  10. Rosana Maciel Gomes
  11. Jupira Silvana da Cruz Rodrigues
  12. Fátima Aparecida Pleti
  13. Paulo Augusto Bufarah
  14. Klepter Rosa Gonçalves
  15. Edith Christina Medeiros Freire
  16. Marinaldo Adriano Lima da Silva
  17. Roque Saldanha
  18. Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares
  19. Vitório Campos da Silva
Fonte: DCM

Quem é o bolsonarista Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF preso


        Silvinei Vasques durante cerimônia do governo Bolsonaro em 2021. Foto: Divulgação

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso no Paraguai na sexta (26) ao tentar embarcar para El Salvador. Ele havia rompido sua tornozeleira eletrônica e deixado o Brasil sem autorização judicial.

Vasques foi abordado pelas autoridades paraguaias no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, onde estava tentando sair do país com um passaporte paraguaio, que não correspondia à sua identidade. Após a prisão, ele foi identificado e deverá ser expulso do Paraguai e entregue às autoridades brasileiras.

Natural de Ivaiporã, no Paraná, Vasques ingressou na PRF em 1995 e construiu uma carreira de 27 anos na corporação. Durante o governo Bolsonaro, ele foi nomeado diretor-geral da PRF, cargo que ocupou até dezembro de 2022, quando se aposentou voluntariamente.

Após deixar a PRF, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, em Santa Catarina, mas pediu exoneração em 2025, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista.

Vasques foi condenado por improbidade administrativa por usar a estrutura da PRF para fins eleitorais, em apoio à reeleição de Jair Bolsonaro em 2022. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) concluiu que ele promoveu confusão intencional entre sua função pública e manifestações políticas, como publicações nas redes sociais com a farda da PRF e participação em eventos com pedidos explícitos de voto. Ele foi multado em R$ 546,6 mil e proibido de contratar com o poder público por quatro anos.

Post de Silvinei Vasques pedindo voto para Jair Bolsonaro em 2022. Foto: Reprodução


Em outro processo, o STF o condenou a 24 anos e seis meses de prisão por sua participação em uma trama golpista que visava reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. Vasques foi considerado parte de um “núcleo 2” da organização criminosa responsável por ações operacionais para dificultar o voto, especialmente no Nordeste, e monitorar autoridades públicas.

Ele também foi condenado a contribuir com uma indenização coletiva de R$ 30 milhões e teve seus direitos políticos suspensos.

Vasques já havia sido preso preventivamente em 2023, mas deixou a prisão em agosto daquele ano sob medidas cautelares. As decisões judiciais indicam que ele ultrapassou os limites de seu cargo, ao atuar politicamente e integrar ações que ameaçaram o Estado Democrático de Direito.

Fonte: DCM

Silvinei Vasques foi flagrado com passaporte falso e fugiria para El Salvador


Silvinei Vasques ao ser preso no aeroporto de Assunção, no Paraguai, nesta sexta-feira (26). — Foto: Arquivo pessoal

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) preso no Paraguai na madrugada desta sexta (26), foi pego tentando fugir para El Salvador usando um passaporte falso. Segundo a TV Globo, ele faria uma escala no Panamá antes de seguir para seu destino final.

O bolsonarista havia rompido sua tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, deixou o Brasil sem autorização judicial e se deslocou para o Paraguai. Após a violação do equipamento, a Polícia Federal emitiu alertas nas fronteiras e acionou a adidância brasileira no Paraguai.

Silvinei, que já estava sendo monitorado, foi abordado pelas autoridades paraguaias ao tentar embarcar no aeroporto de Assunção. Ele estava utilizando um passaporte paraguaio legítimo, mas que não correspondia à sua identidade, o que caracterizou o uso de documento falso.

A prisão ocorreu após a PF identificar a fuga de Vasques e fornecer as informações necessárias às autoridades paraguaias. Silvinei, condenado a 24 anos de prisão em 16 de dezembro por envolvimento em uma trama golpista, tentava escapar das consequências de sua condenação.

Silvinei Vasques e Jair Bolsonaro. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ex-diretor da PRF foi punido por tentar impedir a circulação de eleitores, especialmente em áreas onde Lula tinha mais intenções de voto, por meio de ações que dificultaram o trânsito de eleitores. Essas ações foram vistas como parte de uma tentativa de golpe de Estado.

Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou sua participação ativa nas estratégias golpistas, o que levou à sua pena de prisão. Após ser preso no Paraguai, Silvinei foi identificado pelas autoridades locais e colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai.

Ele passará por uma audiência de custódia na tarde desta sexta, onde serão definidas as próximas etapas do processo. O ex-diretor da PRF deverá ser expulso do país e entregue às autoridades brasileiras para cumprir sua pena.

Fonte: DCM com informações da TV Globo

VÍDEO: Empresária surta por trabalhar no Natal e ataca Bolsa Família: “Inversão de valores”


       Empresária criticando o Bolsa Família. Foto: reprodução

Uma empresária viralizou nas redes sociais ao reclamar das dificuldades para contratar funcionários temporários no período natalino. Em vídeo, ela afirmou que cerca de 15 pessoas foram chamadas, mas nenhuma aceitou a proposta, culpando o programa Bolsa Família pela situação, sugerindo que o benefício desestimula a busca por emprego, e xingando o presidente Lula (PT) de “filho da p**”.

A gravação, em que ela aparece revoltada por precisar trabalhar no feriado, viralizou nas redes sociais. “Ninguém quer nada por causa dessa p**a de Bolsa Família, essa desgraça. Olha aqui, 45 °C, empresária e advogada, estou aqui cheia de mercadoria, com meu afilhado. Tentei contratar 15 funcionários e ninguém nem me responde para trabalhar. Isso é o mundo de hoje, os valores estão invertidos”, desabafou.

Em resposta, usuários criticaram o discurso, apontando que o Bolsa Família não impede o exercício de atividade profissional e que a legislação prevê regras para conciliação entre trabalho e benefício. O valor médio do benefício, para uma família inteira, é de R$ 700 reais, mas nem nos casos mais raros é pago um salário mínimo, por exemplo.

Fonte: DCM

Como o PT se prepara para aumentar bancada no Senado em 2026


      Senadores do PT. Foto: Alessandro Dantas

A disputa pelo Senado em 2026, definida como prioridade estratégica pelo PT, ao lado da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começa a ganhar contornos mais claros no campo da esquerda. A avaliação interna é que a composição da Casa será decisiva para a sustentação política de um eventual quarto mandato de Lula e para a aprovação de reformas consideradas estruturais pelo governo.

A diretriz foi aprovada pela executiva nacional do PT, que definiu o Senado como peça central do projeto eleitoral. Segundo o documento, “o Senado deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas”.

A partir disso, segundo o Globo, o partido passou a discutir alianças com siglas como PSB, MDB, PSD e PDT, avaliando candidaturas próprias conforme o peso eleitoral regional e o desempenho prévio em pesquisas.

O debate ganhou impulso após a recente decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que chegou a restringir pedidos de impeachment de ministros da Corte à Procuradoria-Geral da República (PGR). Embora parte da liminar tenha sido posteriormente revista, o episódio reforçou a narrativa bolsonarista de que o Senado deve funcionar como um contrapeso ao STF, já que cabe à Casa analisar pedidos de impeachment de magistrados.

No campo progressista, o Rio Grande do Sul aparece como o estado mais avançado nas articulações. PT e PSOL fecharam acordo para lançar Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’Ávila (PSOL) ao Senado, nas vagas de Paulo Paim (PT), que anunciou aposentadoria, e de Luís Carlos Heinze (PP), senador identificado com o bolsonarismo e o agronegócio. Em 2026, dois terços do Senado serão renovados, com dois senadores eleitos por estado.

Pimenta ganhou projeção ao comandar um ministério extraordinário durante a crise das enchentes no estado, enquanto Manuela tem histórico de disputas majoritárias, incluindo a vice-presidência em 2018 e a eleição municipal de Porto Alegre em 2020. A disputa ao governo gaúcho também influencia o cenário, com Edegar Pretto (PT) como principal aposta da legenda.

Manuela D’Ávila, Paulo Pimenta e Jaques Wagner. Foto: reprodução
Na Bahia, o PT enfrenta um impasse ao tentar viabilizar uma chapa dupla ao Senado com Jaques Wagner e Rui Costa. O movimento gera resistência do PSD, que tem Ângelo Coronel como senador em disputa e ameaça rever alianças caso seja excluído.

Coronel foi direto ao comentar o cenário: “O nosso partido está na base do governo Lula e não estamos pretendendo fazer nenhuma mudança, a não ser que nos tirem de uma possível união”. Ele acrescentou: “O senador Otto Alencar e o presidente Gilberto Kassab sempre falam que o espaço do PSD deverá ser preservado, então, estou nessa premissa. Não tem por que um partido do nosso tamanho ficar fora de uma chapa majoritária”.

Em Pernambuco, o foco do PT é a reeleição do senador Humberto Costa. O partido avalia alianças para o governo estadual e negocia a segunda vaga ao Senado com PSD, PSB e PSOL. O deputado Carlos Veras (PT-PE) resume a estratégia: “A partir de janeiro vamos percorrer todo o estado com plenárias regionais.

A eleição ao Senado é importante para barrar a extrema-direita, que quer cassar ministro do Supremo, dar liberdade para os golpistas. É importante ampliar as cadeiras dentro do espectro popular democrático”.

Minas Gerais também é considerada prioridade para Lula, mas o cenário permanece indefinido. Marília Campos (PT), prefeita de Contagem, desponta como nome competitivo ao Senado, enquanto alianças com o PSD dependem das definições sobre a disputa ao governo estadual.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a esquerda ainda aguarda os movimentos da direita para definir suas estratégias. Em ambos os estados, episódios recentes de forte impacto político e eleitoral alteraram o cenário e reduziram o espaço de candidaturas tradicionais do campo progressista, reforçando a percepção de que a disputa ao Senado será decisiva para o equilíbrio de forças em Brasília a partir de 2027.

Fonte: DCM

Silvinei Vasques é preso no Paraguai após romper tornozeleira eletrônica

Silvinei Vasques e Jair Bolsonaro. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso na madrugada desta sexta (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. Ele tentava embarcar para El Salvador quando foi abordado pelas autoridades locais.

A prisão ocorreu após ele ter rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina e deixado o Brasil sem autorização judicial. A violação do equipamento gerou alertas nas fronteiras e a adidância brasileira foi acionada no Paraguai.

Durante a fuga, Silvinei usava um passaporte paraguaio que não correspondia à sua identidade. As autoridades do país o prenderam enquanto ele tentava sair do aeroporto. Após a detenção, o bolsonarista foi identificado pelas autoridades locais e ficou sob custódia.

Ele foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai, que agora está tratando da sua expulsão do país, com a entrega dele às autoridades brasileiras. O ex-diretor da PRF deverá ser entregue às autoridades brasileiras após o processo de expulsão, que inclui sua identificação e os trâmites legais necessários para que ele responda pelos atos que cometeu no Brasil.

Ele deve passar por audiência de custódia na tarde desta sexta.

Silvinei Vasques. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O bolsonarista foi condenado por improbidade administrativa em agosto deste ano por usar a estrutura da PRF para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Ele também recebeu uma pena de 24 anos e 6 meses por envolvimento na trama golpista.

Silvinei chegou a ser preso em 2023, mas solto posteriormente mediante medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica. No último dia 16, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmo sua condenação, o bolsonarista pediu exoneração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, na Grande Florianópolis (SC), pasta comandada por ele após deixar a PRF.

O ex-diretor da PRF integrava “núcleo 2” da trama golpista, que atuou para impedir a votação de eleitores, principalmente no Nordeste, no segundo turno das eleições de 2022. Além da pena de prisão, ele teve políticos suspensos, ficou inelegível e terá que contribuir com uma indenização coletiva de R$ 30 milhões aplicada a todos os golpistas.

Fonte: DCM

Filha autista presenciou o pai ser morto após selinho na companheira na ceia de Natal

 

Caio César dos Santos Bartolomeu sendo preso. Foto: Reprodução

Um homem de 41 anos foi morto a facadas pelo enteado na noite de Natal em Jaguariúna (SP). Segundo a Polícia Civil, Caio César dos Santos Bartolomeu, de 18 anos, atacou o padrasto, Leandro Flaeschen Moreira, após ele desejar feliz Natal à esposa e trocar um beijo com ela. Após o crime, o jovem foi preso em flagrante. A filha de Leandro, uma adolescente de 16 anos com autismo nível 2, presenciou o ataque.

Depois de atingir o padrasto, o suspeito deixou a residência e feriu outras três pessoas na rua. As vítimas – dois homens de 32 e 37 anos e uma mulher de 28 anos – tiveram ferimentos no braço, tórax e pescoço, receberam atendimento na UPA e foram liberadas. Moradores conteram o jovem até a chegada das autoridades. Uma faca e um par de luvas pretas foram apreendidos.

De acordo com a polícia, o suspeito não conseguiu prestar depoimento inicial por estar medicado após atendimento na UPA. O caso foi registrado na Delegacia de Jaguariúna como homicídio e lesão corporal. O corpo de Leandro foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e a investigação seguirá para esclarecer as circunstâncias do crime.

Fonte: DCM