quinta-feira, 19 de junho de 2025

Lula reage a acusações de fazer governo neoliberal: 'quem governa não faz o que quer; faz o que pode'

“Me considero um cidadão de esquerda, mas muito realista. Quem grita ‘100% ou nada’ vai ficar com nada”, afirma o presidente

      Lula (Foto: Reprodução/Spotify)

Durante participação no podcast Mano a Mano, apresentado por Mano Brown e Semayat Oliveira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu de forma contundente às críticas que o classificam como líder de um governo supostamente neoliberal. Ao abordar a complexidade do cenário político brasileiro, Lula defendeu as alianças realizadas para garantir governabilidade e afirmou que as conquistas sociais de sua gestão contradizem as acusações de setores da esquerda mais radical.

“Eu fui eleito presidente da República e elegi 70 deputados do meu partido. O Congresso Nacional tem 513 deputados. É só analisar para saber que eu preciso fazer composições políticas para poder governar, senão eu não consigo”, explicou o presidente, ao destacar que também conta com apenas nove senadores entre os 81 membros do Senado. “A dificuldade é imensa".

Segundo Lula, a necessidade de construir pontes com outras forças políticas foi essencial para destravar medidas fundamentais ainda antes do início formal do mandato. “A gente começou a governar antes de tomar posse, porque não tinha orçamento para a gente começar a trabalhar em 2023. Nós fizemos uma PEC da Transição para que pudesse ter dinheiro para a gente começar a governar esse país".

◉ “Quem grita ‘100% ou nada’ vai ficar com nada” - Lula aproveitou a entrevista para reiterar sua identidade ideológica. “Me considero um cidadão de esquerda, mas muito realista desde o tempo em que eu era dirigente sindical”, disse, defendendo uma postura pragmática: “eu não era daqueles que ficava gritando ‘ou 100% ou nada’. Quem grita ‘100% ou nada’ vai ficar com nada. Eu reivindicava aquilo que era possível reivindicar de acordo com a força que eu tinha, e conquistava muita coisa".

O presidente afirmou que sua atuação sempre levou em conta as correlações de forças no Congresso e na sociedade. “Toda vez que você governa, você não faz só o que você quer. Você faz o que você pode fazer em função da conjuntura política, da correlação de forças políticas no Congresso Nacional e na sociedade".

◉ Conquistas sociais e comparação histórica - Para rebater as críticas, Lula relembrou os avanços promovidos durante seus governos anteriores. “Eu duvido que algum governo dito de esquerda tenha feito mais políticas de inclusão social do que nós fizemos nesse país”, afirmou. E acrescentou: “nesse país tiveram dois momentos históricos que tiveram políticas de inclusão social: com Getúlio Vargas, quando era tido como ditador e criou a CLT, tirando os trabalhadores da semiescravidão, e depois do Getúlio apareceu o PT, o Lula, para fazer políticas de inclusão social”.

O presidente listou algumas das principais realizações de suas gestões: “fui o presidente que mais fez universidades, que mais colocou estudantes na universidade, que mais fez instituto federal, que fez o Bolsa Família, que gerou 22 milhões de empregos em oito anos de mandato".

Lula também recordou o período entre 2002 e 2014 como o melhor momento social da América do Sul, citando avanços sociais simultâneos em países como Chile, Argentina, Bolívia e Venezuela durante o governo de Hugo Chávez.

◉ Recado a críticos e rejeição a comparações com a Venezuela - O presidente reagiu com irritação às insinuações de que ele seria comunista ou que o Brasil estaria no mesmo caminho da Venezuela. “Essa bobagem de ficar dizendo que eu sou comunista é uma coisa tão grosseira, um jeito de falar tão imbecil. O cara que fala isso não sabe nem o que é comunismo. Se soubesse, não falava”, disparou.

E reforçou: “querer comparar o Brasil à Venezuela... a Venezuela é a Venezuela e o Brasil é o Brasil. O Brasil tem uma história e a Venezuela tem outra".

Por fim, Lula celebrou os sinais de recuperação econômica. “Eu estou há dois anos na presidência. Sabe há quanto tempo esse país não crescia acima de 3%? Desde 2011".

Fonte: Brasil 247

"Incompreensível", diz Gleisi sobre novo aumento da taxa de juros pelo Banco Central

Com inflação em queda e economia em crescimento, alta da Selic para 15% gera críticas no governo e reacende tensão com o BC

     Gleisi Hoffmann (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar novamente a taxa básica de juros (Selic), desta vez para 15% ao ano, foi recebida com forte reprovação por integrantes do governo federal e lideranças do Congresso. A medida foi anunciada na noite de quarta-feira (18) e repercutiu imediatamente nas redes sociais e nos bastidores de Brasília. Trata-se do sétimo aumento consecutivo da Selic, que alcança agora o nível mais alto desde julho de 2006.

A ministra das Relações Institucionais do governo Lula (PT), Gleisi Hoffmann (PT), classificou a decisão como “incompreensível”. Em publicação na rede X, nesta quinta-feira (19), ela declarou: “no momento em que o país combina desaceleração da inflação e déficit primário zero, crescimento da economia e investimentos internacionais que refletem confiança, é incompreensível que o Copom aumente ainda mais a taxa básica de juros. O Brasil espera que este seja de fato o fim do ciclo dos juros estratosféricos”.

Política monetária em xeque - O ciclo de altas iniciado em setembro de 2024 foi mantido de forma unânime pelo Copom, que justificou a postura mais agressiva diante de uma inflação considerada persistente — sobretudo no setor de alimentos. A taxa Selic saiu de 10,50% para os atuais 15% em menos de um ano, sob o argumento de conter as pressões inflacionárias e garantir a convergência da meta de inflação até 2026.

Segundo nota oficial, o Comitê reconheceu que os índices futuros ainda estão acima da meta. “Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, afirmou o BC.

Ainda assim, o próprio comunicado do Copom sinalizou uma possível pausa nos aumentos, indicando que o atual patamar poderá ser mantido, embora sem qualquer indicativo de alívio no curto prazo.
Fonte: Brasil 247

VÍDEO: Mísseis do Irã atingem maior hospital do sul de Israel


       Hospital de Soroka, ao sul de Israel, após ser atingido por míssil lançado pelo Irã. Foto: Maya Levin/AFP

O maior hospital do sul de Israel, o Soroka Medical Center, foi atingido por mísseis lançados do Irã na madrugada desta quinta-feira (19), sétimo dia de conflito no Oriente Médio. Segundo um porta-voz israelense, o prédio sofreu “danos extensos” e a população foi orientada a não procurar atendimento no local neste momento.

Pelo menos 129 pessoas ficaram feridas por ataques que atingiram o hospital e ao menos outros três locais, em cidades como Tel Aviv e Jerusalém. “Estamos avaliando danos”, afirmou um representante do exército israelense.

Após o ataque, sirenes de alerta soaram em diversas regiões do país, conforme relato das Forças de Defesa de Israel (IDF). “Agora há pouco, sirenes tocaram em muitas áreas pelo território de Israel após a identificação de mísseis lançados do Irã em direção ao Estado israelense”, informou o Exército em uma postagem no Telegram.

Jornalistas da agência AFP relataram ter ouvido explosões em Tel Aviv e Jerusalém, sendo que, na capital, os barulhos foram descritos como os mais intensos desde o início da ofensiva.

O bombardeio iraniano ocorre pouco depois de o Exército israelense anunciar que havia iniciado ataques contra Teerã, capital do Irã. A escalada reacendeu a tensão na região e mobilizou as forças de defesa de ambos os países.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comentou o episódio nas redes sociais e declarou que o Irã vai “pagar um preço alto” pelos ataques. Israel já determinou o reforço das ofensivas contra alvos iranianos.

Para conter os mísseis, Israel conta com o sistema de defesa conhecido como Domo de Ferro, que intercepta projéteis em pleno voo. Ainda assim, o Irã tem apostado em disparos em massa para sobrecarregar o sistema e alcançar pontos estratégicos no território israelense.

 

Fonte: DCM

Abin paralela usou grupo chamado “Bichona” para planejar ações de espionagem ilegal


          Fachada do prédio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Integrantes da chamada “Abin Paralela” utilizaram um grupo de mensagens intitulado “BICHONA” para discutir ações clandestinas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação consta no relatório da Polícia Federal (PF), que se tornou público na quarta-feira (18), após o Supremo Tribunal Federal (STF) retirar o sigilo dos autos da investigação.

De acordo com a PF, o grupo de mensagens era usado para organizar estratégias de espionagem e ataques direcionados à própria direção da corporação. Um dos participantes do chat era Alessandro Moretti, ex-número 2 da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que foi indiciado no caso.

O relatório aponta que Jair Bolsonaro era o principal destinatário das ações promovidas pela estrutura clandestina dentro da Abin. Apesar disso, o ex-presidente não foi indiciado.

A investigação, iniciada em 2023, apura o uso político da Abin durante o governo Bolsonaro. Segundo a PF, o objetivo do grupo era monitorar opositores e adversários políticos utilizando o software israelense First Mile, que operava sem controle judicial.

Quem é Alessandro Moretti, número 2 da Abin demitido por interferência em investigação sobre espionagem
Alessandro Moretti, ex-número 2 da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que foi indiciado no caso. Foto: Reprodução

Flávio Dino


No dia 19 de outubro daquele ano, o servidor Marcelo Bormevet, ligado ao grupo clandestino, pediu ao colega Giancarlo Gomes Rodrigues informações sobre Leonardo Cunha de Oliveira, fotógrafo vinculado à equipe de Dino.

A mensagem indicava pressa e motivação política: “chegou uma info importante pro PR”, escreveu Bormevet, em referência ao então presidente Bolsonaro.

A investigação aponta que Bormevet mencionou que o alvo da espionagem estava em Brasília, no “gabinete do ódio de Nine”, uma expressão usada por apoiadores de Bolsonaro para se referir aos adversários políticos, neste caso, ao entorno do presidente Lula (PT), apelidado de “Nine”.

A PF considera que esse episódio é uma evidência do uso indevido da estrutura da Abin para fins políticos e eleitorais durante o antigo governo.

Fonte: DCM

VÍDEO: Mulher dá socos, chutes e cospe na cara de brasileira por “ser gorda demais” em voo nos EUA

Mulher precisou ser contida por funcionários da companhia área após puxar o cabelo de passageira brasileira. Foto: Reprodução


Uma brasileira foi agredida durante um voo da Southwest Airlines nos Estados Unidos, após uma passageira americana se recusar a sentar ao seu lado alegando que ela era “gorda demais”. O caso ocorreu na segunda-feira (16), em um voo que partia de Nova York com destino a Kansas City. A agressora, visivelmente alterada, atacou a mulher com puxões de cabelo, chutes, tapas e ofensas. Vídeos gravados por outros passageiros mostram a vítima falando em português.

Nas imagens, é possível ver a agressora, identificada como Leanna Perry, cuspindo no rosto da brasileira e a xingando com frases gordofóbicas, enquanto funcionários da companhia e passageiros tentavam contê-la. “Olha essa vadia gorda. Hilário”, disse ela. A vítima não reagiu às agressões físicas nem verbais. O voo só decolou após a mulher ser retirada da aeronave.

Leanna foi detida pela polícia e levada para um hospital antes de ser encaminhada ao Departamento de Correções de Nova York. Ela vai responder por agressão agravada. A Southwest Airlines informou que o caso está sob responsabilidade das autoridades e não comentou o episódio até a última atualização.

Fonte: DCM

Defesa de Israel contra mísseis do Irã pode durar apenas mais 12 dias; entenda

Interceptadores do sistema de defesa aérea de Israel traçam o céu noturno durante ataques de mísseis lançados pelo Irã – Foto: AP


A capacidade de defesa aérea de Israel contra os mísseis do Irã está perto do limite, segundo autoridades dos EUA. Com o ritmo atual de ataques, os estoques de interceptadores israelenses podem durar apenas mais 10 a 12 dias. O alerta foi feito por um representante do governo americano ao jornal Washington Post, ressaltando que o apoio militar americano é crucial para evitar um colapso da defesa israelense.

Desde o início da ofensiva iraniana, Israel já utilizou a maior parte de seus interceptadores, especialmente os do sistema Arrow, usados contra mísseis balísticos de longo alcance.

Analistas apontam que o custo da defesa aérea é alto: cada interceptador pode chegar a US$ 3 milhões. Um jornal local, The Marker, estima que a operação tem custado ao governo israelense cerca de R$ 1 bilhão por noite.

O Pentágono, por sua vez, tem reforçado a presença militar na região com recursos em terra, mar e ar, mas enfrenta o desafio de manter seu próprio estoque. “Nem os EUA nem os israelenses podem continuar sentados interceptando mísseis o dia todo”, disse Tom Karako, especialista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, ao Wall Street Journal.

Nos primeiros dias do conflito, o Irã lançou cerca de 400 mísseis contra Israel. Desses, 120 foram destruídos por bombardeios israelenses, e apenas 35 conseguiram atingir alvos, segundo o governo local.

As Forças de Defesa de Israel também afirmam ter alcançado superioridade aérea sobre Teerã, o que pode reduzir os lançamentos inimigos.

Apesar disso, o arsenal iraniano ainda é considerado vasto. Especialistas alertam que mais da metade dos mísseis ainda está disponível, e muitos podem estar escondidos em depósitos subterrâneos. As últimas ofensivas do Irã atingiram áreas sensíveis, como refinarias e centros militares próximos a Tel Aviv e Haifa.

Fonte: DCM

Gírias dos anos 70 e 80 que caíram em desuso (mas a gente ainda usa)


Imagem ilustrativa – Reprodução

Quem viveu os anos 70 e 80 certamente se lembra de expressões como “paz e amor”, “bicho”, “papo cabeça” e “massa”. Eram gírias que traduziam o espírito do tempo e marcaram a linguagem jovem.

Com o passar dos anos, muitas dessas palavras caíram em desuso. No entanto, algumas ainda resistem no vocabulário — mesmo que usadas sem perceber por gerações mais velhas.

Além do valor linguístico, as gírias também funcionam como retratos da cultura e da sociedade da época. Relembrá-las é reviver um modo de falar mais descontraído e divertido. Hoje, entre memes e abreviações digitais, essas expressões soam exóticas — mas ainda carregam charme e história.

Fonte: DCM

Abin Paralela: GSI pediu o monitoramento de 152 bispos críticos de Bolsonaro


         Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do GSI, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sob o comando do general Augusto Heleno, solicitou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) produzisse perfis de 152 bispos que, em 2020, assinaram uma carta com críticas ao governo de Jair Bolsonaro. A informação foi revelada pela Polícia Federal (PF) no inquérito que investiga o uso político da Abin, conhecido como “Abin Paralela”.

Segundo a PF, os bispos manifestaram descontentamento com a gestão Bolsonaro em áreas como educação, cultura e saúde. No documento, os religiosos afirmavam que o Brasil vivia “um dos momentos mais difíceis em sua história”.

A carta, tornada pública na época, descrevia a situação do país como uma “tempestade” provocada em grande parte pelo próprio governo Bolsonaro.

“Uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança”, dizia o texto assinado pelos bispos.

A investigação, iniciada em 2023, apura o uso político da Abin durante o governo Bolsonaro. Segundo a PF, o objetivo do grupo era monitorar opositores e adversários políticos utilizando o software israelense First Mile, que operava sem controle judicial.

A PF já indiciou pelo menos 35 pessoas por envolvimento na Abin Paralela. Jair Bolsonaro não foi incluído nesses indiciamentos porque já é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito sobre a trama golpista, investigação mais ampla que envolve diferentes núcleos bolsonaristas.

Na época dos monitoramentos ilegais, o GSI era comandado pelo general Augusto Heleno. Ele também não foi indiciado pela PF neste caso, mas figura entre os 31 réus investigados por participação na tentativa de golpe de Estado.

Fachada do prédio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Fonte: DCM

Hacker Delgatti cumpre pena com “famosos do crime” e joga futebol com Robinho

       O hacker Walter Delgatti. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Condenado junto com a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão ao sistema do CNJ, o hacker Walter Delgatti Neto cumpre pena na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, conhecida como “presídio das estrelas” por abrigar criminosos famosos. No local, ele compartilha o pátio com outros condenados de notoriedade nacional, como o ex-jogador Robinho, o ex-médico Roger Abdelmassih e o empresário Thiago Brennand.

Segundo relatos do próprio Delgatti ao seu advogado, ele joga futebol com Robinho, conversa sobre política e já recebeu comida do ex-atacante. Ambos dividem o espaço matinal da prisão, onde também estão detidos Fernando Sastre Filho, acusado de matar um motorista com um Porsche, e outros presos que ganharam notoriedade na mídia.

Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses por inserir documentos falsos no sistema do CNJ, entre eles uma suposta ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Já Zambelli foi acusada de ser mentora do plano e está foragida na Itália. Ela teve seu nome incluído na lista da Interpol e é alvo de pedido de extradição.

A deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP). Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Dentro da prisão, Delgatti está matriculado em um curso de qualificação profissional na área de almoxarifado. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que, após a conclusão, ele poderá ser encaminhado para uma vaga de trabalho. Além disso, o hacker relatou que faz exercícios físicos e lê livros, como “O Segredo de Luísa”.

O presídio também abriga o ex-prefeito com quem Delgatti está aprendendo a jogar xadrez. O hacker divide cela com um acusado de feminicídio e segue aguardando definição sobre outras ações judiciais pendentes, como a que responde na Operação Spoofing por hackear autoridades da Lava Jato.

Apesar da rotina cercada de figuras conhecidas, a situação de Delgatti continua delicada. A condenação no Supremo Tribunal Federal já está em fase de execução, e ele seguirá preso até que outras decisões judiciais sejam julgadas.

Fonte: DCM

Governo garante ressarcimento em parcela única a aposentados lesados por descontos indevidos

Pagamento será feito ainda este ano, sem lista de prioridade, a 3,2 milhões de vítimas de cobranças associativas não autorizadas em benefícios do INSS

Dinheiro e fachada da Previdência Social (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil | Pedro França/Agência Senado)

Aposentados e pensionistas que tiveram descontos associativos não autorizados em seus benefícios do INSS serão ressarcidos em parcela única, sem ordem de prioridade. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (18) durante transmissão ao vivo com o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior. Segundo a Agência Gov, cerca de 3,2 milhões de beneficiários já declararam não reconhecer os descontos aplicados.

“O pagamento será feito ainda neste ano, de forma muito simplificada”, afirmou Messias. “Todos serão ressarcidos igualmente no mesmo período. Não terá lista de priorização”, reforçou. Já Gilberto Waller detalhou que o calendário será organizado em lotes quinzenais: “Em um único mês, dois lotes de beneficiários serão pagos”.

O ministro da AGU destacou que o ressarcimento será antecipado pelo Governo Federal, que, depois, irá acionar judicialmente as entidades responsáveis pelos descontos irregulares. “Nós estamos nesse momento garantindo o pagamento para que o aposentado e o pensionista que foi vítima dessa fraude possa receber o que tem direito e que nós tenhamos condições jurídicas de ir atrás de cada centavo que nós pagamos, a partir de uma ação regressiva contra essas entidades”, declarou.

Durante a transmissão, o presidente do INSS também explicou que não há prazo final para os beneficiários questionarem os descontos ou solicitarem a devolução. “Enquanto estiver aberto esse procedimento, ele vai poder contestar e, com a segurança do Estado brasileiro, ele vai ser ressarcido”, disse Waller. Ele acrescentou que o governo está monitorando áreas onde a comunicação digital não é efetiva, a fim de criar estratégias de busca ativa.

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira (24) uma audiência de conciliação no âmbito da ação judicial movida pela AGU para assegurar o ressarcimento às vítimas. O pedido da AGU também resultou na suspensão da prescrição legal, permitindo que os afetados entrem com ações judiciais a qualquer tempo. A audiência contará com a presença de representantes do INSS, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público Federal.

O atendimento para consulta de descontos indevidos pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS, pelo site do INSS, pela Central 135 ou presencialmente em agências dos Correios. Essa última opção foi pensada especialmente para quem enfrenta dificuldades no acesso digital. A lista completa das agências habilitadas está disponível no site dos Correios.

Fonte: Brasil 247

Lula mantém chefe da Abin no cargo mesmo após indiciamento pela Polícia Federal

Presidente avalia que indiciamento de Luiz Fernando Côrrea não é motivo suficiente para afastá-lo e vê disputa entre PF e Abin como pano de fundo

Luiz Fernando Corrêa (Foto: Leonor Calasans/IEA-USP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter Luiz Fernando Côrrea à frente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), apesar de seu indiciamento pela Polícia Federal (PF). A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. Segundo auxiliares próximos ao presidente, Lula entende que o indiciamento, por si só, não justifica a substituição do diretor-geral, e determinou que o Palácio do Planalto acompanhe de perto o andamento do processo.

A investigação da PF aponta que Côrrea e membros de sua gestão teriam atuado para dificultar as apurações sobre a chamada “Abin Paralela” — estrutura montada durante o governo de Jair Bolsonaro para realizar monitoramentos clandestinos com o sistema FirstMile, sem autorização judicial ou controle institucional. Segundo o relatório da corporação, o grupo teria usado a agência para fins políticos e privados, inclusive espionando autoridades como ministros do STF, congressistas e até jornalistas.

Mesmo diante das acusações, a permanência de Côrrea já era dada como provável no Planalto antes da decisão final de Lula. O presidente costuma aguardar o oferecimento formal de denúncia pelo Ministério Público para afastar aliados diretos — como fez no caso do ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho. Além disso, auxiliares relatam que Lula enxerga o episódio como reflexo de uma “guerra corporativista” entre PF e Abin.

Côrrea é delegado da Polícia Federal e tem uma relação histórica com Lula: foi responsável pela criação da Força Nacional no primeiro mandato e comandou a PF no segundo. Ao nomeá-lo para a Abin em 2023, Lula lhe deu carta branca para reformar o órgão e torná-lo mais próximo do gabinete presidencial. A escolha também representou uma disputa de espaço com Andrei Rodrigues, atual diretor-geral da PF e aliado do ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e da primeira-dama Janja da Silva.

O desgaste entre Côrrea e Rodrigues se intensificou com as investigações da PF, que culminaram em buscas na sede da Abin e revelações sobre a atuação de uma “estrutura paralela” responsável por produzir dossiês ilegais e disseminar desinformação contra autoridades dos Três Poderes.

Fonte: Brasil 247

Lula diz que disputará reeleição para derrotar a extrema-direita em 2026

Em entrevista ao podcast Mano a Mano, presidente critica desmonte institucional deixado por Bolsonaro e anuncia novas medidas sociais para este ano

Presidente Lula concede entrevista ao rapper Mano Brown e à jornalista Semayat Oliveira (Foto: Reprodução 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que pretende disputar a reeleição em 2026, caso entenda que sua candidatura é necessária para enfrentar a direita no país. “Podem procurar o candidato que quiserem, se eu for candidato é para ganhar as eleições”, afirmou durante entrevista ao podcast Mano a Mano, apresentado pelo rapper Mano Brown e pela jornalista Semayat Oliveira. O episódio foi publicado na madrugada desta quinta-feira (19) no Spotify.

Em um tom mais pessoal e descontraído, Lula comentou os movimentos de nomes da direita que despontam como possíveis adversários eleitorais, como os governadores Romeu Zema (Novo, MG), Tarcísio de Freitas (Republicanos, SP) e Ratinho Júnior (PSD, PR). O presidente citou os três diretamente, reagindo à articulação de candidaturas que buscam ocupar o espaço deixado por Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030.

A conversa com Mano Brown, que teve mais de duas horas de duração, abordou também temas como governabilidade, reconstrução institucional e novas ações do governo federal. Em sua segunda participação no programa, Lula criticou duramente o que chamou de “destruição proposital” promovida pelo governo anterior. “De vez em quando eu olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que encontramos. Não temos mais ministério do Trabalho, de Igualdade Racial, de Direitos Humanos, de Cultura. Foi uma destruição proposital”, afirmou.

Lula defendeu as articulações políticas feitas por seu governo com partidos de centro e centro-direita para garantir maioria no Congresso. “Para que as pessoas compreendam, eu elegi 70 deputados do meu partido. O Congresso Nacional tem 513 deputados. É só analisar para saber que preciso fazer composições políticas para governar o país, senão não consigo”, explicou, em resposta à jornalista Semayat Oliveira, que também participou do episódio.

Ao falar sobre as prioridades do governo, o presidente anunciou que deve lançar, ainda neste mês, uma linha de crédito para reforma de moradias e outra para a compra de motos elétricas por entregadores de aplicativos. Prometeu ainda, até o fim do ano, incluir o gás de cozinha na cesta básica, o que permitiria, segundo ele, fornecer o produto gratuitamente a cerca de 17 milhões de famílias brasileiras.

Outro ponto abordado foi a regulação das redes sociais, tema que Lula considera fundamental para a preservação da democracia. “Se não regularmos, estamos vulneráveis”, afirmou, defendendo um novo marco regulatório para combater a desinformação e o discurso de ódio.

Ouça a entrevista do presidente Lula ao Mano a Mano:
Fonte: Brasil 247

Lula reconhece impacto das fraudes do INSS na popularidade do governo: 'cabe a nós dizer quem fez aquilo'

“É normal que as pessoas pensem que foi no governo Lula, porque fomos nós que descobrimos”, avaliou o presidente, responsabilizando Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

As denúncias de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) provocaram desgaste na imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao podcast “Mano a Mano”, conduzido por Mano Brown e Semayat Oliveira, Lula reconheceu que os escândalos contribuíram para a queda de sua popularidade, apontada por pesquisas recentes. A conversa foi gravada no último domingo (15) no Palácio da Alvorada e publicada na madrugada desta quinta-feira (19), informa o Valor Econômico.

“Eu sempre acho que pesquisa é uma fotografia do momento”, afirmou Lula, ao comentar os números desfavoráveis. “Até o segundo semestre deste ano, eu dizia para as pessoas: não há por que ainda terem a afirmação de que o governo está indo muito bem, porque a gente não está entregando as coisas que nós temos que entregar. Este é o ano da colheita. Nós vamos entregar".

Nos últimos dias, os institutos Datafolha e Ipsos-Ipec divulgaram levantamentos apontando a insatisfação crescente com a gestão federal. Segundo o Datafolha, 40% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 28% o avaliam como ótimo ou bom. A pesquisa Ipsos-Ipec mostra cenário semelhante: 43% de avaliação negativa e apenas 25% positiva.

Lula associou diretamente as denúncias no INSS ao impacto nos índices de aprovação. Ele enfatizou que as irregularidades vieram à tona graças à atuação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal, que detectaram um esquema envolvendo entidades criadas durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

“Quando sai uma denúncia de corrupção no meu governo, é normal que, no momento, as pessoas pensem que foi no governo Lula, porque fomos nós que descobrimos. Então, cabe a nós dizer em alto e bom som por que aconteceu aquela corrupção, quem foi que fez aquilo, quem é a quadrilha que estava por trás daquilo”, afirmou o presidente. “Eles sempre vão dizer que fomos nós, e nós sempre vamos dizer a verdade".

Lula detalhou o funcionamento do esquema, revelando que os aposentados tinham seus nomes utilizados como sócios fraudulentos e eram lesados com descontos indevidos. “Eles facilitaram para que os caras pudessem cobrar dos aposentados, colocar seus nomes como se fossem os sócios, mandaram o nome do aposentado como se fosse para o INSS, o INSS mandava para o Serpro e o Serpro autorizava o pagamento de um desconto". Segundo ele, as investigações continuam e “certamente” os responsáveis serão presos.

Escolha de Alckmin e defesa da governabilidade - Questionado sobre a escolha de Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente, Lula avaliou a decisão como estratégica, tanto para o equilíbrio político quanto para a estabilidade institucional. “Eu, sinceramente, acho que fiz um acerto em trazer o Alckmin para ser vice, porque senão, poderia trazer outra pessoa que, como o [Michel] Temer, desse um golpe na Dilma [Rousseff]. Ele não é esse tipo de gente”, disse o petista.

Ele também elogiou o desempenho do atual ministro da Indústria, destacando a atuação de Alckmin na reativação do setor produtivo. “Ele tem feito um trabalho extraordinário para reaquecer a indústria brasileira".

Comparação com Gaza e crítica ao governo Bolsonaro - Durante a entrevista, Lula voltou a criticar a herança deixada por Jair Bolsonaro, comparando a situação do país ao cenário de devastação na Faixa de Gaza. “De vez em quando, olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que encontramos”, disse o presidente. Ele afirmou que encontrou uma estrutura estatal desmantelada: “aqui a gente não tinha mais Ministério do Trabalho, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, da Cultura. Tinha sido uma destruição proposital".

O presidente reforçou que Bolsonaro atuava contra instituições fundamentais para a democracia: “o presidente não gostava de nenhum ministério que pudesse ser uma alavanca de organização da sociedade".

2026 no horizonte - Indagado sobre uma possível candidatura à reeleição, Lula disse que ainda é cedo para bater o martelo, mas deixou claro que, caso decida concorrer, será para vencer. “Eu não sou um candidato meu, se eu estiver no momento eleitoral com a saúde que estou hoje, com a vontade que estou hoje, e com a disposição que eu tenho, eu serei candidato a ganhar as eleições".

Por fim, mandou um recado direto aos adversários: “a extrema direita está procurando candidato, eu vejo todo dia nomes, não tem problema, pode procurar quanto quiser: se eu for candidato é para ganhar as eleições. Se depender de meu esforço, a extrema direita não volta a governar este país".

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal Valor Econômico

Bolsonaro era o principal destinatário de ações ilegais da Abin, diz relatório da PF

Relatório entregue ao STF detalha evidências de que Bolsonaro recebeu diretamente conteúdos de espionagem produzidos pela Abin sob comando de Ramagem

        Jair Bolsonaro no STF (Foto: Antonio Augusto / STF)


A Polícia Federal (PF) afirmou, em relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente Jair Bolsonaro era o “principal destinatário do produto das ações clandestinas e da instrumentalização da Abin”, informa o jornal O Globo.

Apesar das conclusões da PF, Bolsonaro não foi incluído na lista de indiciados no caso da "Abin paralela", uma rede ilegal de espionagem montada na Agência Brasileira de Inteligência durante sua gestão. A exclusão se deve ao fato de o ex-presidente já responder por acusações semelhantes no Supremo, no âmbito da ação penal sobre a trama golpista de 2022.

De acordo com o relatório final da PF, diversos documentos apreendidos com o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, estavam endereçados diretamente a Bolsonaro. Alguns arquivos levavam títulos como “Bom dia Presidente” e “Presidente TSE informa”, este último com críticas ao sistema eleitoral. Um trecho desse arquivo, por exemplo, foi enviado via WhatsApp a um contato identificado como “JB 01 8”, cuja foto de perfil era de Bolsonaro.

A Polícia Federal afirma que “Jair Messias Bolsonaro figura como o principal destinatário do produto das ações clandestinas e da instrumentalização da ABIN, ao tempo dirigida por Alexandre Ramagem, conforme se depreende das próprias anotações do então Diretor da ABIN”.

A PF detalha que essas anotações revelam que o material de espionagem era repassado diretamente ao então presidente da República, configurando o uso da estrutura estatal para fins alheios ao interesse público. Para os investigadores, trata-se de uma instrumentalização da máquina pública voltada para os interesses do núcleo político bolsonarista, com ataques direcionados a adversários políticos e ao sistema eleitoral.

Além do uso da Abin, o relatório também revela indícios de que Bolsonaro tentou interferir na Receita Federal. O objetivo seria dificultar ou impedir a produção de relatórios de inteligência que envolviam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. Segundo depoimento do ex-secretário da Receita, José Barroso Tostes Neto, ele foi procurado por Flávio e, posteriormente, pressionado pelo próprio Jair Bolsonaro a não nomear o corregedor escolhido para o órgão.

Tostes relatou que Bolsonaro desejava nomear Dagoberto Lemos, auditor aposentado e ex-dirigente sindical, que havia conduzido apurações contra os auditores envolvidos no relatório sobre Flávio. Como Lemos já estava aposentado, um decreto presidencial chegou a ser editado para permitir sua nomeação, mas, diante dos impedimentos legais e da resistência de Tostes, este optou por pedir exoneração do cargo.

Apesar dos indícios levantados, a Polícia Federal justificou a não inclusão de Bolsonaro na lista de indiciados no caso da Abin paralela com o argumento de que ele já responde a acusações semelhantes em outra ação penal no STF.

Ao final do relatório, a PF conclui que “as ações clandestinas tinham seus produtos delituosos destinados ao interesse do núcleo político” do bolsonarismo. As práticas descritas, segundo os investigadores, configuram o uso indevido da inteligência estatal para fins eleitorais e pessoais, com potencial para abalar as bases republicanas do Estado.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo