Gilmar Mendes chamou Rodrigo Janot de “alcoólatra” nesta terça-feira (14), durante sessão da Segunda Turma do STF, ao reagir ao relatório da CPI do Crime Organizado que pedia o indiciamento de ministros da Corte e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. No mesmo discurso, o ministro afirmou ver um “quê de lavajatismo” na atuação da comissão.
Ao tratar de Janot, Gilmar declarou: “Claro que a constituinte de 88 não poderia supor que daria, com a Procuradoria-Geral da República, o poder a um alcoólatra, mas assim se fez”. Em seguida, acrescentou: “O herói de então, Janot, era essa triste figura, que a partir das três horas da tarde já convidava seus interlocutores para tomar uma grapa, e que no final do dia já estava bêbado”.
A fala foi feita no momento em que o ministro criticava o parecer apresentado por Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, que também mirava Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Para Gilmar, a comissão repete práticas associadas à Lava Jato, como vazamentos seletivos, pressão midiática e construção de narrativas antes do julgamento.