terça-feira, 14 de abril de 2026

Ramagem pode ser deportado após visto vencer nos EUA, diz DHS


                    O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem – Reprodução

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirma que o ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem, preso em Orlando nesta segunda-feira (13), está sujeito à deportação. O enquadramento consta em documento obtido pelo Metrópoles e aparece no mesmo dia em que a Polícia Federal confirmou a detenção do brasileiro em cooperação com autoridades americanas.

Segundo o documento, Ramagem entrou nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2025 com visto B-2, destinado a visitante não imigrante para turismo. O prazo de permanência informado pelas autoridades americanas ia até 10 de março de 2026. Após essa data, o DHS registrou que ele permaneceu no país em situação irregular. “Fica determinado que você está sujeito à remoção (deportação) dos Estados Unidos, nos termos da Lei de Imigração e Nacionalidade”, diz o trecho reproduzido pela reportagem.

Ramagem foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA, o ICE, e levado para um centro de detenção por questões migratórias. Ele já havia perdido o passaporte diplomático depois de ter o mandato cassado pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2025. O caso também passou a ser tratado pelas autoridades americanas como permanência além do período autorizado pelo visto.

Visto dos EUA e passaporte brasileiro
Imagem ilustrativa – Reprodução
O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde setembro de 2025, depois de deixar o Brasil durante o julgamento em que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão. A investigação da Polícia Federal apontou que ele saiu do país pela região de Bonfim, em Roraima, cruzou a fronteira com a Guiana e, depois, embarcou para Miami. Há registro de entrada em território americano em 11 de setembro de 2025.

Em 30 de dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição de Alexandre Ramagem à Embaixada do Brasil em Washington. A documentação foi encaminhada ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, enquanto o nome do ex-deputado continuava vinculado ao processo de captura internacional aberto após a condenação.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que a prisão ocorreu “em cooperação internacional entre Brasil e EUA”. Depois, detalhou: “A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA. O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito”.

Fonte: DCM

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