Thiago Ávila estava preso desde o dia 29 de abril, junto com o espanhol Saif Abukeshek, também líder da flotilha para Gaza (Foto: Reprodução/Instagram/@thiagoavilabrasil)
O ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol Saif Abukeshek foram libertados e deportados neste domingo (10), tendo sido ambos enviados para a cidade do Cairo, no Egito.
Segundo comunicado divulgado pelas organizações Adalah e FIDH. A Adalah é uma organização jurídica palestina que atua na defesa dos direitos da minoria árabe em Israel e acompanha casos ligados a violações de direitos humanos e a FIDH, sigla para Federação Internacional pelos Direitos Humanos, reúne entidades de diversos países e atua em denúncias internacionais sobre violações de direitos civis, políticos e humanitários. As duas organizações acompanharam a defesa dos ativistas durante a detenção em Israel.
Em nota, as entidades classificaram a ação israelense como uma violação do direito internacional e afirmaram que a prisão começou após o que chamam de “sequestro em águas internacionais”. O texto também acusa Israel de manter os ativistas em isolamento total e submetê-los a maus-tratos durante o período de custódia.
Adalah e FIDH afirmaram que a ação israelense representou um ataque punitivo contra uma missão civil. As organizações sustentam que a Flotilha Global Sumud tinha caráter humanitário e denunciavam o tratamento dado aos ativistas e defensores de direitos humanos envolvidos na iniciativa.
As entidades também afirmaram que “o uso de detenção, interrogatório e tortura contra ativistas e defensores de direitos humanos é uma tentativa inaceitável de suprimir a solidariedade global aos palestinos em Gaza”. A nota cita ainda violações de direitos humanos cometidas diariamente pelas autoridades israelenses no território palestino.
Fonte: DCM
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