sexta-feira, 8 de maio de 2026

“Parceiro fundamental”: deputada americana quer aproximação entre Brasil e EUA


 Donald Trump e Lula durante encontro nesta quinta (7) nos Estados Unidos. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A deputada democrata Sydney Kamlager-Dove afirmou que os Estados Unidos devem buscar aproximação com o Brasil após o encontro entre Lula e Donald Trump realizado nesta quinta (7), na Casa Branca, em Washington. Copresidente do Brazil Caucus, grupo do Congresso americano voltado às relações com o país, ela disse estar satisfeita com o resultado da reunião.

“Espero que a administração americana possa trabalhar para aproximar o Brasil, não afastá-lo. O Brasil é um parceiro fundamental na América Latina”, afirmou a parlamentar à Folha de S.Paulo.

Após cerca de três horas de reunião, Lula e Trump avaliaram o encontro de forma positiva. O presidente americano afirmou que o brasileiro é um “bom homem” e um “cara inteligente”. O brasileiro, por sua vez, declarou estar otimista com a parceria entre os países e chegou a falar em “amor à primeira vista” com o republicano.

A deputada reclamou da condução da política externa americana em relação ao Brasil nos últimos anos. Segundo ela, o governo Trump foi influenciado por pessoas interessadas em “enfraquecer a democracia e o sistema judiciário brasileiro”, o que teria provocado tensões diplomáticas desnecessárias.

A deputada democrata Sydney Kamlager-Dove. Foto: Kevin Dietsch/AFP
Kamlager-Dove já havia detonado Trump após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em carta assinada com outros parlamentares, ela acusou o presidente americano de abrir uma guerra comercial para “defender o seu colega líder da tentativa de golpe” e pediu a suspensão de “tarifas ilegais que afetam a economia americana”.

A parlamentar também citou crises recentes entre os dois países, como tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros e sanções contra autoridades do Brasil, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, alvo de medidas ligadas à Lei Magnitsky.

Segundo ela, “a imposição de tarifas irresponsáveis, sanções a juízes brasileiros e ameaças de designar organizações como terroristas estrangeiras criaram atritos onde poderia haver cooperação”. A crítica ocorre em meio às discussões dentro do Departamento de Estado dos EUA sobre classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

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