A chegada do publicitário deve provocar reformulações na estrutura de comunicação
O publicitário Eduardo Fischer assume nesta quinta-feira (21) o comando da comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro com autonomia para promover mudanças na equipe e a missão de conter os danos provocados pelo envolvimento do senador no Caso Master. A prioridade será tentar reconstruir a confiança no pré-candidato entre aliados políticos, representantes do mercado e setores produtivos.
As informações são da CNN. Segundo pessoas próximas à pré-campanha, Fischer recebeu carta branca em conversas com Flávio Bolsonaro e com o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), embora as principais decisões devam ser alinhadas entre eles.
A chegada do publicitário deve provocar reformulações na estrutura de comunicação. Uma das primeiras mudanças ocorreu ainda na quarta-feira (20), com a saída de Rodrigo Saccone da assessoria de imprensa da campanha. Ele, no entanto, seguirá atuando junto a Rogério Marinho.
Também há expectativa de alterações na área digital, hoje comandada por Marcos Carvalho. A avaliação no entorno da pré-campanha é que Fischer deve levar pessoas de sua confiança para reforçar a equipe e reorganizar a estratégia de resposta à crise.
O núcleo político de Flávio Bolsonaro considera que o desgaste causado pelo Caso Master atingiu não apenas o eleitorado, mas também a relação do senador com a classe política, o mercado e o setor produtivo. Por isso, a primeira missão do novo chefe da comunicação será tentar recuperar a confiança perdida nesses segmentos.
A substituição ocorre após a queda do marqueteiro Marcello Lopes. Um dos motivos apontados para sua saída foi a avaliação de que ele não conseguiu conduzir adequadamente a crise. Lopes estava nos Estados Unidos e desembarcou em São Paulo apenas na quarta-feira, sete dias depois da revelação do áudio em que Flávio pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
A CNN revelou na noite de terça-feira a movimentação para substituir Marcello Lopes e informou, no início da tarde de quarta, que Fischer era o nome mais cotado para assumir a função.
Nos bastidores, a crise é tratada como uma “quebra de confiança”. A percepção na pré-campanha é que o dano pode ser maior entre políticos, empresários e agentes do mercado do que no eleitorado, embora pesquisas já indiquem queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro.
A estratégia de Fischer deverá combinar gestão de crise, reorganização da comunicação e construção de uma agenda positiva. A ideia é tentar reposicionar a imagem do pré-candidato e vender melhor ao eleitor a “marca” Bolsonaro.
Paralelamente, aliados de Flávio organizam uma auditoria nas contas do filme “Dark Horse”. O objetivo é sustentar a versão de que os recursos destinados à produção foram usados exclusivamente no projeto audiovisual.
A tarefa do novo comando da comunicação será recuperar uma narrativa que, segundo o entorno do pré-candidato, foi perdida nos últimos dias, em meio ao avanço do desgaste político provocado pelo Caso Master.
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil
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