Delegação brasileira com Dario Durigan, Mauro Vieira e presidente Lula com Donald Trump, J.D. Vance e o Sectetário do Tesouro dos EUA. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou sobre o encontro com Lula na Casa Branca, nesta quinta (7), e afirmou que “a reunião foi muito produtiva”. A conversa durou cerca de três horas e a coletiva de imprensa que ocorreria durante a tarde foi cancelada.
“Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito produtiva”, escreveu Trump na Truth Social, sua própria rede social.
Ele ainda disse que representantes do Brasil e dos Estados Unidos devem ter novas reuniões em breve para “discutir alguns pontos-chave”. “Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, completou.

Entre os principais temas discutidos por Lula e Donald Trump estiveram questões relacionadas ao Pix, combate ao crime organizado e ao narcotráfico, além de acordos sobre minerais críticos e terras raras. A reunião também incluiu debates sobre a situação geopolítica da América Latina, Oriente Médio, Organização das Nações Unidas (ONU) e eleições no Brasil.
A aproximação entre os dois governos ganhou força após um telefonema realizado em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por cerca de 50 minutos. Após a ligação, o presidente brasileiro manifestou interesse em realizar um encontro presencial “olho no olho” com o republicano ainda no primeiro semestre deste ano.
A agenda acabou sendo adiada devido à guerra no Irã. Desde então, novos episódios aumentaram os atritos diplomáticos entre Brasília e Washington, incluindo o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e a prisão e posterior soltura do bolsonarista Alexandre Ramagem.
O encontro foi tratado como prioridade pelo governo brasileiro. Auxiliares de Lula avaliavam que a reunião deveria servir como ponto de partida para negociações futuras, mais do que para anúncios imediatos de acordos entre os dois países.
Fonte: DCM




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