O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o advogado Marco Aurélio de Carvalho. Foto: Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, para atuar na área jurídica de sua campanha à reeleição em 2026. As conversas ocorreram nos últimos dias e avançaram após reuniões reservadas entre Lula e o advogado paulista.
Marco Aurélio, conhecido nos bastidores políticos como “MAC”, é filiado ao PT desde os 16 anos e mantém relação próxima com Lula há décadas. O advogado ganhou projeção nacional durante a Operação Lava Jato ao se tornar um dos principais críticos da atuação de procuradores e magistrados ligados à força-tarefa.
Procurado, Marco Aurélio afirmou que ainda pretende conversar com o presidente do PT, Edinho Silva, antes de confirmar oficialmente sua participação na campanha. A decisão dependerá da autonomia que terá para montar sua equipe jurídica.
“Isso revela o desejo do presidente de ter um advogado pró-ativo, combativo e com uma relação sólida com as cortes superiores”, declarou.

A presença de Marco Aurélio chamou atenção na posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada nesta terça-feira (12). Mesmo sem ter sido oficializado no cargo, ele já recebeu cumprimentos de ministros, advogados e integrantes da classe política pela futura missão na campanha presidencial.
Lula fez questão de levar o coordenador do Prerrogativas para a chamada “sala das togas”, espaço reservado onde autoridades aguardaram o início da cerimônia no TSE. O gesto foi interpretado nos bastidores como sinal público de prestígio e confiança.
Durante o evento, Marco Aurélio também conversou com a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que deve comandar a área jurídica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Carvalho já teve o nome ventilado para ocupar ministérios como o da Segurança Pública, e assumiu a defesa do filho do presidente, o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, no pior momento da investigação das fraudes no INSS.
Fonte: DCM
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