Ex-mandatário apresentou agravamento do quadro após alta hospitalar e passou por ajustes terapêuticos, com intensificação de medicação e fisioterapia leve
Jair Bolsonaro voltou a apresentar crises intensas de soluço e alterações na pressão arterial, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (8). O médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento da saúde do ex-mandatário, informou que foi necessário realizar ajustes terapêuticos e intensificar o uso de medicações específicas. Segundo ele, "foi iniciada fisioterapia motora leve e progressiva". As informações são do Metrópoles.
De acordo com o documento, após receber alta hospitalar na última segunda-feira (4), Bolsonaro apresentou melhora no quadro de dor. No entanto, passou a registrar "soluços intensos e prolongados", associados a uma possível irritação no nervo frênico, responsável pelo controle da respiração e dos movimentos do diafragma, além de oscilações na pressão arterial.
O boletim médico integra relatórios periódicos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), em cumprimento às determinações relacionadas à prisão domiciliar humanitária do ex-mandatário. Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de detenção após ser condenado pela participação na trama golpista no contexto das eleições de 2022.
Cirurgia no ombro direito
Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para fixação de lesões no manguito rotador do ombro direito e outras lesões associadas, realizada por via artroscópica. O procedimento durou cerca de cinco horas e ocorreu na manhã da sexta-feira (1º), sendo concluído no mesmo dia à tarde.
Segundo a equipe médica, a previsão de recuperação completa varia entre seis e nove meses. A alta hospitalar ocorreu dois dias depois, na segunda-feira (4). Essa foi a segunda cirurgia realizada pelo ex-presidente desde agosto, período em que passou a cumprir prisão domiciliar determinada pelo STF.
Ao todo, Bolsonaro já acumulou oito internações recentes, incluindo uma anterior motivada por quadro de broncopneumonia bacteriana, em fevereiro.
Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles
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