Secretaria de Política Econômica também divulgou projeções para inflação e dívida bruta
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou, nesta segunda-feira (18), novas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), inflação e dívida bruta do país.
A estimativa de crescimento do PIB foi mantida em 2,3%. O boletim também aponta uma retomada da atividade econômica no primeiro trimestre, após a estagnação registrada no último trimestre de 2025.
"A projeção de crescimento para 2026 foi mantida em 2,3%, com desaceleração esperada no segundo e terceiro trimestres e ligeira retomada no final do ano. No primeiro trimestre, a projeção agregada também foi preservada, embora com alterações de composição: a indústria passou a contribuir menos, os serviços ganharam participação e a agropecuária manteve sua contribuição em relação à projeção anterior. Nos trimestres intermediários, o ritmo de crescimento deverá recuar, refletindo os efeitos defasados da política monetária restritiva, com recuperação prevista apenas no quarto trimestre, à medida que a indústria ganhe tração", diz o Boletim MacroFiscal da SPE.
De forma geral, segundo a SPE, a economia brasileira segue pressionada pela alta nos preços do petróleo, provocada pela guerra no Irã.
"O cenário internacional deteriorou-se de forma relevante desde o início do conflito entre EUA e Irã. O fechamento do Estreito de Ormuz e o choque nos preços do petróleo reverteram as perspectivas de crescimento e pressionaram a inflação global, levando o FMI a revisar as projeções para os próximos anos com criação, inclusive, de cenários mais severos. O choque de oferta se propaga de modo diferenciado entre as economias, a depender da intensidade e composição energética da produção e balança comercial, da ancoragem das expectativas inflacionárias e do grau de abertura comercial. Nesse ambiente de incerteza elevada, os principais bancos centrais adotaram postura mais cautelosa, postergando ou interrompendo ciclos de afrouxamento monetário", acrescenta o documento.
Inflação
As projeções de inflação pioraram e passaram a indicar alta de 4,5% para 2026, no limite superior da meta de tolerância. O principal fator por trás da revisão é a disparada de cerca de 25% no preço do barril de petróleo.
"Para 2026, a projeção para a inflação medida pelo IPCA foi revisada de 3,7% para 4,5%, atingindo 3,5% ao final de 2027. Para o INPC de 2026, a projeção de inflação saiu de 3,8% para 4,6%. Para o IGP-DI, a projeção se manteve em 4,9%, considerando a dinâmica do indicador ao longo do trimestre", diz o boletim.
Dívida
"As projeções medianas de resultado primário e da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), aferidas pelo Prisma Fiscal, melhoraram consistentemente ao longo dos últimos três meses, e sugerem credibilidade do mercado em relação ao cumprimento da meta. No mês de maio, a mediana da projeção de primário para 2026 foi à R$ 57,8 bilhões, contra R$ 72,4 bilhões em janeiro de 2026, e a da DBGG foi à 83% do PIB, contra 83,7% no primeiro mês do ano", acrescenta o documento.
Fonte: Brasil 247
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