A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19), enquanto a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avançou em meio à repercussão dos áudios e mensagens envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo a pesquisa, Lula tem agora 47,4% de aprovação, contra 51,3% de desaprovação. A série histórica mostra uma melhora em relação a abril, quando a aprovação estava em 46% e a desaprovação em 53%. Ou seja, o presidente ainda enfrenta maioria negativa, mas reduziu a distância entre os dois indicadores.
Agora, o político com a maior rejeição é Flávio Bolsonaro. Dos entrevistados, 52% afirmaram não votar de jeito nenhum no primogênito do ex-presidente. Atrás de Lula, vem outros membros da família de extrema-direita, como o próprio Jair (49,1%) e a ex-primeira-dama Michelle (45,6%).

O mesmo movimento aparece na avaliação do governo. A taxa dos que consideram a gestão Lula ótima ou boa chegou a 42,9%, acima dos 41% registrados em abril. Já a avaliação ruim ou péssima caiu de 51% para 48,4%. O dado indica uma recuperação gradual do Planalto, ainda que a percepção negativa continue numericamente à frente.

O cenário fica mais favorável a Lula quando a pesquisa mede a disputa presidencial. No principal cenário de primeiro turno, o petista aparece com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34,3%. A vantagem de Lula chega a 12,7 pontos percentuais. Na comparação com abril, Flávio caiu de 39,7% para 34,3%, uma perda de 5,4 pontos.
No segundo turno, Lula também aparece à frente do senador. O presidente marca 48,9%, contra 41,8% de Flávio Bolsonaro. A vantagem é de 7,1 pontos. O resultado mostra uma inversão importante na curva, já que o senador havia se aproximado do petista em levantamentos anteriores e agora perdeu fôlego após o desgaste com Vorcaro.

A pesquisa também perguntou qual resultado eleitoral causa mais medo ou preocupação aos eleitores. A eleição de Flávio Bolsonaro foi citada por 47,4%, enquanto a reeleição de Lula preocupa 40,5%. Outros 11% disseram que ambos os cenários preocupam igualmente.
O impacto do caso Vorcaro aparece em outra pergunta: 95,6% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento dos áudios e mensagens vazados. Entre os que souberam do episódio, 54,9% disseram que o vazamento representa evidências obtidas em uma investigação legítima sobre possíveis irregularidades.
Já a campanha de Flávio “enfraqueceu muito” para 45,1% dos entrevistados e “enfraqueceu pouco” para 19%. Apenas 15% afirmaram que não houve impacto, enquanto 13,4% ainda acreditam que a revelação do elo com Vorcaro “forteleceu” o nome do senador à Presidência.

A reportagem do Intercept também inverteu a percepção sobre o grupo político envolvido nos escândalos do Banco Master. No mês anterior, a maioria afirmava aliados de Lula eram os principais responsáveis pelo caso. Agora, 43,3% entendem que aliados de Flávio estão mais enrolados com Vorcaro, contra 32,8% que apontam para políticos ligados a Lula.

O levantamento foi feito entre 13 e 18 de maio, após o vazamento das conversas, e ouviu 5.032 pessoas. A sondagem foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06939/2026. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Fonte: DCM
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