segunda-feira, 18 de maio de 2026

DC confirma Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência e escanteia Aldo Rebelo


       O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Foto: Nelson Jr/STF

O partido Democracia Cristã (DC) entrou confirmou a pré-candidatura à presidência de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A definição causou uma crise interna pois Aldo Rebelo, convertido ao bolsonarismo, anunciar que entraria no pleito deste ano pela sigla.

Ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Rebelo afirmou à TV Globo que manterá sua pré-candidatura até a convenção, “mesmo que tenha que judicializar”.

Em nota, o presidente nacional do DC, João Caldas, defendeu a entrada de Joaquim Barbosa na legenda e afirmou que o ex-ministro representa uma possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança nas instituições.

“Sua trajetória honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira”, afirmou Caldas. “O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais”.

Segundo o presidente da sigla, a troca de nome foi necessária porque Aldo Rebelo não cresceu nas pesquisas. Questionado sobre a decisão, Rebelo afirmou que a mudança expressa apenas a posição de João Caldas e ressaltou que Barbosa ainda não se pronunciou oficialmente. Procurado pela TV Globo, o ex-ministro do STF não respondeu aos pedidos de entrevista.

Joaquim Barbosa integrou o Supremo entre 2003 e 2014. Ele se aposentou antecipadamente em 31 de julho daquele ano, abreviando em dez anos e dois meses sua permanência na Corte. Caso tivesse seguido no cargo, poderia permanecer no STF até 2029, quando completaria 75 anos. Em 2018, foi cotado para disputar a Presidência, mas desistiu.

“Ele se filiou ao partido para concorrer. Atualmente, vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso. Ele será o mensageiro que nos resgatará desse cenário”, disse Caldas. A filiação foi revelada pelo Painel, da Folha de S.Paulo.

Ex-ministro, agora bolsonarista, Aldo Rebelo. Foto: reprodução
A entrada de Barbosa provocou reação de dirigentes ligados a Aldo Rebelo. O presidente do diretório paulista do DC, Cândido Vaccarezza, classificou o ex-ministro como “inapoiável” e afirmou que atuará contra sua candidatura. “Ele começou o ‘lawfare’ no Brasil, não tem compromisso com a democracia, nem experiência política. Não podemos entregar o Brasil para um personagem como esse”, declarou.

Caldas respondeu em tom duro e ameaçou expulsar filiados que se posicionarem contra Barbosa. “Quem não estiver com Joaquim está fora do partido. Vou expulsar sumariamente. O Joaquim é do Brasil, quem tem de julgar é o povo, nas urnas”, afirmou.

Segundo informações divulgadas neste sábado (16), Barbosa se filiou ao DC em 2 de abril, poucos dias antes do prazo legal de filiação partidária. Vaccarezza disse que houve “quebra de confiança” e criticou a condução do processo. “O ministro Joaquim Barbosa foi filiado na surdina e de forma subreptícia, com isso mantido em sigilo para pessoas que ajudaram a construir o DC como eu”, afirmou.

O dirigente paulista disse que pretende reunir aliados de vários estados a partir desta segunda-feira (18) para tentar barrar a candidatura. “Vamos montar uma estratégia para impedir que Barbosa seja candidato. Quem decide é a convenção do partido, não é o presidente nacional. O DC era um partido pequeno, mas sem crise. Agora não é mais”, declarou.

Fonte: DCM com informações da TV Globo

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