segunda-feira, 18 de maio de 2026

Carros fabricados no Brasil chegam a custar 38% menos no Paraguai; saiba o motivo


      Modelo HB20, da Hundai. Foto: Reprodução

Carros fabricados no Brasil podem ser vendidos por preços bem menores no Paraguai, mesmo depois de exportados. A diferença chega a 38%, segundo levantamento. O Fiat Argo produzido em Betim (MG), por exemplo, parte de US$ 11.990 no país vizinho, cerca de R$ 60 mil na conversão direta, enquanto no Brasil custa a partir de R$ 96.980. O Chevrolet Sonic, também fabricado no Brasil, sai por US$ 19.900 no Paraguai, aproximadamente R$ 99,5 mil, contra R$ 129.990 no mercado brasileiro. Já o Hyundai HB20, feito em Piracicaba (SP), custa cerca de R$ 75 mil no Paraguai, ante R$ 96.140 no Brasil. Com informações do UOL.

A principal explicação está na carga tributária. Quando o veículo é exportado, ele deixa de carregar tributos que pesam no preço final no Brasil, como IPI, ICMS, PIS e Cofins. “A máxima da tributação internacional é a não exportação de impostos. Nesse sentido, os veículos exportados não são sujeitos à incidência dos tributos que mais pesam na carga tributária sobre veículo, isto é, IPI, ICMS, PIS e Cofins”, explicou Gabriela Rosa, coordenadora jurídica e tributária na BMJ Consultores. No Paraguai, a cobrança é considerada mais simples, com destaque para o IVA de 10% e estrutura tributária menos complexa. Além dos impostos, especialistas apontam burocracia, custos administrativos, concorrência e estratégia das montadoras como fatores que ajudam a ampliar a diferença.

Apesar dos preços mais baixos no país vizinho, comprar um carro no Paraguai e trazer para o Brasil não costuma compensar. Para circular regularmente em território brasileiro, o veículo precisa passar por importação formal e nacionalização, com pagamento de Imposto de Importação, IPI, PIS/Cofins-Importação, ICMS, taxas, homologação e registro. Em uma simulação apresentada pela advogada tributarista Juliana Zobaran, um carro comprado no Paraguai por R$ 132,7 mil poderia chegar a R$ 275,1 mil depois de reimportado e legalizado no Brasil. Por isso, a diferença que parece vantajosa na vitrine paraguaia desaparece quando o consumidor brasileiro tenta trazer o veículo de volta legalmente.

Fonte: DCM com informações do UOL

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