quinta-feira, 14 de maio de 2026

Cadê a grana? Mário Frias contradiz Flávio e nega dinheiro de Vorcaro em filme de Bolsonaro


       O deputado Mário Frias, o senador Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel. Foto: Reprodução

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a produtora GOUP Entertainment divulgaram notas nesta quarta-feira (13) negando que o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, tenha recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mais um indício da necessidade de se apurar se os recursos transferidos pelo ex-banqueiro, atualmente preso, não foram desviados.

A manifestação ocorreu após a divulgação de um áudio pelo site The Intercept Brasil em que o senador Flávio Bolsonaro cobra pagamentos atrasados relacionados à produção do longa. Segundo a reportagem, Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao projeto cinematográfico.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro confirmou que pediu dinheiro ao banqueiro para viabilizar o filme, mas negou irregularidades. “Sim, tinha um contrato que, ao não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído”, afirmou o senador.

Daniel Vorcaro está preso sob acusação de liderar um esquema de fraudes financeiras investigado pela Polícia Federal, com valores que podem chegar a R$ 12 bilhões.

No comunicado oficial, a GOUP Entertainment afirmou “categoricamente” que não existe “um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os investidores do filme.

O parlamentar reforçou a declaração e disse que Flávio “não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora”, tendo apenas cedido os direitos de imagem da família Bolsonaro para o projeto. Ele também declarou que o longa é uma “superprodução em padrão hollywoodiano”, financiada integralmente com capital privado e participação de profissionais internacionais do cinema.

Poster do filme “Dark Horse”, baseado em Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução
Segundo ele, o projeto será lançado nos próximos meses. O parlamentar afirmou ainda que o filme sofre “ataques direcionados” desde o anúncio da produção e atribuiu as críticas a motivações “claramente políticas e ideológicas”.

A produtora afirmou que o projeto foi estruturado por meio de “articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional”, sem uso de recursos públicos.

Segundo a empresa, a legislação norte-americana aplicada a operações privadas no setor audiovisual impede a divulgação de investidores protegidos por acordos de confidencialidade, conhecidos como NDAs.

Ainda na nota, a GOUP declarou que conversas ou apresentações do projeto a empresários não configuram participação societária ou transferência de recursos. “A GOUP Entertainment repudia, portanto, tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual”, afirmou a empresa.

A repercussão do caso ocorre às vésperas da estreia do documentário “A Colisão dos Destinos”, lançado nesta quinta-feira (14), que narra a trajetória de Jair Bolsonaro desde a infância até a Presidência da República. O filme “Dark Horse” tem o ator Jim Caviezel no papel principal e conta com Mário Frias como produtor executivo.

Fonte: DCM

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