terça-feira, 19 de maio de 2026

AtlasIntel: Sem Lula, Haddad e Alckmin também vencem Flávio Bolsonaro no 2° turno


       Geraldo Alckmin e Fernando Haddad. Foto: reprodução

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seria derrotado por Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) em eventuais cenários de segundo turno sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19).

O levantamento foi realizado entre 13 e 18 de maio, após a repercussão dos áudios e mensagens envolvendo o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

No cenário contra Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, o petista aparece com 46,7% das intenções de voto. Flávio marca 43%. A diferença é de 3,7 pontos percentuais. Outros 10,3% disseram que votariam em branco, nulo ou não souberam responder.

A vantagem também aparece quando o nome testado contra Flávio é o vice-presidente Geraldo Alckmin. Nesse caso, Alckmin tem 46,4%, enquanto o senador registra 42,3%. A distância entre os dois chega a 4,1 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos somam 11,3%.

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Os números mostram que o desgaste de Flávio vai além da comparação direta com Lula. Mesmo sem o presidente na disputa, dois nomes ligados ao governo aparecem numericamente à frente do filho mais velho de Jair Bolsonaro. O dado pesa em um momento de tentativa do PL de consolidar uma candidatura competitiva para 2026.

A pesquisa também mostra que Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição entre os nomes avaliados. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados afirmaram que não votariam “de jeito nenhum” no senador. Lula aparece logo depois, com 50,6%, em empate técnico com Jair Bolsonaro, que registra 49,1%.

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A rejeição ao senador ocorre em meio à crise provocada pelo caso Daniel Vorcaro. Reportagem do The Intercept Brasil revelou áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários ligados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro. Segundo a publicação, Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o longa, dentro de um contrato estimado em R$ 134 milhões.

Inicialmente, Flávio negou a participação do banqueiro no projeto. Após a divulgação dos documentos, o senador admitiu ter buscado recursos privados para financiar o filme nos Estados Unidos. Questionado sobre a mudança de versão, pediu desculpas por ter negado anteriormente a relação com Vorcaro e disse ter agido por receio de perseguição política.

O levantamento também mediu o grau de preocupação dos eleitores com possíveis resultados da eleição. Para 47,4%, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro é o cenário que mais causa medo ou preocupação. Já 40,5% disseram ter maior preocupação com uma possível reeleição de Lula.

A sondagem ouviu 5.032 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Fonte: DCM

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