A agência Mithi, do empresário Thiago Miranda, cobrou R$ 3,5 milhões para atuar no chamado “projeto DV”, plano voltado a atacar a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master e comunicar suspeitas de irregularidades às autoridades. A informação foi confirmada pelo próprio Miranda após depoimento à Polícia Federal na terça-feira (12). Com informações da colunista Daniela Lima, no UOL.
Questionado por mensagem se havia confirmado no depoimento o valor do projeto, Miranda respondeu: “3.5M”. O empresário é sócio de Daniel Vorcaro no grupo Léo Dias. O banqueiro detém 70% do empreendimento, enquanto Léo Dias tem 20% e Miranda, 10%.
O “projeto DV”, abreviação de Daniel Vorcaro, previa a contratação de grandes influenciadores para atacar a liquidação do Master, defender a gestão do banqueiro e produzir material para uma reação jurídica, principalmente no Tribunal de Contas da União. A agência de Miranda administra a carreira de uma série de influenciadores.

Miranda também disse ter recebido cobranças de aliados de Jair Bolsonaro para que Vorcaro retomasse o pagamento das parcelas do patrocínio do filme sobre a trajetória do ex-presidente. Segundo ele, o contrato previa repasse total de US$ 24 milhões (cerca de R$120 milhões), mas foi interrompido no fim do ano passado, quando o Banco Master entrou em crise.
Ainda conforme o empresário, os pedidos para que os pagamentos fossem retomados partiram do diretor do filme e do deputado Mario Frias (PL-RJ), ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro. O caso ganhou repercussão após a divulgação de mensagens e áudio em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra Vorcaro por recursos ligados à produção.
No TCU, o ministro Jhonatan de Jesus, indicado por Republicanos e PP, chegou a flertar com a tese de reversão da liquidação do Banco Master, mas recuou após pressão pública. Ele é alvo de investigação. A apuração sobre o Master também mira possíveis conexões entre o banco, empresas ligadas a Vorcaro e atores políticos envolvidos no entorno bolsonarista.
Fonte: DCM com informações do UOL
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