sábado, 25 de abril de 2026

PM barra ato sindical na Paulista no 1º de Maio e favorece grupos bolsonaristas e de extrema direita

Decisão cita risco de tensão em ano eleitoral; PM poderá acionar o Batalhão de Choque para desobstruir a via em caso de descumprimento da determinação

   Polícia Militar de São Paulo (Foto: Agência Brasil)

A Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) impediu a realização de um ato sindical na avenida Paulista no dia 1º de Maio, tradicional data de mobilização dos trabalhadores. A decisão, segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, priorizou manifestações previamente autorizadas de pequenos grupos de direita e foi justificada pela corporação"tendo em vista ser ano eleitoral e possibilidade de tensão entre os movimentos".

◎ Interdição do ato sindical
Segundo a Polícia Militar, três grupos — Patriotas do QG, A Voz da Nação e Marcha da Liberdade — já haviam solicitado autorização antecipadamente para manifestações na avenida Paulista. Diante disso, a corporação decidiu manter esses eventos, alegando a “possibilidade de tensão entre os movimentos”.

De acordo com a ata da reunião, caso a central sindical Conlutas descumpra a determinação, poderá ser acionado o Batalhão de Choque para desobstruir a via.

◎ Reação das entidades
A decisão gerou críticas de representantes sindicais, que apontam restrição ao direito de manifestação em uma data historicamente ligada às reivindicações trabalhistas.

O dirigente da Conlutas, Luiz Carlos Prates, conhecido como Mancha, classificou a medida como arbitrária. “Isso é um absurdo. Não bastasse a decisão arbitrária e de última hora, este dia é mundialmente consagrado às manifestações do Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e suas reivindicações e, como tal, deve ser tratado”, afirmou.

◎ Grupos autorizados e pautas
Os grupos bolsonaristas mencionados têm atuação limitada. Entre eles, apenas o Patriotas do QG possui presença identificável nas redes sociais, com menos de 4 mil seguidores. Em uma publicação, o grupo convoca apoiadores para manifestação às 11h, em frente ao prédio da Fiesp, na avenida Paulista.

Entre as pautas anunciadas estão apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pedidos de liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três de prisão por tramar um golpe de Estado.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou sobre o assunto.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo

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