Deputado havia apresentado outro exame de DNA
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) realizou uma coleta de DNA na perícia oficial de Alagoas e voltou a negar a acusação de estupro feita pelo também deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) no último dia da CPMI do INSS.
Na ocasião, Lindbergh se levantou durante a leitura do relatório final das investigações — que acabou não sendo aprovado — e acusou Gaspar de estupro. Posteriormente, ele e Soraya detalharam a denúncia, afirmando que a vítima teria 13 anos à época do suposto crime, ocorrido há cerca de oito anos.
Gaspar negou veementemente as acusações e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também fez uma série de ataques a Lindbergh e Soraya. Os parlamentares da base do governo chegaram a cobrar, na ocasião, a realização de um exame de DNA para esclarecer o caso.
Em meio à controvérsia, Gaspar apresentou um exame de DNA a jornalistas e afirmou que houve um equívoco, alegando que o caso envolveria um parente seu com o mesmo nome. Os nomes, contudo, não eram parecidos, conforme havia dito o deputado.
"Quem tem a verdade não teme absolutamente nada", disse, ao cobrar justiça contra os parlamentares da base governista.
Gaspar afirmou que realizou o exame “por livre e espontânea vontade” e acusou Lindbergh e Soraya de tentarem criar uma “cortina de fumaça” para atrapalhar as investigações da CPMI.
A ação no STF foi distribuída ao ministro Gilmar Mendes. No último dia 17, ele concedeu prazo de 15 dias para que as partes prestem esclarecimentos.
Fonte: Brasil 247
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