Planalto mobiliza ministros e líderes para garantir votos a Jorge Messias no Senado
O governo federal intensificou a mobilização política para assegurar a aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto a oposição amplia esforços para barrar a indicação no Senado. A estratégia do Palácio do Planalto envolve articulações diretas com parlamentares e a atuação de ministros e lideranças políticas para garantir votos suficientes na sabatina marcada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, a movimentação ocorre em meio a um cenário de resistência consolidada por parte de senadores alinhados ao campo oposicionista. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também tem se preparado para enfrentar questionamentos durante a sabatina, considerada decisiva para o avanço de sua indicação ao STF.
◎ Articulação voto a voto no Senado
O governo está priorizando o diálogo individual com senadores. Esse trabalho tem sido liderado pelos senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), que atuam diretamente na construção de apoio à indicação.
Além disso, ministros foram mobilizados para reforçar a estratégia. O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, deve se afastar temporariamente do cargo para atuar na articulação política na véspera da sabatina. O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, também foi acionado para atuar diretamente junto aos parlamentares, assim como outros integrantes do governo que mantêm interlocução com governadores.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, apesar de não participar diretamente da reta final das negociações, mantém diálogo constante com lideranças do Senado.
◎ Oposição amplia resistência
Do outro lado, senadores da oposição têm se organizado para dificultar a aprovação do nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os parlamentares que atuam contra a indicação estão Rogério Marinho (PL-RN), Marcos Pontes (PL-SP), Jorge Seif (PL-SC), Marcos Rogério (PL-RO) e Izalci Lucas (PL-DF).
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) já declarou voto contrário e antecipou o tom das críticas que devem marcar a sabatina.
◎ Ambiente de sabatina e projeções de votos
Apesar da disputa política, o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a sabatina deverá ocorrer em um ambiente de tranquilidade institucional.
“Apesar de ter posição política contrária, eles sabem que essa é uma prerrogativa exclusiva do presidente e a nossa é de avaliar”, declarou.
Indicado por Lula em novembro do ano passado, Jorge Messias teve seu nome oficialmente enviado ao Senado apenas no início de abril, após um período de espera que, segundo interlocutores do governo, ajudou a reduzir resistências.
Durante esse intervalo, Messias teria se reunido com pelo menos 76 senadores, o que representa mais de 90% da Casa. Apenas cinco parlamentares não o receberam, entre eles o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que, segundo aliados, mantém postura cautelosa, sem atuação direta contra a indicação.
Para ser aprovado, o indicado precisa de ao menos 41 votos favoráveis. Aliados do governo projetam um placar entre 48 e 52 votos.
Fonte: Brasil 247 com informações divulgadas pela CNN Brasil
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